Testes de acuidade visual são oferecidos gratuitamente em Shopping de Salvador

Iniciativa acontece nos dias 27 e 28 de julho Nos dias 27 e 28 de julho, no Shopping Cajazeiras, das 12h às 20h (setxa-feira) e das 10h às 18h (sábado), acontece a ‘Ação Olho Vivo’. O evento vai promover estes de acuidade visual gratuitamente para pacientes de todas as idades. A ação consiste na avaliação de acuidade visual, além de proporcionar o esclarecimento sobre os riscos de usar produtos ópticos piratas ou ilegais, orientando sobre as melhores práticas no momento da compra de óculos solares e de receituário. SERVIÇO Ação Olho Vivo – Fundação Abióptica Datas: 27 e 28 de julho Horários: sexta, das 12h às 20h; sábado, das 10h às 18h Local: Shopping Cajazeiras – Estrada do Coqueiro Grande, 1361, Fazenda Grande II Gratuito Fonte: ibahia
Shopping Cajazeiras recebe Ação Olho Vivo da Fundação Abióptica

Preocupado com a saúde e acuidade visual de seus clientes e também de toda a população do bairro de Cajazeiras, o Shopping Cajazeiras, recebe, a Ação Olho Vivo, em parceria com a realizadora do evento, a Fundação Abióptica, entidade civil e sem fins lucrativos. A ação gratuita, que tem por objetivo levar orientação, estimular a prevenção das doenças oculares e diagnósticos preventivos, a partir de uma triagem visual, está marcada para acontecer nos dias 27, sexta-feira, das 12h às 20h, e 28 de julho, sábado, das 10h às 18h, no Piso L1do centro de compras. Voltado para todas as idades, a Ação Olho Vivo também consiste em uma avaliação de acuidade visual, através da aplicação da Tabela de Sinais de Snellen. A iniciativa visa, também, esclarecer sobre os riscos de usar produtos ópticos piratas ou ilegais, orientando sobre as melhores práticas no momento da compra de óculos solares e de receituário. “Muitos não sabem que precisam de correção visual, afinal, as doenças oculares são silenciosas e não causam dor. Por isso, a Ação Olho Vivo busca informar e conscientizar a população”, comenta o presidente, Bento Alcoforado. Para mais informações sobre a Ação Olho Vivo www.fundacaoabioptica.org.br Fonte: Cajazeiras News
Crianças e tablets: uma relação que pode comprometer a visão

Quem tem menos de 25 anos já nasceu na era tecnológica. As crianças de hoje em dia, então, têm bastante facilidade em lidar com smartphones e tablets. Bastante antenados, muitos pais estimulam esse contato com as novas tecnologias como forma de inserir seus filhos num universo competitivo. De fato, é cada vez mais comum – nas grandes cidades – vermos crianças atentas ao que está acontecendo no eletrônico em suas mãos. Mas os oftalmologistas advertem: o excesso de contato com tablets e smartphones pode acelerar um processo de miopia – em que a criança se concentra em focar tudo tão de perto que perde a capacidade de enxergar ao longe com precisão. De acordo com o doutor Mohamed Dirani, um dos criadores do Plano – um aplicativo que monitora a atividade dos olhos enquanto a criança se entretém com tablets e telefones celulares -, 10% das crianças da Educação Primária em Singapura têm miopia. Esse número aumenta para 60% na época da Educação Secundária e para 80% quando o jovem adulto entra para o mercado de trabalho. “O diagnóstico precoce é importante, na medida em que crianças bem jovens, entre dois e quatro anos, já estão desenvolvendo miopia”. Países asiáticos desenvolvidos têm hoje os maiores índices de miopia já registrados. Assim como em Singapura, entre 80% e 90% dos adolescentes e jovens adultos de Hong Kong e Taiwan sofrem de miopia, enquanto na Coreia do Sul esse índice é ainda mais alarmante, subindo para 97%. Há 60 anos, apenas 10%-20% dos jovens asiáticos apresentavam dificuldade de enxergar ao longe. Assim como nos Estados Unidos e Europa, onde cerca de 40% das pessoas têm miopia hoje em dia, no Brasil o problema também vem crescendo. De acordo com o médico oftalmologista Renato Neves, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, o acesso facilitado às novas tecnologias vem reforçando uma tendência averiguada nos últimos 15 ou 20 anos. “A miopia entre crianças já vinha aumentando consideravelmente por uma questão de mudança de comportamento de pais e filhos. Não é de hoje que, por questões de segurança e comodidade, as crianças passam a maior parte do tempo brincando dentro de casa. Sendo assim, a televisão e depois o videogame já eram um entretenimento que limitava a visão ao que estava próximo. Nos últimos anos, como ficou mais fácil o acesso a dispositivos eletrônicos (notebooks, tablets e aparelhos celulares inteligentes), o aumento da miopia passou a ser sentido com mais frequência. Mas não só isso! O uso prolongado de tablets e smartphones também tem mostrado aumento na incidência de casos de estrabismo – que consiste no desvio dos olhos e cuja correção pode ser cirúrgica”, diz Neves. Com relação à miopia, o médico explica que a dificuldade de enxergar o que está distante pode impactar significativamente o desempenho escolar de uma criança, já que ela terá dificuldade para acompanhar o que o professor escreve no quadro negro se não estiver nas primeiras fileiras. “Algumas crianças com baixo desempenho escolar, inclusive, que foram diagnosticadas com miopia e passaram a usar óculos, mudaram completamente seu comportamento em relação aos estudos, se mostrando muito mais interessadas”. Diante do aumento da incidência de miopia, Neves recomenda que seja feito um acompanhamento desde cedo com um oftalmologista. “Embora os bebês não possam cooperar, um exame oftalmológico é necessário por volta dos seis meses de idade. Neste caso, a retinoscopia é usada para diagnosticar erros de refração, como hipermetropia, miopia e ambliopia (síndrome do olhinho preguiçoso). Depois, por volta dos três aos cinco anos de idade, a criança já pode ser examinada dentro dos padrões convencionais – que vão confirmar ou não o que já se sabia sobre a visão daquele paciente. A próxima consulta deve acontecer assim que a criança começa o processo de alfabetização, para justamente oferecer tratamento em caso de alguma necessidade apresentada em sala de aula. Depois disso, a cada três anos vale a pena fazer um exame clínico, intensificando as consultas com o oftalmologista no Ensino Médio, quando o preparo para o vestibular pode impactar significativamente a acuidade visual”, explica Neves. O oftalmologista afirma que, nos primeiros anos de vida, a correção da miopia é realizada através de óculos – lembrando que o uso de lentes de grau não impede a progressão do problema, que deve ser reavaliado periodicamente. Quando a criança atinge a adolescência é possível migrar dos óculos para as lentes de contato – embora isto dependa do senso de responsabilidade que a criança tem em relação aos cuidados que as lentes necessitam. Para alguns jovens, os óculos continuam sendo a opção de tratamento mais prática, já que exige baixa manutenção. Ao atingir a idade adulta, depois dos 18 anos, a cirurgia refrativa surge como opção para quem quer se livrar de óculos e lentes de contato. Com uso do laser, a córnea e remodelada para fazer com que a luz seja focada na retina. “A maioria das pessoas com miopia não têm complicações mais graves. Mas cerca de 10% desses pacientes apresentam ‘alta miopia’. Neste caso, eles têm de ser devidamente acompanhados ao longo da vida, porque existe um risco considerável de desenvolverem outras doenças oculares, como glaucoma, catarata, degeneração macular e descolamento da retina”. Para quem está preocupado com o que aumenta as chances de uma criança ter miopia, Renato Neves adverte: “É fundamental brincar ao ar livre, passar um tempo olhando ao longe e recebendo luz natural. Até mesmo crianças que passam muito tempo dentro de casa ou da escola devem ser estimuladas a parar, de vez em quando, e focar objetos distantes. Além disso, os pais devem estar bastante atentos a quantas horas por dia a criança passa lidando com tablets e smartphones. Afinal, para focar o que está bastante próximo, o globo ocular acaba sofrendo uma deformidade para melhor se adaptar e, por consequência, a criança passa a ter mais dificuldade de enxergar ao longe”. Fonte: Terra
Robô portátil é criado para auxiliar em testes oftalmológicos

Oferecer testes de visão rápidos e precisos por meio de um equipamento portátil que pode ser levado para áreas remotas e disponibilizado para pessoas que sofrem com a falta de atendimento médico. Esse é o objetivo do Adam Robo, idealizado pelo empreendedor Juliano Santos, fundador da startup curitibana Prevention, que aposta nos conceitos mais avançados de inteligência artificial em um equipamento leve, simples e com custo acessível. O Adam Robo, que passou pelo processo de mentoria do Centro Europeu – Microsoft Innovation Center, consegue identificar necessidades oftalmológicas urgentes colaborando com a prevenção da cegueira evitável. “Milhares de casos de cegueira recorrentes no mundo todo poderiam ser alertados e evitados com um simples teste de visão, entretanto a porcentagem de pessoas que têm acesso a oftalmologistas, principalmente no Brasil, é muito baixa. A proposta do Adam é conscientizar sobre a saúde visual e potencializar o oftalmologista funcionando como uma triagem, já que gera uma anamnese clínica que colabora com a assertividade dos médicos”, afirma Santos. O teste dura cerca de 5 minutos e tem precisão para detectar diversos problemas de visão usuais como miopia, hipermetropia, vista cansada, astigmatismo e daltonismo. O Adam Robo traz escalas de figuras para pessoas não alfabetizadas e optotipo letras para pessoas alfabetizadas. “O teste é rápido e pode ser aplicado em adultos e crianças de todas as faixas etárias. Os resultados são gerados instantaneamente e digitalizados pelo software do Adam por meio de um aplicativo disponível para Android, web e iOS. O Big Data do sistema armazena todo o mapeamento do paciente, com a indicação ou não de doença oftalmológica, idade, sexo, escolaridade e localidade. Todos os dados podem ser acessados por qualquer oftalmologista por meio de um QR Code”, explica. A primeira versão do Adam Robo é fabricada e comercializada em Curitiba, onde já foi testada em Mutirões da Cidadania da Prefeitura que oferecem exames gratuitos para a população. Além disso, novas versões já estão sendo desenvolvidas. “Já estamos trabalhando em novas verões do Adam Robo, que vão permitir, por exemplo, que o teste seja realizado de modo automatizado e por conversação, de maneira muito mais humanizada. Além disso, já estamos trabalhando para que o Adam aponte diretamente as possíveis doenças, potencializando o trabalho dos oftalmologistas”, completa Santos. Fonte: Revista Apólice
Colírio com nanopartículas pode curar miopia sem cirurgia

Estudos mostram que o excesso de tempo na frente de telas de computadores e smartphones está aumentando os casos de miopia e outros problemas de visão no mundo. Porém, pesquisadores da Universidade de Bar-Ilan, em Tel-Aviv, desenvolveram um colírio com nanopartículas capaz de curar problemas oculares sem precisar de cirurgia ou óculos. Segundo um comunicado do Instituto de Nanotecnologia e Materiais Avançados da universidade, a tecnologia, conhecida como Nano-Drops, modifica o índice de refração da córnea, permitindo corrigir casos de miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia. Para fazer as correções, os pesquisadores usam um laser para carimbar o padrão óptico na córnea do paciente e depois usam o colírio para fixar as mudanças. Diferente da cirurgia a laser tradicional, a tecnologia usada não é invasiva e leva alguns segundos. “No futuro, essa tecnologia pode permitir que os pacientes tenham sua visão corrigida no conforto da sua própria casa. Para conseguir isso, eles abririam um aplicativo em seu smartphone para medir sua visão, conectariam o dispositivo de fonte de laser para carimbar o padrão óptico na correção desejada e depois aplicariam as Nano-Drops para ativar o padrão e fornecer a correção desejada”, afirma o artigo. Fonte: Olhar Digital
10 de julho é o Dia da Saúde Ocular

Enxergar bem nem sempre é sinônimo de boa saúde ocular. Muitas doenças são silenciosas e provocam progressivas perdas visuais sem que a pessoa perceba. De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, existem cerca de 1,2 milhões de cegos no Brasil. Mas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 80% desses casos poderiam ter sido evitados ou tratados com um acompanhamento oftalmológico. “As consultas regulares não são apenas para verificar se existem dificuldades de visão. Também são realizados outros exames específicos fundamentais para descobrir doenças como retinopatia diabética, catarata, glaucoma, ceratocone, entre outras, que nem sempre são percebidas pelo paciente e podem causar cegueira”, revela Ana Paula Canto, oftalmologista da Clínica Canto. Os cuidados devem começar ainda na maternidade, com a realização do teste do olhinho, que verifica se há alguma alteração no reflexo vermelho do olho que pode ser devido a uma catarata congênita, alterações corneanas ou alterações da retina. “Depois, as avaliações devem ser semestrais até os dois anos de idade. Após esse período, devem ser realizadas consultas anuais ou a cada dois anos”, orienta Geraldo Canto, oftalmologista da Clínica Canto. Esse acompanhamento é fundamental durante o desenvolvimento da visão, que ocorre até os sete anos de idade. Nesse período, caso exista algum problema que não seja corrigido, a visão pode não se desenvolver totalmente, ocasionando a ambliopia, conhecida popularmente como olho preguiçoso. “É preciso ter muita atenção, pois, algumas vezes, apenas um dos olhos pode ter um grau mais elevado e o outro enxergar bem, e isso pode não ser percebido pelos pais. Então, algumas vezes é somente quando a criança fica adulta que se percebe essa dificuldade e, muitas vezes, não haverá mais tratamento”, salienta Geraldo Canto. Na vida adulta, as consultas devem continuar a ser realizadas anualmente, especialmente, quando a pessoa chega à terceira idade. Nessa época, doenças como glaucoma (aumento da pressão dentro do olho) e a catarata são comuns e podem ser tratadas logo no início. “Muitos pacientes acreditam que a catarata deve ficar mais ‘madura’ para operar. Mas, a medicina e as técnicas de cirurgias estão cada vez mais modernas e rápidas, o que faz com que possamos operar a catarata assim que o paciente comece a notar seus sintomas e que esses dificultem atividades do dia a dia, como dirigir. O importante é diagnosticar e tratar antes de perder qualidade de vida”, aponta Ana Paula Canto. O glaucoma é uma doença silenciosa e uma das principais causas de cegueira irreversível. Seu diagnóstico só pode ser realizado através de consultas com o médico oftalmologista que mede a pressão do olho e avalia o nervo óptico que sofre lesões com a evolução da doença. O glaucoma não tem cura, porém tem tratamento, que deve ser iniciado no início da doença para evitar a cegueira, explica a Dra Ana Paula Canto. Cuidados diários Algumas atitudes no dia a dia também são importantes para manter a saúde ocular, pois evitam infecções, alergias ou perfurações que podem prejudicar a visão. Confira as dicas dos oftalmologistas da Clínica Canto: – Nunca coce os seus olhos, pois isso pode provocar lesões na córnea e facilitar a aquisição de doenças; – Colírios só devem ser usados com orientação médica, pois alguns deles podem ter efeitos colaterais graves se não forem corretamente indicados; – Use óculos de sol de qualidade, com atestado de proteção ultravioleta. Uma lente falsa pode aumentar a exposição dos olhos aos raios solares e causar doenças e tumores oculares; – Não compartilhe maquiagens, pois elas podem transmitir desde conjuntivites até herpes. Também fique atenta ao prazo de validade, pois produtos vencidos podem causar alergias e infecções; – Faça a higienização adequada das suas lentes de contato. Não use água ou soro fisiológico, pois eles podem estar contaminados e acabar provocando infecções oculares graves; – Lentes de contato são objetos de uso pessoal, não podem ser compartilhados; – Evite mergulhar em rios, mares ou piscinas que pareçam ter água contaminada, pois isso pode provocar infecções e alergias; – Mantenha sua casa arejada e lave bem cobertores, roupas de cama e casacos que ficaram guardados por um longo período; – Se a sua profissão exige óculos de proteção, nunca deixe de usar. Ele é fundamental para evitar acidentes oculares graves; – Descanse os seus olhos. Se você utiliza muito o computador, faça uma pausa de 20 segundos a cada 30 minutos e olhe para o horizonte ou algum ponto o mais longe possível; – Lembre-se de piscar várias vezes ao dia, principalmente, durante atividades que exigem muita atenção; – Ingira bastante água, pois ela ajuda em diversas funções do organismo e na qualidade da lágrima. Fonte: SEGS-SP
Uma nova visão na Fototica

O catarinense Murillo Piotrovski passou por diversos cargos e países desde que ingressou, em 2010, na GrandVision, grupo holandês de óticas que fatura € 3,5 bilhões e conta com sete mil lojas, em 44 países. O executivo trabalhou por dois anos na sede da empresa, em Amsterdã, foi diretor de marketing em Portugal e o responsável pela marca Solaris, em Paris. Ele também liderou a migração de todas as lojas do grupo para a bandeira GrandVision, finalizada em 2015. Um ano depois, voltou ao Brasil para assumir o cargo de diretor de operações e marketing da filial brasileira da companhia, a GrandVision by Fototica. Neste ano, Piotrovski terá que enfrentar um novo desafio, talvez o maior de sua trajetória profissional. Em maio, o executivo assumiu a presidência da empresa, em um momento em que a varejista luta para retomar o seu plano de expansão, após enfrentar dificuldades em 2017. Em fevereiro do ano passado, seu antecessor, o sueco Stefan Nilsson, chegou à companhia com a promessa de abrir 40 lojas em 2017 e chegar a 500 até 2022. A estratégia não foi bem-sucedida. Hoje, a empresa tem 93 pontos de venda no País, 12 unidades a menos do que quando Nilsson assumiu o cargo de CEO. “Tivemos que fechar algumas lojas que não eram rentáveis e transferimos várias unidades próprias para o modelo de franquias”, afirma Piotrovski. “Agora, estamos com uma estrutura melhor e podemos crescer de uma forma muito mais saudável.” O novo plano da Fototica é mais modesto. A meta de Piotrovski é abrir 50 lojas até o fim de 2019, o que aproximaria a rede das 150 unidades. Todas serão franquias e o investimento para a abertura irá variar de R$ 140 mil a R$ 380 mil. Atualmente, a empresa conta com 46 franquias, 47 lojas próprias e está presente em sete Estados brasileiros, com forte atuação em São Paulo. A ideia é ingressar em novas praças, como Belo Horizonte, Brasília e Goiânia. A primeira receberá uma loja no início de julho, no Shopping BH. Segundo Piotrovski, a entrada em Brasília e Goiânia se dará ao longo dos próximos doze meses. O discurso do novo CEO da Fototica também é mais moderado, se comparado ao seu antecessor. “Queremos expandir de forma planejada e com um crescimento qualitativo”, afirma Piotrovski. “Será difícil chegar ao tamanho das líderes no curto e médio prazo.” Em sua expansão, a Fototica vai competir com a Óticas Carol, a Óticas Diniz e a Chilli Beans, todas com mais de 700 lojas (confira mais no quadro). Além disso, terá que crescer em um mercado extremamente pulverizado e que conta hoje com 26 mil óticas espalhadas pelo País, de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Ópticas (Abióptica). “É um mercado difícil de consolidar. Toda hora novas óticas surgem e as quatro maiores representam menos de 12% do setor”, afirma Bento Alcoforado, presidente da Abióptica. Retomar o plano de expansão não será a única missão de Piotrovski. O engenheiro mecânico terá o desafio de melhorar os indicadores operacionais das lojas, que, segundo ele, são inferiores às unidades da GrandVision na Europa. O principal deles é a conversão de vendas, indicador que mede a porcentagem dos consumidores que entraram na loja e que de fato compraram algum produto. “No Brasil, não é permitido o optometrista dentro das óticas, o que acaba prejudicando a conversão. Temos o desafio operacional de atingir um número elevado com essas restrições locais”, diz Piotrovski. O executivo catarinense não revela qual a taxa média de conversão das lojas no Brasil, mas afirma que ainda há um potencial muito grande a ser trabalhado. Para os próximos anos, outra frente de atuação será o crescimento de duas novas categorias: a de lentes de contato e a de aparelhos auditivos. A rede está testando, há alguns meses, espaços exclusivos dentro dos pontos de venda para a experimentação desses dois produtos. O centro de lentes de contato está presente em 23 lojas e a categoria já representa 20% do faturamento da companhia, que gira em torno de R$ 200 milhões. O de audimetria está apenas em uma das unidades, no Shopping Iguatemi, em São Paulo, mas, ainda neste ano, duas outras ganharão o serviço. “O maior desafio no mercado de óticas é dar uma experiência diferenciada”, afirma Roberto Vautier, especialista em varejo da AGR Consultores. “Nesse sentido, essas duas iniciativas são muito positivas.” A dificuldade da Fototica para expandir e se aproximar das líderes do setor vem de longa data. Desde que foi adquirida pela GrandVision, em 2007, a empresa não conseguiu dar tração ao seu crescimento, abrindo poucas lojas na última década. Piotrovski sabe disso e fez dessa sua missão: “Meu maior desafio é trazer a expansão da forma que queremos. Crescer de maneira consistente para ter um projeto robusto de longo prazo”. Fonte: IstoÉ Dinheiro
Cirurgia a laser pode causar danos à visão

Desde que se submeteu a uma cirurgia a laser, dois anos atrás, Geobanni Ramirez enxerga tudo triplicado. A cirurgia deixou o artista gráfico de 33 anos com sensibilidade à luz, visão dupla e distorções visuais que criam halos ao redor de objetos luminosos fazem a luz dos faróis dos automóveis se transformarem em uma explosão luminosa que o cega. Seus olhos estão tão secos e doloridos que, de meia em meia hora, precisa pingar um colírio. Às vezes, queimam “como quando a gente corta cebola”. Sua visão noturna é tão ruim que sair depois que escurece é arriscado. Mas o cirurgião afirmou a Ramirez que sua operação foi um sucesso. “Minha visão é considerada 20/20 (ou seja, normal), porque eu enxergo os A, B e C em toda a cartela do exame de vista”, acrescentou. “Só que vejo três As, três Bs e três Cs”. Ele diz que nunca foi alertado de que poderia ter danos permanentes depois da cirurgia. Nos anos 1990, a Administração da Alimentação e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) aprovou os primeiros lasers para corrigir a visão. Cerca de 9,5 milhões de americanos, e talvez outros milhões de pessoas em todo o mundo, fizeram esse tipo de cirurgia, atraídos pela promessa de que logo estariam livres de óculos e lentes de contato. Segundo os pacientes, os oftalmologistas que realizam esse procedimento asseguram que é praticamente infalível. Entretanto, desde 2008, pessoas que se submeteram ao procedimento denunciaram em uma reunião com a FDA que passaram a apresentar danos à visão e sofrer dores crônicas, o que motivou perda de emprego, deficiência visual, depressão – e até mesmo suicídios. Um recente teste clínico realizado pela FDA sugere que as complicações experimentadas por Geobanni não são raras. Cerca de 50% das pessoas que tinham olhos saudáveis antes da Lasik (nome dado à técnica que utiliza laser em cirurgias oculares) passaram a apresentar pela primeira vez aberrações visuais depois do procedimento, constatou o teste. Aproximadamente 33% sentiram secura nos olhos, complicação que pode causar grave desconforto, o que não sentiam antes. Os autores escreveram que “pacientes que se submetem a esta cirurgia deveriam ser informados, antes do procedimento eletivo, sobre a possibilidade de, posteriormente, apresentarem novos sintomas visuais”. Muitos médicos insistem que a Lasik é o procedimento mais seguro para o tratamento dos olhos e que complicações graves são “extremamente raras”. Alguns admitem que a visão dos pacientes pode regredir depois da cirurgia, e que, em alguns casos, eles poderão precisar de óculos. Mas cirurgiões que operam com a Lasik afirmam que, após alguns meses, a maioria dos pacientes apresenta melhora em relação à dor, à secura dos olhos, à visão dupla e a outras aberrações visuais, como as de Ramirez. “Maus resultados podem ocorrer de vez em quando? Sim. Mas o risco é muito pequeno”, afirmou Eric Donnenfeld, ex-presidente da Sociedade Americana da Cataratas e de Cirurgia Refrativa. Agora, um grupo de pacientes está exigindo que a FDA emita alertas ao público a respeito da cirurgia Lasik. O grupo é liderado por Morris Waxler, um funcionário aposentado do alto escalão da FDA que lamenta o quanto se esforçou para obter a aprovação da Lasik, há mais de 20 anos, e por Paula Cofer, que afirma que a Lasik destruiu sua visão e a deixou com dores crônicas. Paula agora tem um site, lasikcomplications.com, que é dedicado a dois homens que se suicidaram depois de sofrerem complicações por causa da Lasik. “Queremos que a FDA alerte o público sobre o fato de que a Lasik danifica a visão e causa dores, problemas de visão e outros danos irreversíveis, algo que o uso de óculos e lentes de contato jamais provocaria”, afirmou Waxler. Outros estudos recentes sugerem que pacientes de Lasik também poderão sofrer, no longo prazo, outras complicações de visão, e possivelmente precisarão de cirurgia de catarata mais cedo e apresentarão uma grave doença que ameaça a visão, chamada ectasia corneana. A Lasik leva cerca de 15 minutos e elimina a necessidade de óculos ao remodelar a córnea, tecido transparente, fino e resistente localizado na parte anterior do olho. Sua função é focalizar a luz na retina na parte posterior do olho. Os cirurgiões usam um laser ultravioleta que reduz a curvatura da córnea para as pessoas que não enxergam de perto (hipermetropia), e a acentuam para as que não enxergam de longe (miopia). John Vukich, médico do alto escalão da Sociedade Americana da Catarata e Cirurgia Refrativa, admitiu que distorções visuais são possíveis efeitos colaterais da Lasik, mas acrescentou que avanços técnicos reduziram o risco. Cynthia MacKay, um dos poucos oftalmologistas que se manifestaram contra o procedimento, afirmou que a cirurgia pode danificar os olhos porque corta minúsculos nervos da córnea, reduz a espessura da córnea e a enfraquece, afetando permanentemente a forma do olho. “Não há nada de errado com os olhos que se submetem ao Lasik, com exceção do fato de que eles precisam de óculos para enxergar de longe”, disse a médica. “Eles enxergam bem antes do procedimento e deveriam enxergar igualmente bem depois. Mas não é o que acontece”. Fonte: Estadão
Mercadão dos Óculos ultrapassa 200 unidades e investe em software próprio para gestão 360° da rede
Marca atinge 210 lojas e anuncia tecnologia exclusiva aplicada ao varejo, que permitirá mais agilidade na tomada de decisão e até melhorias de processos da franqueadora, do centro de distribuição e dos estabelecimentos Entre os dias 27 e 30 de junho, a Mercadão dos Óculos, rede de óticas com 210 unidades pelo Brasil, participará da ABF Franchising Expo, a maior feira de franquias da América Latina. Na ocasião, a marca apresentará o exclusivo Live Optical – software de inteligência em varejo desenvolvido pela TOTVS e que permitirá uma gestão 360° de toda rede –, além de produtos que seguem as últimas tendências de moda e as vantagens de ser um franqueado. “Com o Live Optical a franqueadora poderá acompanhar as vendas de cada unidade por classe de produtos e até mesmo pela matéria-prima da armação ou solar”, explica Gustavo de Freitas, diretor executivo da Mercadão dos Óculos. Com essas informações, a rede, que possui fábrica própria, ganha mais agilidade na tomada de decisão para a fabricação e distribuição dos produtos, por exemplo. “Com uma visão 360°, rapidez na comunicação e um novo grau de informações, teremos mais propriedade para atuar na melhoria de processos da franqueadora, do centro de distribuição e das lojas”, comenta o diretor executivo. Outra vantagem é para o franqueado que, com o software, terá mais agilidade no processo de venda, já que tudo será realizado de forma digital, e melhor gestão da loja. “Além disso, o Live Optical foi configurado para ajudar o franqueado a fazer uma venda mais técnica, de maior qualidade ainda para o cliente”, comenta Freitas. A Mercadão dos Óculos também estará no Smart Mall da TOTVS, espaço com mais de 400 metros quadrados onde o cliente terá a oportunidade de participar de experiências com os softwares desenvolvidos pela TOTVS. No caso da rede, os produtos serão apresentados com a tecnologia de realidade aumentada. Para este ano, a empresa tem a meta de abrir 70 lojas e, até 2020, chegar a 600 unidades. Segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), a marca é o melhor investimento até R$ 200 mil, com um dos menores prazos de retorno de capital. Mais: por dois anos consecutivos, recebeu o prêmio de Excelência em Franchising pela ABF. Para ser proprietário de uma franquia, o investimento inicial varia entre R$ 95 mil e R$ 115 mil. O prazo de retorno estipulado é de 18 a 24 meses. Investimento em marketing A fim de ampliar a imagem da marca pelo Brasil e conquistar novos públicos, a Mercadão dos Óculos também investiu em marketing e contratou recentemente a apresentadora Ana Maria Braga como garota-propaganda. Ela é a protagonista da Campanha Nacional “Qualidade que eu aprovo com preço de Mercadão”. “São mais de 200 lojas espalhadas por todo Brasil, com marcas exclusivas. Além disso, a Mercadão dos Óculos tem qualidade e a maior variedade de produtos”, declara. A rede de óticas ainda possui uma coleção exclusiva, de óculos solares e armações de grau, assinada pela apresentadora e jornalista Chris Flores. Sobre a Mercadão dos Óculos A Mercadão dos Óculos é uma rede de óticas criada para atender as classes C e D, com preços que variam entre R$ 19,90 e R$ 239,90. Fundada em São José do Rio Preto (SP), conta com mais de 200 unidades e está presente em 22 estados. Neste ano, a marca pretende abrir 70 lojas e, até 2020, chegar a 600 pontos. Em 2017 e 2018, recebeu o prêmio de Excelência em Franchising da Associação Brasileira de Franchising (ABF). Ficha Técnica Investimento Inicial: de R$ 95 mil e R$ 115 mil Taxa de franquia: de R$ 35 mil a R$ 55 mil Capital de Giro: de R$ 20 mil a R$ 30 mil Área média para Instalação: 25m² a 60m² Tipo de negócio: Ótica Ano de fundação: 2012 Ano de fundação do franchising: 2013 Número de funcionários: 4 Número de unidades próprias: 3 Número de unidades franqueadas: mais de 190 Royalties: 5% sobre o faturamento Taxa de publicidade: 2% Faturamento médio da unidade: R$ 50 mil Lucro médio mensal: de 15% a 25% do faturamento Prazo médio para retorno: de 18 meses a 24 meses Site: www.mercadaodosoculos.com.br Fonte: Portal do franchising
Faturamento da indústria óptica cresce 7,4%, mas a entrada de produtos ilegais preocupa o setor

Perspectiva é de aumento do faturamento, mas a entrada de produtos ilegais preocupa Apesar da crise, o faturamento da indústria óptica cresceu 7,4% em 2017 em relação ao ano anterior, para RS 21,04 bilhões. Foi o primeiro aumento desde 2015. Ainda sem projeção oficial, a Associação Brasileira das Indústrias Óptica (Abióptica) acredita que o ritmo será mantido neste primeiro semestre. Um dos maiores desafios enfrentados é a pirataria. Segundo a entidade, 45% do faturamento do setor em 2016 vieram de produtos ilegais. De um total de RS 19,6 bilhões, cerca de R$9 bilhões ficaram nas mãos de quem lida com produtos falsificados. Entre 2006 e 2016, foram apreendidos mais de 80 milhões de unidades de produtos ópticos piratas. Apesar disso, o setor está repleto de oportunidades. “Os óculos perderam o estigma e, nos últimos anos com as grandes grifes, ganharam apuro estético no design e em qualidade. Óculos, hoje têm a ver com moda, comportamento”, diz Bento Alcoforado, presidente da Abióptica. Segundo ele, o país passa por um período de transição, com a população envelhecendo, o que deve aumentar a demanda por óculos de correção. “Estimamos que apenas 36 milhões de brasileiros fazem correção visual. Há um potencial de cerca de 70 milhões de pessoas que talvez precisem de óculos e não usam por não terem acesso às consultas.” Para ele, há ainda oportunidades para lentes de contato, porque só 1% da população brasileira faz uso delas, enquanto na Europa a taxa é de 14% e no Japão de 20%. Além da pirataria, de acordo com Alcoforado, a indústria enfrenta outros desafios. “Nosso mercado é composto por mais de 95% de insumos importados. Vemos com preocupação as recentes altas do dólar. E o setor precisa de regulamentação para derrubar as barreiras comerciais.” Na Chilli Beans, que espera chegar a 870 lojas no país, há esforços para vender óculos de grau, fabricados desde 2010, como mesmo apelo fashion que os de sol têm. “No Brasil, de cada cinco óculos vendidos, quatro são de grau, e 70% das vendas acontecem em lojas de rua. Por isso estamos focados na abertura de franquias da Chilli Beans fora dos shoppings. Queremos vender óculos de grau como acessórios de moda. Por que ter só um?”, pergunta Caito Maia, fundador e CEO da empresa. Com quase cem anos, a holandesa GrandVision, que comprou a Fototica no Brasil, tem cerca de sete mil lojas em 44 países da Europa, Ásia e América Latina. Aqui, são cem lojas, das quais metade é própria e metade franquia. A GrandVision by Fototica, como foi batizada, não revela números, mas garante que, apesar de tímido (um dígito), seu crescimento no país tem se mantido nesse patamar desde 2017. “Nosso foco está no crescimento das franquias. Somos fortes em lojas de shoppings e nos diferenciamos pela simplicidade. O cliente tem pleno acesso aos produtos, pela transparência, porque os preços estão à mostra, e por oferecer o menor preço e manutenção gratuita por toda a vida útil dos óculos”, diz Murillo Pietrovski, CEO da empresa, que pretende alcançar até o fim do ano o dobro de franquias que tem hoje. Desde 2013, a Abióptica e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) preparam uma política industrial para aumentar a competitividade do setor, porque a importação de produtos semiacabados-com um mínimo de agregação de valor local é uma ameaça para o desenvolvimento da atividade. As ações planejadas e parcialmente executadas são: ampliação do mercado consumidor, adensamento produtivo e tecnológico e fortalecimento de competências críticas. “Temos de investir em capacitação, porque para ser vendedor em uma ótica é necessário ter conhecimentos específicos”, diz Alcoforado. A capacitação também preocupa os fabricantes de produtos oftalmológicos. A Alcon vai inaugurar no segundo semestre, em São Paulo seu quinto experience center, centro de treinamento em cirurgias e salas de aulas. A empresa investe globalmente 22% do faturamento em pesquisa e desenvolvimento apostando na inovação para alavancar o crescimento. “Nos primeiros meses do ano, o Brasil foi o pais que mais cresceu na América Latina” diz Luciano Marques, presidente da empresa. Recentemente aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), oNGenuity, da Alcon, é um equipamento para cirurgia oftalmológica que utiliza tecnologia 3D em alta definição para melhorar a visualização do olho por parte do cirurgião. Seu sistema é composto por uma câmera de longo alcance dinâmico (HDR), que fornece alta resolução. A empresa tem ainda o Sistema Optiwave Refractive Analysis (ORA) com tecnologia VerifEye+ que permite ao oftalmologista maior precisão nas cirurgias de catarata, lançado em 2017. Inovação também é a aposta da startup brasileira Prevention, que tem como meta prevenir e evitar a cegueira. “Cerca de 80% da cegueira mundial é evitável mediante um teste preventivo. Os números são assustadores: a cada cinco segundos uma pessoa fica cega no mundo, e a cada minuto uma criança” diz Juliano Santos, fundador da empresa, que criou o Adam Robo. O objetivo é realizar testes de visão rápidos e precisos por meio de um equipamento portátil, que pode ser levado para áreas remotas, onde as pessoas sofrem com a falta de atendimento médico. O desenvolvimento do Adam Robo durou um ano e é vendido ou alugado em três categorias: para atenção básica à saúde visual; o júnior, voltado para o uso pedagógico para crianças de três a 12 anos; e o aplicado ao trânsito e à mobilidade. Um dos lançamentos prevê um Adam Robo que conversa com as pessoas de maneira autônoma. Fonte: Valor Econômico
