Projeto cria regras para garantir qualidade de óculos e lentes em geral

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) analisa um projeto de lei que torna mais rigorosa a fiscalização sobre a qualidade de lentes e óculos vendidos no Brasil. O substitutivo da Câmara (SCD 7/2017) altera um projeto de lei (PLS 512/2003) apresentado pelo então senador Jonas Pinheiro (1941-2008). A relatora é a senadora Ana Amélia (PP-RS), que ainda não apresentou sua análise sobre a matéria. A Câmara ampliou o alcance do projeto. Pelo texto de Jonas Pinheiro, todos os óculos de sol comercializados deveriam oferecer proteção contra a radiação ultravioleta. O substitutivo da Câmara estende os critérios de qualidade para armações, óculos, blocos de lentes, lentes oftálmicas e lentes de contato vendidos no Brasil. De acordo como o SCD 7/2017, todos os componentes precisam obedecer a critérios estabelecidos pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Ainda segundo a proposta, o material deve ser avaliado por um organismo de certificação de produto (OCP) credenciado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Os critérios utilizados para a análise são definidos pelo Programa Brasileiro de Conformidade Óptica. Elaborado pela Associação Brasileira da Óptica (Abióptica), com apoio do Inmetro, o documento estabelece um modelo de certificação para os produtos. O texto determina que fiscalização fica a cargo da autoridade sanitária e de órgãos delegados pelo Inmetro. A lei considera o descumprimento da lei como infração sanitária. As penas começam com advertência e multa, que pode alcançar R$ 1,5 milhão. Mas também pode haver apreensão e inutilização do produto, suspensão de venda ou fabricação, interdição parcial ou total de estabelecimentos e até cancelamento de autorização para funcionamento de empresas. Fonte: Opticanet
Fiscalização sobre qualidade de lentes e óculos vendidos ficam mais rigorosas

Projeto está sob análise do Senado. Fiscalização fica a cargo da autoridade sanitária e de órgãos delegados pelo Inmetro Está sob análise do Senado um projeto de lei que torna mais rigorosa a fiscalização sobre a qualidade de lentes e óculos vendidos no Brasil. O texto apresentado pelo senador Jonas Pinheiro diz que todos os óculos de sol comercializados devem oferecer proteção contra a radiação ultravioleta. Segundo a proposta, o material deve ser avaliado por um organismo de certificação de produto (OCP) credenciado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Os critérios utilizados para a análise são definidos pelo Programa Brasileiro de Conformidade Óptica. Elaborado pela Associação Brasileira da Óptica (Abióptica), com apoio do Inmetro, o documento estabelece um modelo de certificação para os produtos. O texto determina que fiscalização fica a cargo da autoridade sanitária e de órgãos delegados pelo Inmetro. A lei considera o descumprimento da lei como infração sanitária. As penas começam com advertência e multa, que pode alcançar R$ 1,5 milhão. Mas também pode haver apreensão e inutilização do produto, suspensão de venda ou fabricação, interdição parcial ou total de estabelecimentos e até cancelamento de autorização para funcionamento de empresas. A Câmara dos Deputados ampliou o projeto e estendeu os critérios de qualidade para armações, óculos, blocos de lentes, lentes oftálmicas e lentes de contato vendidas no Brasil. Todos os componentes precisam obedecer a critérios estabelecidos pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Fonte: Casa de noticias
Padronização de informações de óculos fortifica fiscalização

Por João Vicente Ribeiro Termo de Ajustamento de Conduta, firmado entre a Abióptica e o Procon, visa diminuir número produtos falsificados e incentiva maior transparência. A falta de clareza sobre as informações gerais nas embalagens de óculos foi ponto de partida para a padronização das informações nos itens comercializados no setor óptico. Firmado no início de 2018, o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) deve apertar o cerco contra o venda de produtos falsos. “Esse processo teve início em 2013, quando percebemos que muitas óticas, sobretudo de São Paulo, foram autuadas com base no código de defesa do consumidor. Cada comerciante apresentava as informações do produto de um jeito”, argumentou o presidente da Associação Brasileira da Indústria Óptica (Abióptica), Bento Alcoforado. O TAC, assinado em março, reuniu aval de entidades e órgãos públicos. Para ele, a conclusão desse processo de regulamentação das informações sobre os óculos foi fundamental para proteger as óticas de possíveis irregularidades, “pois o Código de Defesa do Consumidor não tinha regulamentações específicas para esse setor”. Alcoforado ainda diz que a responsabilidade sobre essa padronização – que teve sua validade reforçada após o estabelecimento do TAC entre a Abióptica e o Procon – deve vir da indústria. “A obrigação deve ser do fabricante; depois atribuída ao fornecedor e, em terceiro lugar, da ótica”, alerta Alcoforado, mesmo que mais de 90% do que é comercializado no Brasil seja importado. “As informações padronizadas devem estar no manual de instruções, na embalagem ou no certificado de garantia”, complementou ele. No que diz respeito ao combate à clandestinidade por meio desse movimento, ele argumenta que os principais beneficiários são as óticas – mesmo que essa mudança exija possivelmente mais custos relacionados à etiquetagem do produto e controle dos dados de cada item. Na prática De acordo com o supervisor de qualidade da rede de óticas ChilliBeans, Thomaz Pontes, o processo de padronização de informações na rede começou entre 2014 e 2015. “Montamos um centro de controle de qualidade, localizado em Alphaville [SP], para verificar os dados dessa etiqueta extra, que já vem dos nossos cinco fornecedores”, afirmou Pontes. Segundo o executivo, a exigência fez com que houvesse um aumento no custo de checagem dos produtos no próprio centro de distribuição da marca. “Ocorreu um aumento de R$ 0,04 por peça”, afirmou. Ao DCI, o supervisor ainda lembra que, quando alguns produtos chegam sem a padronização correta, a correção é feita no próprio centro de distribuição, o qual dispõe de uma máquina específica para esse tipo de serviço. Seguindo uma linha de pensamento similar a do presidente da Abióptica, o diretor jurídico da fabricante de óculos Go Eyewear, Paulo Lin, afirma que a consolidação do TAC auxiliou numa composição mais clara das informações que precisam ser repassadas aos consumidores. “Desmembramos a nossa etiqueta dupla e geramos uma à parte para que o varejista coloque junto ao produto”, afirmou. Em relação aos custos do novo processo de montagem, Pontos declara que “cada etiqueta não chega a representar um gasto relevante para a operação; mas, sim, pelo fato de representa mais um processo interno de fabricação.” Ele lembra que a produção do item passou a demorar mais por se tratar de um procedimento realizado de forma manual. Em média, são produzidos 200 mil peças ao mês. Desse montante produzido, cerca de 80% é feito em solo nacional e 20% dos itens importados. Nesse último caso, o ajuste das informações é feito quando a carga chega ao País. Fiscalização De acordo com o diretor de fiscalização do Procon-SP, Osmário Vasconcelos, a multa por descumprimento do TAC pode variar de R$ 700 a R$ 9,5 milhões conforme o tamanho da empresa denunciada. “Após estabelecimento do termo houve um maior norte. Temos recebidos menos reclamações”. Segundo os dados fornecidos pelo órgão, este ano, houve redução nítida no número de autuações dessa natureza. Em 2016, foram 175 multas; em 2017, cerca de 224 infrações; e, até o momento, em 2018, apenas 21 casos. Fonte: DCI
Testes de acuidade visual são oferecidos gratuitamente em Shopping de Salvador

Iniciativa acontece nos dias 27 e 28 de julho Nos dias 27 e 28 de julho, no Shopping Cajazeiras, das 12h às 20h (setxa-feira) e das 10h às 18h (sábado), acontece a ‘Ação Olho Vivo’. O evento vai promover estes de acuidade visual gratuitamente para pacientes de todas as idades. A ação consiste na avaliação de acuidade visual, além de proporcionar o esclarecimento sobre os riscos de usar produtos ópticos piratas ou ilegais, orientando sobre as melhores práticas no momento da compra de óculos solares e de receituário. SERVIÇO Ação Olho Vivo – Fundação Abióptica Datas: 27 e 28 de julho Horários: sexta, das 12h às 20h; sábado, das 10h às 18h Local: Shopping Cajazeiras – Estrada do Coqueiro Grande, 1361, Fazenda Grande II Gratuito Fonte: ibahia
Shopping Cajazeiras recebe Ação Olho Vivo da Fundação Abióptica

Preocupado com a saúde e acuidade visual de seus clientes e também de toda a população do bairro de Cajazeiras, o Shopping Cajazeiras, recebe, a Ação Olho Vivo, em parceria com a realizadora do evento, a Fundação Abióptica, entidade civil e sem fins lucrativos. A ação gratuita, que tem por objetivo levar orientação, estimular a prevenção das doenças oculares e diagnósticos preventivos, a partir de uma triagem visual, está marcada para acontecer nos dias 27, sexta-feira, das 12h às 20h, e 28 de julho, sábado, das 10h às 18h, no Piso L1do centro de compras. Voltado para todas as idades, a Ação Olho Vivo também consiste em uma avaliação de acuidade visual, através da aplicação da Tabela de Sinais de Snellen. A iniciativa visa, também, esclarecer sobre os riscos de usar produtos ópticos piratas ou ilegais, orientando sobre as melhores práticas no momento da compra de óculos solares e de receituário. “Muitos não sabem que precisam de correção visual, afinal, as doenças oculares são silenciosas e não causam dor. Por isso, a Ação Olho Vivo busca informar e conscientizar a população”, comenta o presidente, Bento Alcoforado. Para mais informações sobre a Ação Olho Vivo www.fundacaoabioptica.org.br Fonte: Cajazeiras News
Crianças e tablets: uma relação que pode comprometer a visão

Quem tem menos de 25 anos já nasceu na era tecnológica. As crianças de hoje em dia, então, têm bastante facilidade em lidar com smartphones e tablets. Bastante antenados, muitos pais estimulam esse contato com as novas tecnologias como forma de inserir seus filhos num universo competitivo. De fato, é cada vez mais comum – nas grandes cidades – vermos crianças atentas ao que está acontecendo no eletrônico em suas mãos. Mas os oftalmologistas advertem: o excesso de contato com tablets e smartphones pode acelerar um processo de miopia – em que a criança se concentra em focar tudo tão de perto que perde a capacidade de enxergar ao longe com precisão. De acordo com o doutor Mohamed Dirani, um dos criadores do Plano – um aplicativo que monitora a atividade dos olhos enquanto a criança se entretém com tablets e telefones celulares -, 10% das crianças da Educação Primária em Singapura têm miopia. Esse número aumenta para 60% na época da Educação Secundária e para 80% quando o jovem adulto entra para o mercado de trabalho. “O diagnóstico precoce é importante, na medida em que crianças bem jovens, entre dois e quatro anos, já estão desenvolvendo miopia”. Países asiáticos desenvolvidos têm hoje os maiores índices de miopia já registrados. Assim como em Singapura, entre 80% e 90% dos adolescentes e jovens adultos de Hong Kong e Taiwan sofrem de miopia, enquanto na Coreia do Sul esse índice é ainda mais alarmante, subindo para 97%. Há 60 anos, apenas 10%-20% dos jovens asiáticos apresentavam dificuldade de enxergar ao longe. Assim como nos Estados Unidos e Europa, onde cerca de 40% das pessoas têm miopia hoje em dia, no Brasil o problema também vem crescendo. De acordo com o médico oftalmologista Renato Neves, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, o acesso facilitado às novas tecnologias vem reforçando uma tendência averiguada nos últimos 15 ou 20 anos. “A miopia entre crianças já vinha aumentando consideravelmente por uma questão de mudança de comportamento de pais e filhos. Não é de hoje que, por questões de segurança e comodidade, as crianças passam a maior parte do tempo brincando dentro de casa. Sendo assim, a televisão e depois o videogame já eram um entretenimento que limitava a visão ao que estava próximo. Nos últimos anos, como ficou mais fácil o acesso a dispositivos eletrônicos (notebooks, tablets e aparelhos celulares inteligentes), o aumento da miopia passou a ser sentido com mais frequência. Mas não só isso! O uso prolongado de tablets e smartphones também tem mostrado aumento na incidência de casos de estrabismo – que consiste no desvio dos olhos e cuja correção pode ser cirúrgica”, diz Neves. Com relação à miopia, o médico explica que a dificuldade de enxergar o que está distante pode impactar significativamente o desempenho escolar de uma criança, já que ela terá dificuldade para acompanhar o que o professor escreve no quadro negro se não estiver nas primeiras fileiras. “Algumas crianças com baixo desempenho escolar, inclusive, que foram diagnosticadas com miopia e passaram a usar óculos, mudaram completamente seu comportamento em relação aos estudos, se mostrando muito mais interessadas”. Diante do aumento da incidência de miopia, Neves recomenda que seja feito um acompanhamento desde cedo com um oftalmologista. “Embora os bebês não possam cooperar, um exame oftalmológico é necessário por volta dos seis meses de idade. Neste caso, a retinoscopia é usada para diagnosticar erros de refração, como hipermetropia, miopia e ambliopia (síndrome do olhinho preguiçoso). Depois, por volta dos três aos cinco anos de idade, a criança já pode ser examinada dentro dos padrões convencionais – que vão confirmar ou não o que já se sabia sobre a visão daquele paciente. A próxima consulta deve acontecer assim que a criança começa o processo de alfabetização, para justamente oferecer tratamento em caso de alguma necessidade apresentada em sala de aula. Depois disso, a cada três anos vale a pena fazer um exame clínico, intensificando as consultas com o oftalmologista no Ensino Médio, quando o preparo para o vestibular pode impactar significativamente a acuidade visual”, explica Neves. O oftalmologista afirma que, nos primeiros anos de vida, a correção da miopia é realizada através de óculos – lembrando que o uso de lentes de grau não impede a progressão do problema, que deve ser reavaliado periodicamente. Quando a criança atinge a adolescência é possível migrar dos óculos para as lentes de contato – embora isto dependa do senso de responsabilidade que a criança tem em relação aos cuidados que as lentes necessitam. Para alguns jovens, os óculos continuam sendo a opção de tratamento mais prática, já que exige baixa manutenção. Ao atingir a idade adulta, depois dos 18 anos, a cirurgia refrativa surge como opção para quem quer se livrar de óculos e lentes de contato. Com uso do laser, a córnea e remodelada para fazer com que a luz seja focada na retina. “A maioria das pessoas com miopia não têm complicações mais graves. Mas cerca de 10% desses pacientes apresentam ‘alta miopia’. Neste caso, eles têm de ser devidamente acompanhados ao longo da vida, porque existe um risco considerável de desenvolverem outras doenças oculares, como glaucoma, catarata, degeneração macular e descolamento da retina”. Para quem está preocupado com o que aumenta as chances de uma criança ter miopia, Renato Neves adverte: “É fundamental brincar ao ar livre, passar um tempo olhando ao longe e recebendo luz natural. Até mesmo crianças que passam muito tempo dentro de casa ou da escola devem ser estimuladas a parar, de vez em quando, e focar objetos distantes. Além disso, os pais devem estar bastante atentos a quantas horas por dia a criança passa lidando com tablets e smartphones. Afinal, para focar o que está bastante próximo, o globo ocular acaba sofrendo uma deformidade para melhor se adaptar e, por consequência, a criança passa a ter mais dificuldade de enxergar ao longe”. Fonte: Terra
Robô portátil é criado para auxiliar em testes oftalmológicos

Oferecer testes de visão rápidos e precisos por meio de um equipamento portátil que pode ser levado para áreas remotas e disponibilizado para pessoas que sofrem com a falta de atendimento médico. Esse é o objetivo do Adam Robo, idealizado pelo empreendedor Juliano Santos, fundador da startup curitibana Prevention, que aposta nos conceitos mais avançados de inteligência artificial em um equipamento leve, simples e com custo acessível. O Adam Robo, que passou pelo processo de mentoria do Centro Europeu – Microsoft Innovation Center, consegue identificar necessidades oftalmológicas urgentes colaborando com a prevenção da cegueira evitável. “Milhares de casos de cegueira recorrentes no mundo todo poderiam ser alertados e evitados com um simples teste de visão, entretanto a porcentagem de pessoas que têm acesso a oftalmologistas, principalmente no Brasil, é muito baixa. A proposta do Adam é conscientizar sobre a saúde visual e potencializar o oftalmologista funcionando como uma triagem, já que gera uma anamnese clínica que colabora com a assertividade dos médicos”, afirma Santos. O teste dura cerca de 5 minutos e tem precisão para detectar diversos problemas de visão usuais como miopia, hipermetropia, vista cansada, astigmatismo e daltonismo. O Adam Robo traz escalas de figuras para pessoas não alfabetizadas e optotipo letras para pessoas alfabetizadas. “O teste é rápido e pode ser aplicado em adultos e crianças de todas as faixas etárias. Os resultados são gerados instantaneamente e digitalizados pelo software do Adam por meio de um aplicativo disponível para Android, web e iOS. O Big Data do sistema armazena todo o mapeamento do paciente, com a indicação ou não de doença oftalmológica, idade, sexo, escolaridade e localidade. Todos os dados podem ser acessados por qualquer oftalmologista por meio de um QR Code”, explica. A primeira versão do Adam Robo é fabricada e comercializada em Curitiba, onde já foi testada em Mutirões da Cidadania da Prefeitura que oferecem exames gratuitos para a população. Além disso, novas versões já estão sendo desenvolvidas. “Já estamos trabalhando em novas verões do Adam Robo, que vão permitir, por exemplo, que o teste seja realizado de modo automatizado e por conversação, de maneira muito mais humanizada. Além disso, já estamos trabalhando para que o Adam aponte diretamente as possíveis doenças, potencializando o trabalho dos oftalmologistas”, completa Santos. Fonte: Revista Apólice
Colírio com nanopartículas pode curar miopia sem cirurgia

Estudos mostram que o excesso de tempo na frente de telas de computadores e smartphones está aumentando os casos de miopia e outros problemas de visão no mundo. Porém, pesquisadores da Universidade de Bar-Ilan, em Tel-Aviv, desenvolveram um colírio com nanopartículas capaz de curar problemas oculares sem precisar de cirurgia ou óculos. Segundo um comunicado do Instituto de Nanotecnologia e Materiais Avançados da universidade, a tecnologia, conhecida como Nano-Drops, modifica o índice de refração da córnea, permitindo corrigir casos de miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia. Para fazer as correções, os pesquisadores usam um laser para carimbar o padrão óptico na córnea do paciente e depois usam o colírio para fixar as mudanças. Diferente da cirurgia a laser tradicional, a tecnologia usada não é invasiva e leva alguns segundos. “No futuro, essa tecnologia pode permitir que os pacientes tenham sua visão corrigida no conforto da sua própria casa. Para conseguir isso, eles abririam um aplicativo em seu smartphone para medir sua visão, conectariam o dispositivo de fonte de laser para carimbar o padrão óptico na correção desejada e depois aplicariam as Nano-Drops para ativar o padrão e fornecer a correção desejada”, afirma o artigo. Fonte: Olhar Digital
10 de julho é o Dia da Saúde Ocular

Enxergar bem nem sempre é sinônimo de boa saúde ocular. Muitas doenças são silenciosas e provocam progressivas perdas visuais sem que a pessoa perceba. De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, existem cerca de 1,2 milhões de cegos no Brasil. Mas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 80% desses casos poderiam ter sido evitados ou tratados com um acompanhamento oftalmológico. “As consultas regulares não são apenas para verificar se existem dificuldades de visão. Também são realizados outros exames específicos fundamentais para descobrir doenças como retinopatia diabética, catarata, glaucoma, ceratocone, entre outras, que nem sempre são percebidas pelo paciente e podem causar cegueira”, revela Ana Paula Canto, oftalmologista da Clínica Canto. Os cuidados devem começar ainda na maternidade, com a realização do teste do olhinho, que verifica se há alguma alteração no reflexo vermelho do olho que pode ser devido a uma catarata congênita, alterações corneanas ou alterações da retina. “Depois, as avaliações devem ser semestrais até os dois anos de idade. Após esse período, devem ser realizadas consultas anuais ou a cada dois anos”, orienta Geraldo Canto, oftalmologista da Clínica Canto. Esse acompanhamento é fundamental durante o desenvolvimento da visão, que ocorre até os sete anos de idade. Nesse período, caso exista algum problema que não seja corrigido, a visão pode não se desenvolver totalmente, ocasionando a ambliopia, conhecida popularmente como olho preguiçoso. “É preciso ter muita atenção, pois, algumas vezes, apenas um dos olhos pode ter um grau mais elevado e o outro enxergar bem, e isso pode não ser percebido pelos pais. Então, algumas vezes é somente quando a criança fica adulta que se percebe essa dificuldade e, muitas vezes, não haverá mais tratamento”, salienta Geraldo Canto. Na vida adulta, as consultas devem continuar a ser realizadas anualmente, especialmente, quando a pessoa chega à terceira idade. Nessa época, doenças como glaucoma (aumento da pressão dentro do olho) e a catarata são comuns e podem ser tratadas logo no início. “Muitos pacientes acreditam que a catarata deve ficar mais ‘madura’ para operar. Mas, a medicina e as técnicas de cirurgias estão cada vez mais modernas e rápidas, o que faz com que possamos operar a catarata assim que o paciente comece a notar seus sintomas e que esses dificultem atividades do dia a dia, como dirigir. O importante é diagnosticar e tratar antes de perder qualidade de vida”, aponta Ana Paula Canto. O glaucoma é uma doença silenciosa e uma das principais causas de cegueira irreversível. Seu diagnóstico só pode ser realizado através de consultas com o médico oftalmologista que mede a pressão do olho e avalia o nervo óptico que sofre lesões com a evolução da doença. O glaucoma não tem cura, porém tem tratamento, que deve ser iniciado no início da doença para evitar a cegueira, explica a Dra Ana Paula Canto. Cuidados diários Algumas atitudes no dia a dia também são importantes para manter a saúde ocular, pois evitam infecções, alergias ou perfurações que podem prejudicar a visão. Confira as dicas dos oftalmologistas da Clínica Canto: – Nunca coce os seus olhos, pois isso pode provocar lesões na córnea e facilitar a aquisição de doenças; – Colírios só devem ser usados com orientação médica, pois alguns deles podem ter efeitos colaterais graves se não forem corretamente indicados; – Use óculos de sol de qualidade, com atestado de proteção ultravioleta. Uma lente falsa pode aumentar a exposição dos olhos aos raios solares e causar doenças e tumores oculares; – Não compartilhe maquiagens, pois elas podem transmitir desde conjuntivites até herpes. Também fique atenta ao prazo de validade, pois produtos vencidos podem causar alergias e infecções; – Faça a higienização adequada das suas lentes de contato. Não use água ou soro fisiológico, pois eles podem estar contaminados e acabar provocando infecções oculares graves; – Lentes de contato são objetos de uso pessoal, não podem ser compartilhados; – Evite mergulhar em rios, mares ou piscinas que pareçam ter água contaminada, pois isso pode provocar infecções e alergias; – Mantenha sua casa arejada e lave bem cobertores, roupas de cama e casacos que ficaram guardados por um longo período; – Se a sua profissão exige óculos de proteção, nunca deixe de usar. Ele é fundamental para evitar acidentes oculares graves; – Descanse os seus olhos. Se você utiliza muito o computador, faça uma pausa de 20 segundos a cada 30 minutos e olhe para o horizonte ou algum ponto o mais longe possível; – Lembre-se de piscar várias vezes ao dia, principalmente, durante atividades que exigem muita atenção; – Ingira bastante água, pois ela ajuda em diversas funções do organismo e na qualidade da lágrima. Fonte: SEGS-SP
Uma nova visão na Fototica

O catarinense Murillo Piotrovski passou por diversos cargos e países desde que ingressou, em 2010, na GrandVision, grupo holandês de óticas que fatura € 3,5 bilhões e conta com sete mil lojas, em 44 países. O executivo trabalhou por dois anos na sede da empresa, em Amsterdã, foi diretor de marketing em Portugal e o responsável pela marca Solaris, em Paris. Ele também liderou a migração de todas as lojas do grupo para a bandeira GrandVision, finalizada em 2015. Um ano depois, voltou ao Brasil para assumir o cargo de diretor de operações e marketing da filial brasileira da companhia, a GrandVision by Fototica. Neste ano, Piotrovski terá que enfrentar um novo desafio, talvez o maior de sua trajetória profissional. Em maio, o executivo assumiu a presidência da empresa, em um momento em que a varejista luta para retomar o seu plano de expansão, após enfrentar dificuldades em 2017. Em fevereiro do ano passado, seu antecessor, o sueco Stefan Nilsson, chegou à companhia com a promessa de abrir 40 lojas em 2017 e chegar a 500 até 2022. A estratégia não foi bem-sucedida. Hoje, a empresa tem 93 pontos de venda no País, 12 unidades a menos do que quando Nilsson assumiu o cargo de CEO. “Tivemos que fechar algumas lojas que não eram rentáveis e transferimos várias unidades próprias para o modelo de franquias”, afirma Piotrovski. “Agora, estamos com uma estrutura melhor e podemos crescer de uma forma muito mais saudável.” O novo plano da Fototica é mais modesto. A meta de Piotrovski é abrir 50 lojas até o fim de 2019, o que aproximaria a rede das 150 unidades. Todas serão franquias e o investimento para a abertura irá variar de R$ 140 mil a R$ 380 mil. Atualmente, a empresa conta com 46 franquias, 47 lojas próprias e está presente em sete Estados brasileiros, com forte atuação em São Paulo. A ideia é ingressar em novas praças, como Belo Horizonte, Brasília e Goiânia. A primeira receberá uma loja no início de julho, no Shopping BH. Segundo Piotrovski, a entrada em Brasília e Goiânia se dará ao longo dos próximos doze meses. O discurso do novo CEO da Fototica também é mais moderado, se comparado ao seu antecessor. “Queremos expandir de forma planejada e com um crescimento qualitativo”, afirma Piotrovski. “Será difícil chegar ao tamanho das líderes no curto e médio prazo.” Em sua expansão, a Fototica vai competir com a Óticas Carol, a Óticas Diniz e a Chilli Beans, todas com mais de 700 lojas (confira mais no quadro). Além disso, terá que crescer em um mercado extremamente pulverizado e que conta hoje com 26 mil óticas espalhadas pelo País, de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Ópticas (Abióptica). “É um mercado difícil de consolidar. Toda hora novas óticas surgem e as quatro maiores representam menos de 12% do setor”, afirma Bento Alcoforado, presidente da Abióptica. Retomar o plano de expansão não será a única missão de Piotrovski. O engenheiro mecânico terá o desafio de melhorar os indicadores operacionais das lojas, que, segundo ele, são inferiores às unidades da GrandVision na Europa. O principal deles é a conversão de vendas, indicador que mede a porcentagem dos consumidores que entraram na loja e que de fato compraram algum produto. “No Brasil, não é permitido o optometrista dentro das óticas, o que acaba prejudicando a conversão. Temos o desafio operacional de atingir um número elevado com essas restrições locais”, diz Piotrovski. O executivo catarinense não revela qual a taxa média de conversão das lojas no Brasil, mas afirma que ainda há um potencial muito grande a ser trabalhado. Para os próximos anos, outra frente de atuação será o crescimento de duas novas categorias: a de lentes de contato e a de aparelhos auditivos. A rede está testando, há alguns meses, espaços exclusivos dentro dos pontos de venda para a experimentação desses dois produtos. O centro de lentes de contato está presente em 23 lojas e a categoria já representa 20% do faturamento da companhia, que gira em torno de R$ 200 milhões. O de audimetria está apenas em uma das unidades, no Shopping Iguatemi, em São Paulo, mas, ainda neste ano, duas outras ganharão o serviço. “O maior desafio no mercado de óticas é dar uma experiência diferenciada”, afirma Roberto Vautier, especialista em varejo da AGR Consultores. “Nesse sentido, essas duas iniciativas são muito positivas.” A dificuldade da Fototica para expandir e se aproximar das líderes do setor vem de longa data. Desde que foi adquirida pela GrandVision, em 2007, a empresa não conseguiu dar tração ao seu crescimento, abrindo poucas lojas na última década. Piotrovski sabe disso e fez dessa sua missão: “Meu maior desafio é trazer a expansão da forma que queremos. Crescer de maneira consistente para ter um projeto robusto de longo prazo”. Fonte: IstoÉ Dinheiro
