Crise da pandemia coloca em risco varejo óptico baiano

LICIO FERREIRA – REPORTER A pandemia do Coronavírus está colocando, em queda livre, o varejo óptico na Bahia. E a primeira vitima fatal da doença nesse setor de negócios foi a rede das Óticas Opção, com 15 anos no mercado baiano; oito (8) lojas distribuídas entre Salvador e Lauro de Freitas; e um laboratório próprio de lentes. Referência no segmento óptico, proporcionando saúde e bem-estar aos mais de 170 mil clientes e prezando pelas boas práticas do ramo óptico, a rede empregou 955 empregos diretos e fechou as portas com 62. “Das 5 lojas da rede localizadas em Salvador, todas estão posicionadas dentro de Shopping Centers, os quais estão fechados desde o dia 21 de março, por determinação da Prefeitura de Salvador. As 3 lojas de Lauro de Freitas embora estivessem localizadas fora de centros comerciais, foram proibidas de atender clientes, seguindo orientações da Prefeitura local que proibiu abertura de estabelecimentos desse perfil de negócios, a partir do Decreto 4592 de 16 de março desse ano”. Em comunicado, ao público, a família Souza (Elizabeth, Thiago e Laís) lamentam o fechamento da rede, dizendo que “os serviços das Óticas não foram enquadrados como essenciais pela Organização Mundial da Saúde (OMS), tampouco pelas prefeituras de Salvador e Lauro de Freitas”.E como “especialista em óculos de grau ligadas à compra de lentes oftálmicas, que exigem receita médica, a rede terminou prejudicada com fechamento ou redução do funcionamento de grande parte das clínicas e hospitais ligados a saúde dos olhos”. Outra questão, também levantada pela empresa baiana, foi sobre os serviços de confecção de lentes oftálmicas em laboratórios localizados no Rio de Janeiro e São Paulo, que impactava no fornecimento de produtos e logística interestadual.” Existe, ainda, a atividade de atendimento dos clientes para compra de lentes e armações pois requer um contato físico direto (para ajustes das armações nos rostos) e indireto (como no uso do pupilômetro e outros equipamentos)”. Afastar funcionários pode minimizar impactos O baque no varejo óptico não é só na Bahia. Se estende por todo o Brasil e é muito grande. Muitas lojas estão fechando e a perda é geral. Agora, em 2020, o crescimento projetado era de 7%, seguindo a estimativa de 2,5% de crescimento da economia – PIB. e o Nordeste segundo maior mercado do setor, depois de São Paulo era só otimismo. Atual Diretora Presidente da Abióptica, Ambra Nobre Sinkoc diz: “Estamos vivendo um momento complexo tanto no campo da saúde como na economia que certamente trará impactos negativos em todos os setores e no setor óptico não será diferente, o setor óptico como um todo, e isso inclui o varejo, está sendo impactando negativamente, de forma muito forte, mas menos que outros setores devido a sua característica de essencialidade”. Lembra Ambra Sinkoc que o setor óptico é um setor regulado por meio da vigilância sanitária e possui produtos de registro Agencia Nacional de Vigilancia Sanitaria (Anvisa). ”Ocorre que devido aos decretos de lockdown em alguns estados e municípios ainda não temos o varejo óptico autorizada abertura, mas nossos levantamentos demostram que o setor está funcionando a 46,6% da sua capacidade, comparado ao mês anterior ao início da pandemia e os decretos de quarentena”. Para vencer o momento ela orienta os empresários do ramo “que todos se utilizem dos instrumentos legais publicados pelo governo federal, considerando a possibilidade de afastamento de funcionários com remuneração ou trabalho reduzido e remuneração parcial. Além do benefício da prorrogação de impostos e o acesso facilitado, mas não tão facilitado assim, dos empréstimos junto aos bancos”. E igual as demais lideranças do varejo, critica o crédito que ainda é muito caro para o empresário. “Estamos acompanhando e orientando nossos associados sobre este tema. Com a publicação recente do decreto 13999/2020 o crédito deve ficar mais acessível e com custos (juros, risco, spread) menores, mas a operação com o agente (bancos de varejo) ainda é complexa. Estamos atentos e preocupados com estes recursos que a todo momento vemos liberações pelo governo federal, mas que nunca chegam a outra ponta, enquanto as empresas vão morrendo e o oxigênio, que parece estar disponível, não chega a tempo”. Ambra Sinkoc reconhece que a pandemia trouxe muita dificuldade e novos paradigmas. “O empresário terá que se reinventar, ser inovador e criativo e isso, sem dúvida, são barreiras difíceis de transpor. Inevitavelmente teremos que passar pela digitalização sem “ferir” a regulamentação, afinal somos um setor com produtos de saúde e, portanto, regulamentado com práticas e técnicas absolutamente rigorosas para se aviar uma receita oftalmológica. A tecnologia e o relacionamento com o cliente serão fundamentais para a retomada do setor óptico”. CUSTOS ALTOS Por sua vez, a empresária baiana Veruska Pithon que estava comemorando a chegada da décima quarta loja da ótica “A Fábrica”, na cidade de Feira de Santana e pensava de maneira otimista em continuar expandindo seu raio de ação também para outras capitais do Nordeste, revela que a questão da pandemia está bem pior no eixo Rio -São Paulo. Sua empresa, que une a expertise no ramo ótico oferecendo a mais alta tecnologia na produção de lentes oftálmicas, é a única rede de óticas da Bahia com laboratório digital completo. Quanto as dificuldades do setor, Veruska Pithon diz que ela começa a partir dos custos de operação para se manter uma loja nos shoppings centers. “Além desses altos custos, temos ainda pela frente, a alta competitividade das multinacionais e, principalmente, a presença dos informais e dos piratas, que invadem o nosso setor. Por isso, realizamos constantes promoções, que diminuem substancialmente as nossas margens de lucros”. Sob a sua liderança estão 130 empregados distribuídos em 14 lojas. Veruska reconhece que a questão do varejo nesse momento, é muito difícil. “Eu estou com quase todas as lojas fechadas. Apenas a da Pituba, onde funciona o laboratório, continua aberta. Estamos principalmente, para atender pessoas que usam lente de contato e nessa pandemia precisam ter óculos para se proteger ainda mais contra o coronavírus. Afinal, a penetração da doença se dá pelos olhos, boca e nariz”, comenta. Fonte: Jornal Tribuna
Indústria x coronavírus: como a produção brasileira se transformou para combater a pandemia

Neste Dia da Indústria, a Agência CNI de Notícias conta histórias de como o setor produtivo brasileiro se mobilizou e deu resposta rápida à sociedade, assegurando o abastecimento e atendendo demandas do sistema de saúde Quando a pandemia do novo coronavírus levou o país a viver sob estado de calamidade, um impacto que se temia era o do desabastecimento, seja nas plateleiras dos supermercados, seja no sistema de saúde. Ainda que os efeitos sanitários e econômicos da covid-19 permaneçam, a indústria tem feito a sua parte para ajudar o Brasil na travessia deste período mais agudo da crise que enfrentamos. Em todo território, o setor produtivo mostrou solidariedade e velocidade de resposta, realizando ajustes rápidos em linhas de produção para atender necessidades básicas da população. Neste 25 de maio, Dia da Indústria, a Agência CNI de Notícias reuniu histórias de empresas e setores industriais que se mobilizaram no combate à pandemia em meio às dificuldades trazidas pelas medidas de isolamento social. São iniciativas para atender comunidades locais e suprir o sistema de saúde de insumos essenciais aos profissionais que estão na linha de frente do tratamento da população. “A indústria está fazendo a sua parte, não apenas com o intuito de garantir o suprimento de itens primordiais para a contenção da crise como o de diminuir seus impactos sobre a economia”, afirma o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade. Conheça algumas dessas histórias de como a história tem contribuído com a população e o poder público a superar a crise causada pela pandemia da covid-19. óptica A empresa paulistana fabricante de acessórios ópticos Optitex iniciou a produção de máscaras de proteção há um mês. A partir da iniciativa foram doadas mais de 2 mil máscaras para a campanha solidária da Fundação da Associação Brasileira das Indústrias Ópticas (Abióptica), de arrecadação de equipamentos de proteção individual para profissionais da área da saúde durante a pandemia. De acordo com proprietário da Optitex, Edy Titelbaum, a adequação produtiva para a fabricação de máscaras foi rápida porque a empresa já possuía linha de costura e equipamentos para a confecção. “Doamos máscaras e fabricamos muitas outras para empresas que doaram também para a Fundação Abióptica. Enquanto houve escassez dos itens de proteção a comercialização foi muito boa, mas hoje com o mercado saturado estamos voltando a produzir estojos para óculos e microfibras para limpeza de lentes”, afirma Titelbaum. O setor óptico é solidário e vem se unido para ajudar a proteger pessoas que tratam dos doentes infectados com o vírus, mesmo trabalhando com menos de 40% sua capacidade produtiva desde o início da crise provocada pelo vírus, conta a diretora da Abióptica, Ambra Nobre Sinkoc. “São cerca de 150 empresas participantes da instituição que doaram mais de 10.600 óculos de proteção e milhares de máscaras, equipamentos de proteção individual entregues em hospitais de pequenas cidades”, relata. Veja as histórias de outras empresas e setores no link abaixo: https://noticias.portaldaindustria.com.br/especiais/especial-dia-da-industria-2020/ Fonte: https://noticias.portaldaindustria.com.br
Essilor abre novos caminhos virtuais para o mercado óptico

Com nova página de e-commerce, plataforma voltada para o desenvolvimento de profissionais de óticas e conteúdo relevante sobre o novo coronavírus para o segmento, a empresa traz soluções para os impactos causados pela pandemia Em um cenário em que há restrições quanto à circulação de pessoas e quanto ao funcionamento de alguns serviços por conta da pandemia do novo coronavírus, são muitos os segmentos que tiveram que reestruturar ou inaugurar novas maneiras de chegar ao seu público consumidor. A Essilor, pensando nas necessidades especiais de suas óticas parceiras, cujo processo de venda inclui consultas oftalmológicas e higienização de óculos e lentes, por exemplo, intensificou seus esforços no meio digital para apoiar a classe óptica. Entre as suas iniciativas estão a criação de conteúdo especial relacionado ao novo coronavírus para o Plantão Essilor Covid-19 dentro da plataforma Essilor Conecta e o lançamento do e-commerce Veja Mais. Voltada para a inovação dentro do processo de compra e venda de lentes e óculos, a Essilor desenvolveu seu novo e-commerce, Veja Mais(vejamaisessilor.com.br). A página foi lançada não apenas para dar ao comércio local um reforço durante esse período de queda no número de compras, mas também para ajudar os consumidores que precisarem de um novo par de óculos com urgência, de forma que eles também continuem respeitando as medidas de isolamento social. O e-commerce também pretende auxiliar e incluir digitalmente as óticas que ainda não contam com essa modalidade de venda. “A dinâmica do e-commerce foi pensada para que as óticas também participem do processo de venda. Ao entrar no site, o comprador deve escolher, em uma lista de óticas cadastradas, a ótica na qual deseja fazer seu novo par de óculos. O protocolo de venda é o mesmo do realizado nas óticas, ou seja, o comprador deve submeter no site a receita de seu oftalmologista. A cada compra realizada, o óptico recebe uma parte do valor cobrado pelo serviço”, explica o diretor de Marketing da Essilor Guilherme Nogueira. Já no Plantão Essilor Covid-19 (plantao.essilorconecta.com.br), uma prestação de serviço da Essilor para os profissionais do setor, os materiais que estão sendo disponibilizados tratam da nova doença com um enfoque inteiramente voltado para o mercado óptico. Entre os assuntos em destaque estão o Guia de Venda Digital; legislação trabalhista em tempo de COVID-19; a doença pelo ponto de vista oftalmológico; e efeitos do uso excessivo das telas, entre outros. Todo o material, grande parte dele em vídeo, é assinado por profissionais de referência da Essilor ou parceiros da marca. “Diante desse momento de adversidades, incertezas e drásticas mudanças de comportamento na sociedade, a Essilor não poderia deixar de trazer as melhores informações para seus parceiros. Nossas plataformas sempre foram um canal de relacionamento fundamental com eles e, neste momento, têm sido aliadas importantes para abastecê-los com informações pertinentes e necessárias para atravessar esse momento turbulento”, comenta Eduardo Pereira, gerente de marca, explicando que o foco tem sido nas melhores soluções para as óticas tanto em termos de bem-estar e saúde, quanto em termos de lucro e apoio financeiro. Mais sobre o Essilor Conecta O Essilor Conecta (essilorconecta.com.br/conecta), canal alternativo da Essilor, foi criado com o intuito de revolucionar o atendimento ao cliente nas óticas junto com os seus profissionais de atendimento. O objetivo é munir o profissional com informação e conteúdo exclusivo para que ele possa aprender sobre as técnicas do universo óptico, além de fornecer mais informações sobre os produtos da família Essilor, facilitando sua abordagem com o cliente e aumentando suas chances de venda. Na plataforma, o profissional pode acompanhar as promoções, bônus, programas de vantagens e os principais lançamentos de marcas que são referência no mundo todo, como Varilux, Crizal, Transitions, Xperio e muito mais. No Facebook, a página Proessilor Conecta (facebook.com/ProessilorConecta), que também oferece conteúdo informativo, soma 29 mil fãs. Sobre a Essilor Líder mundial em lentes oftálmicas para óculos, a Essilor International cria desenhos, produz e comercializa uma vasta gama de lentes corretivas. Sua missão é melhorar vidas através da visão. Para cumprir esta missão, a empresa investe anualmente 200 milhões de euros em pesquisa e desenvolvimento e seu espírito inovador foi atestado pela revista norte americana Forbes onde figurou por oito anos consecutivos, até 2018, no ranking das 100 Empresas Mais Inovadoras do Mundo. Além disso, em 2015 a companhia foi listada entre as 50 empresas da FORTUNE’s Change the World List. As marcas mais emblemáticas da Essilor International são: a lente multifocal Varilux®, a fotossensível Transitions®, o antirreflexo Crizal®, a lente solar polarizada Xperio®, a antiembaçante Optifog™, a lente Eyezen™ que reduz o esforço ocular na leitura em telas, e, lançada em 2019, a lente com proteção dupla contra raios UV e luz azul-violeta nociva Blue UV Filter™. A empresa também desenvolve e comercializa equipamentos, instrumentos e presta serviços aos atuantes no mercado óptico. www.essilor.com.br www.varilux.com.br www.crizal.com.br www.transitions.com.br www.eyezen.com.br Fonte: Assessoria Essilor (Approach Comunicação)
Fuel Eyewear

Bausch + Lomb

COVID-19 – Economia de Caixa com Créditos de PIS/COFINS

Nova parceria da Abióptica e TAG Brazil para revisão gratuita referente ao PIS/COFINS Com o agravamento da pandemia do COVID-19, e as quarentenas impostas por diversos estados, a condução dos negócios em todos os setores de nossa economia, inclusive a do setor óptico, foram seriamente afetados. A Abióptica e a TAG Brazil firmaram mais uma importante parceria para levar às empresas associadas, a análise sem custo das oportunidades tributárias relacionadas a créditos de PIS/COFINS que poderão ser tomados pelas empresas, incluindo os valores dos últimos 05 (anos), período esse relativo ao direito de utilização do referido crédito. Este trabalho tem o objetivo de otimizar o cálculo do PIS/COFINS, trazendo para a empresa benefício de caixa imediato, considerando que a recuperação dos referidos créditos significa que as empresas poderão reduzir consideravelmente o desembolso de caixa do PIS/COFINS, o que certamente será necessário para auxiliar a manutenção e recuperação de sua empresa durante e após a pandemia do COVID-19. Para as empresas que estão no Lucro Real (anual ou trimestral), e no regime da Não-Cumulatividade para o PIS/COFINS (sistemática de débitos e créditos), é muito importante a revisão dos créditos de PIS/COFINS, pois o conceito de insumos utilizados para o referido cálculo sofreu diversas alterações ao longo do tempo, tanto na jurisprudência administrativa quanto na judicial, levando à ampliação deste conceito. Em fevereiro de 2018, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) pacificou o assunto, decidindo que a tomada de crédito de PIS/COFINS em relação a uma determinada despesa ou custo deve levar em consideração a sua relevância e essencialidade para o desenvolvimento de suas atividades econômicas. Lembramos que a tomada dos créditos de PIS/COFINS é uma faculdade do contribuinte e que estavam limitados a uma lista restritiva, com base na Lei no. 10.833/03 e nas Instruções Normativas (IN) no. 247/02 e 404//04, sendo que tais INs forma consideradas ilegais no julgamento do STJ. Neste momento tão complexo, as empresas devem rever os seus processos internos, inclusive no tocante à apuração dos tributos, com o objetivo de proteger o seu caixa, preservar a sua operação e os empregos de seus colaboradores, principalmente. Contatos: Website: www.tagbrazil.com LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/tag-brazil/ Roberto Kochiyama (Sócio) E-mail: [email protected] LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/roberto-hideki-kochiyama-454982a/ Rogério Lara (Sócio) E-mail: [email protected] LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/rogério-lara-pereira-86a97266/ Tel: 011-3051-5157
Levantamento aponta morte de 98 enfermeiros por covid-19 em um mês

Segundo Cofen, número de enfermeiros afastados devido ao novo coronavírus aumentou 48 vezes, com 11 mil confirmados e triplo de mortes Levantamento do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) revela que, entre 5 de abril e 5 de maio, o número de enfermeiros afastados do trabalho pelo novo coronavírus aumentou 48 vezes, saltando de 230 casos suspeitos e confirmados para 11 mil. O relatório aponta ainda que as mortes triplicaram no período, passando de 30 para 98 óbitos em um mês. Os estados de São Paulo e Rio de Janeiro lideram o ranking. A categoria somava 12 mil afastamentos até o último domingo, 10 de maio. Mulheres são as mais afetadas: elas totalizam 10 mil afastamentos e respondem por 60 das 98 mortes notificadas. Óculos de proteção A rápida progressão da covid-19 entre os enfermeiros fez a Fundação Abióptica buscar mais recursos para a campanha solidária , na qual tem a ajuda do oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier que faz a distribuição dos óculos de proteção aos profissionais de saúde que atuam em hospitais e a entidades de classe. A falta de proteção ocular representa um risco para a saúde pública, afirma o oftalmologista. Um estudo da Academia Americana de Oftalmologia (AAO) alerta que os olhos e o nariz estão interligados pelo ducto lacrimal que pode levar o coronavírus a todo sistema respiratório. Além disso, outro recente estudo italiano, divulgado pelo Instituto Spallanzani, revela que o Sar-Cov-2 é ativo na lágrima de uma pessoa contaminada que apresente conjuntivite. Queiroz Neto ressalta que a conjuntivite não é comum na covid-19, mas o resultado desses estudos explica o motivo de a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendar o uso de óculos de proteção durante o atendimento de casos suspeitos ou confirmados do novo coronavírus. Recentemente, os patrocinadores da campanha (Essilor Brasil e Allprot) aumentaram de 5 mil para 12 mil o total de óculos proteção doados. Com isso, foram distribuídos 8,35 mil equipamentos de proteção individual (EPIs) aos enfermeiros – inicialmente eram 1,35 mil. Na última semana a Campanha Solidária da Fundação Abióptica entregou mais 7 mil unidades na sede do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Campinas e Região (Sinsaude) à presidente em exercício, Sofia Rodrigues do Nascimento, e ao presidente da Federação Paulista da Saúde, Edison Laércio de Oliveira. Na mesma semana, foram doados 550 óculos de proteção ao Hospital das Clínicas da Unicamp, 300 ao hospital da PUC-Campinas, 300 ao Hospital São Vicente de Jundiaí e 300 ao Hospital São Francisco de Bragança. Fonte: https://exame.abril.com.br
Coronavírus mobiliza setor óptico

Empresas patrocinam campanha da Fundação Abióptica para combater a covid-19 entre profissionais da saúde A OMS (Organização Mundial da Saúde) preconiza o uso de luva descartável, máscara, protetor facial e óculos de proteção para evitar a contaminação dos profissionais da saúde durante testes de covid-19, atendimento de casos suspeitos ou confirmados. A explosão do número de óbitos e contaminações pelo novo coronavírus no mundo, está gerando a falta de todo tipo de equipamento de proteção individual ou EPIs, além de insumos hospitalares básicos como álcool, respiradores, entre outros. Esta carência no Brasil que já ocupa a 14a posição no ranking mundial da covid-19 segundo o Ministério da Saúde, somada à falta de teste de diagnóstico e de leitos de UTI pode levar o setor de saúde do país ao caos. Por isso, em diversas áreas, empresas se unem para ajudar a proteger pessoas que estão à frente desta crise de saúde pública. A mobilização acontece inclusive entre profissionais da saúde. No final de março, a Fundação Abióptica lançou a campanha solidariedade com a ajuda do oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, presidente do Instituto Penido Bunier de Campinas que fez as entregas dos óculos de proteção aos hospitais e pessoas que exercem atividades de suporte à saúde, como por exemplo, vacinação. Isso porque, explica, a falta de luvas e máscaras descartáveis multiplica o risco de contaminação caso sejam reutilizadas. O médico lembra que o coronavírus pode chegar ao sistema respiratório através do contato da mão contaminada com os olhos, que se comunicam com o nariz através do canal lacrimal. Os óculos de proteção, pondera, criam uma barreira que evita esta forma de contágio. Por isso, são recomendados pela OMS. “Afinal, muitos profissionais ficam 8 horas/dia ou mais em ambientes contaminados que exigem proteção mais rigorosa”, salienta. Iniciativa é incorporada a programa mundial de solidariedade Queiroz neto afirma que a campanha solidariedade vai distribuir 5 mil óculos de proteção aos hospitais e profissionais da região. A iniciativa que tem o aporte da Allprot, acaba de ser incorporada ao programa mundial de combate ao covid-19 da Essilor. Líder do setor óptico, a empresa vem desenvolvendo uma campanha global de doações para combater a covid-19 através do programa Vision For Life que tem como objetivo apoiar infraestrutura e programas sustentáveis de cuidados com a visão, para eliminar a visão deficiente. Além dos 2,2 mil óculos de proteção doados à campanha solidariedade a empresa já doou 12 mil EPIs para instituições de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Amazonas, Ceará, Piauí, Paraná e Rio Grande do Sul. Distribuição da campanha solidariedade O destaca que a campanha de combate ao covid-19 da Fundação Abióptica já doou 1,2 mil óculos. Os beneficiados nesta primeira fase foram: * Rede Mario Gatti e profissionais da saúde pública responsáveis pela vacinação contra gripe * Hospitais Santa Casa e Beneficência Portuguesa de Amparo * Fundação Penido Burnier * HUC (Hospital Unimed Campinas) * Centro Infantil Boldrini que acaba de inaugurar uma ala destinada ao atendimento exclusivo de pacientes do hospital que venham apresentar suspeita ou confirmação de covid-19. * ONG ESD (Expedicionários da Saúde que instalou uma unidade móvel de pronto atendimento ao covid-19 na Unicamp com 10 consultórios que fazem a triagem dos casos suspeitos e encaminha os graves ao HC (Hospital das Clínicas) da Unicamp. Na segunda fase que inicia esta semana, Queiroz Neto afirma que as doações são maiores porque concentra os 3 covidários da região de Campinas nos hospitais universitários. A relação dos beneficiados inclui: * Sinsaúde que agrega cerca de 20 mil profissionais da saúde na região. * EDS recebem uma segunda doação para ser utilizada no hospital de campanha projetado por Ricardo Affonso Ferreira, presidente da ONG. * Hospital das Clínicas (Unicamp) * Hospital Universitário de Bragança Paulista * Hospital Universitário de Jundiaí Fonte: https://opticanet.com.br
Covid-19 afasta mais de 4 mil da enfermagem

Fundação Abióptica com a campanha solidariedade doa mais 1,35 mil óculos de proteção à categoria O número de profissionais da enfermagem afastados do trabalho no Brasil pelo novo coronavírus aumentou 18 vezes entre 5 e 15 de abril. Segundo levantamento do COFEN (Conselho Federal de Enfermagem) saltou de 230 para 4.089 casos suspeitos ou confirmados neste período. O levantamento também aponta 30 mortes na categoria. Para reduzir esta escalada o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, presidente do Instituto Penido Burnier entregou 1,35 mil óculos de proteção ao presidente da Federação Paulista da Saúde, Edison Laércio de Oliveira e à presidente em exercício do Sinsaúde Campinas, Sofia Rodrigues do Nascimento. Os dois sindicalistas ficaram muito gratos pela doação porque a falta de proteção é um fator importante deste aumento de contaminações. Sofia lembra que são 4.806 denúncias de falta de EPIs. “Por isso, vamos fazer o possível para que chegue aos hospitais o mais rápido possível”, afirma. A doação aconteceu na última sexta, dia 17 de abril e faz parte da campanha solidariedade criada pela Fundação Abióptica e entregue pelo Dr Leôncio Queiroz Neto que é consultor médico e colaborador da ABIÓPTICA (Associação Brasileira das Indústrias Ópticas). A campanha vai doar 5 mil óculos de proteção e conta com o aporte da Allprot e da Essilor, líder mundial do setor. Foi incorporada ao programa global Vision for Life da Essilor, através do qual a empresa está desenvolvendo uma ação mundial de doações visando combater o novo coronavírus. Além dos 2,2 mil óculos de proteção doados à campanha da Fundação Abióptica a Essilor já doou 12 mil EPIs para instituições de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Amazonas, Ceará, Piauí, Paraná e Rio Grande do Sul. As próximas doações da Campanha solidariedade serão direcionadas à ong, Expedicionários da Saúde, hospital das Clínicas (UNICAMP), hospital universitário de Jundiaí e hospital universitário de Bragança Paulista. Fonte: https://opticanet.com.br
Óptica Mario Neto

