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CHINA -oportunidade ou ameaça? Será que entendemos o momento e os riscos futuros ao capitalismo e a “nova centralização”​

Autor Thiago Benador – Instagram @thiagobenador e linkedin Thiago Benador

Você que é quase um quarentão como eu, viveu de perto a transformação digital num piscar de olhos, nos últimos 30 anos, passamos do Atari para o master system, mega drive, Nintendo, neo geo, abandonamos o fliperama, eliminamos as máquinas fotográficas, passamos 5 eras de PlayStation, iPads, rede social e por ai vai, e ja estamos a um passo do metaverso! 

Mais que isso, rimos dos produtos chineses, nos anos 90, quebramos indústrias brasileiras como de brinquedos, visto o preço que eles chegaram aqui após abertura dos portos pelo nosso querido Fernando Collor, felizmente naquela época existiam ainda as “desculpas” sobre a qualidade, o acabamento, a confiança, a garantia, e por ai vai, fomos nos acostumando a essas “desculpas” e gradativamente consumindo e migrando, para as oportunidades da mão de obra barata, leis trabalhistas não existitam, passo a passo fomos levando o parque industrial do mundo para lá. Empresas mostravam payback nos projetos de migração para China, talvez não se davam conta da transferência de tecnologia que o mundo fazia, e gradativamente foram migrando, ele foram melhorando a qualidade, aprendendo com os demais, colocando as metodologias japonesas de fabricação, mandando e patrocinando os chineses a estudarem pelo mundo, melhoraram produtos e linhas, desenvolvendo fornecedores, criando metrópoles, criando portos enormes, concentrando o fluxo mundial de mercadorias na sua costa no pacifico, gradativamente e individualmente no conceito de migração, toda multinacional se via na administração moderna, migrando a produção para lá, ano após ano a China teve seu PIB multiplicado e os dólares entrando, e hoje como já foram na história da humanidade (para quem não sabe o povo chinês tem em média 5800 anos), são uma potência econômica (hoje perto de superar o PIB dos EUA) e onde vive quase 1/3 da população do planeta. Parabéns a China, maravilhosos resultados, mas o que preocupa nisso tudo?

Estamos convivendo com o Covid, muitos chamam de peste chinesa, outros que o vírus foi manipulado em laboratório, que existe uma estratégia política por trás, um plano de poder e por ai vai, independente de ser verdade ou não, o mundo está mais pobre, inflacionado com toneladas de dinheiro impresso para manter a população em casa e ativa, a economia mundial retraiu e mais que isso, não notamos talvez o cenário caótico logístico, já não bastasse o oligopólio marítimo de armadores, vimos a falta de containers, a China importadora de comida e matéria-prima, exportadores de todos os produtos acabados do mundo, a balança não alinhada trouxe custos altos, falta de material e mais inflação na retomada mundial, isso foi um alerta apenas, estamos pagando caro no frete, e por ser oligopólio mostramos a eles uma mina de dinheiro e novos patamares de preço possível, a frota marítima do mundo parada na costa chinesa mostra a força e o descompasso do globo terrestre, o capitalismo parado na costa socialista / comunista, com gestão direta de um imperador, a pouco designado com poder vitalicio por seu povo, curioso o capitalismo literalmente tão forte refém de seus “inimigos” ideais, o cenário da reflexão não é a minha ideologia ou opinião, sobre o melhor modelo econômico, mas sim o indicador de que o mundo globalizado, não está mais tão globalizado, está refém sim, e tudo que conhecemos pode mudar, muito em breve, a não ser que possamos voltar a mexer em estratégias, balancear as indústrias e a produção global novamente, movimento que os USA fizeram na última gestão Trump, China não é mais uma oportunidade de custo de mão de obra barato, o frete vai compensar com toda certeza esse antigo “saving” com suas economias de mão de obra, não se trata de custo, se trata de ter autonomia novamente sobre seu produto (afinal a tecnologia já foi transferida, já criou “um monstrinho concorrente), é também sobre dividir poder, e muita atenção, a não estar numa só mão, principalmente quando ela anda na contramão da sua rota (quando a Republica socialista, gerida por um partido comunista passa a ser a maior população mundial e dona do maior PIB), impérios estavam no passado? Vivem no seu presente? Voltarão no seu futuro? Pensou nisso? Não se acha refém da China hoje? 

A China já é o maior parceiro econômico do Brasil, nós os alimentamos com carne, soja, grãos e muita matéria prima, mas eles aprendem rápido, até quando seremos fornecedores? Se deram conta de quantos privatizações e quantas cotas de ações em nossa bolsa já são de empresas e governo Chineses? Estudaram como a América Latina recebe e de onde vem investimentos? Acho que talvez ainda não nos demos conta que de parceiros em alguns anos seremos uma aquisição deles, atenção a China, Brasil e Mundo, repensem o hoje agora, pode ser tarde em poucos anos… 

Boa reflexão!

Thiago Benador

 

Fonte: https://www.linkedin.com/pulse/china-oportunidade-ou-amea%25C3%25A7a-ser%25C3%25A1-que-entendemos-o-momento-benador/?trackingId=hxhiAq4XTg%2BR4gqCxlfrgA%3D%3D

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