Mercado de luxo: objetos de desejo!

Cheios de poder e estilo, os óculos de sol estão presentes nas coleções das principais marcas internacionais, movimentando bilhões em vendas! Mercado de luxo por Simone Galib Mais do que simples acessórios, os óculos de sol estão entre os itens indispensáveis do closet de homens e mulheres. Afinal, quem consegue viver sem eles? Indispensáveis para a proteção dos olhos contra os raios solares, eles também são fundamentais na finalização do look e, portanto, parceiros inseparáveis da indústria da moda. Essa associação com o universo fashion, que se intensificou a partir dos anos 1980, alavancou o setor nos últimos anos. No Brasil, entre 2006 e 2017, o faturamento cresceu 172%. Somente em 2017, as vendas no país totalizaram R$ 21,04 bilhões, segundo dados da Abióptica (associação que representa as empresas nacionais). Não é à toa que as grandes marcas de luxo internacionais investem cada vez mais no acessório em suas coleções, oferecendo armações arrojadas, clássicas, atemporais, em formatos diversos e lentes em vários tons tanto nos modelos masculinos, quanto nos femininos. E, já que estamos falando em mercado de luxo, não faltam novidades no portfólio da Luxottica, a fabricante italiana que produz óculos para mais de 20 grifes do planeta, entre elas Armani, Prada, Chanel, Ralph Lauren, Versace e Dolce&Gabbana. A empresa, com fábricas na China, Estados Unidos e Brasil, tem também cerca de 20 marcas próprias, sendo as mais famosas a Oakley e a Ray Ban. A primeira, muito conhecida pelos seus modelos esportivos, e a segunda, um clássico há décadas. A marca italiana Ray Ban foi criada em 1937 e se tornou muito popular na década de 1950 por ter sido usada pelos militares. Depois, ganhou as telas de cinema e até hoje a cada 15 segundos um Ray Ban é vendido no mundo. A título de inspiração, trazemos alguns dos modelos (femininos e masculinos) mais estilosos das coleções exclusivas das grifes, que fazem sucesso mundo afora e também podem ser comprados no Brasil. Dá só uma olhada – e escolha o seu! Fonte: viagenssa.com
Encontro vai unir setor óptico e startups!

As soluções nascentes de grande impacto para o setor óptico O ProVA, Laboratório de Inovação do Varejo, em parceria com a Abióptica, realiza encontro para aproximar empresas do mercado ótico e startups, que vão apresentar tecnologias e tendências de grande impacto para o setor, como Impressão 3D, Silver economy (negócios para a terceira idade), Wearables (tecnologias vestíveis), entre outras. Quando: 04 de setembro Onde: ProVA – Rua Frei Caneca, 569 – Consolação (1º andar do Shopping Frei Caneca) Horário: 19h Info: http://www.provalab.com.br/evento/fast-dating-as-solucoes-nascentes-de-grande-impacto-para-o-setor-optico GRATUITO Fonte: Opticanet
Fast Dating: As soluções nascentes de grande impacto para o setor óptico | ProVA- Laboratório de Inovação do Varejo

No próximo dia 04 de Setembro irá acontecer no ProVA um Fast Dating (encontro rápido), que dará sequência ao evento realizado no dia 09/08 em parceria com a Abióptica. Iremos receber startups que atuam com as tendências escolhidas pelos participantes da oficina do setor ótico que aconteceu aqui, entre as tendências estão: Impressão 3D, Silver economy (negócios para a terceira idade) Experiências do consumidor, Big Data Wearables (tecnologias vestíveis) As startups terão a oportunidade de apresentar seus negócios para o público presente, tirar as dúvidas dos varejistas e fechar grandes parcerias em nosso espaço. Para acompanhar as startups convidadas fique de olho em nossas redes sociais, em breve apresentaremos as escolhidas. Não perca essa valiosa oportunidade! Inscreva-se o quanto antes!! *Se você é uma startup inovadora, trabalha com alguma das tendências apresentadas e gostaria de apresentar sua solução para participar deste evento, nos envie um e-mail: contato@ pelo telefone +55 11 4858-7193. Fonte: Eventbu
Expo Abióptica se reinventa e altera nome para Expo Óptica Brasil

Após 16 anos em um formato que permitia apenas a participação de associados da Associação Brasileira da Indústria Óptica (Abióptica), a tradicional Expo Abióptica – agora Expo Óptica Brasil – será aberta também a empresas nacionais e internacionais não associadas, possibilitando aos visitantes acesso a novidades e inovações do setor. Segundo Bento Alcoforado, presidente da Abióptica, essa é uma estratégia para fortalecer o evento como a principal vitrine do setor óptico da América Latina. “O setor óptico está sempre atento à evolução e mudanças e nos preocupamos em tomar medidas que beneficiem toda a cadeia produtiva. Tornar nosso evento mais democrático foi mais uma iniciativa que reforça essa nossa postura”, comenta. A permissão para participar do evento como expositor para empresas não associados da Abióptica, nacionais e internacionais, significa um reposicionamento importante do setor, demonstrando o desejo de um evento grande e com projeção internacional. “Com esta abertura teremos um número muito maior de expositores o que significa muitas novidades em produtos, designer, tecnologia, inovação entre outras, afirma Alcoforado”. A Expo Óptica Brasil propiciará a integração entre as diferentes categorias de produtos ópticos e equipamentos, além de: espaços remodelados, lounges interativos, Palco Conferência, Connect Áreas, Arena de Capacitação, Sala Imprensa, Loja Modelo, Lounges Trades, Espaço Inovação, Sala Entidades, entre muitos outros. O lançamento da Expo Óptica Brasil 2019 acontecerá dia 18 de setembro de 2018, data em que as empresas poderão adquirir seus espaços para participação. Interessados em expor podem obter mais informações por meio do telefone (11) 3059-2091 e e-mail [email protected]. Abióptica Criada há mais de 20 anos, a Associação Brasileira da Indústria Óptica (Abióptica) é a mais representativa instituição do segmento óptico brasileiro, com mais de 100 associados que representam 95% das empresas do setor, entre indústrias, importadores, exportadores, distribuidores e varejo. A entidade visa à promoção de negócios no segmento e à regulamentação do setor óptico nacional. Fonte: Portal Radar
Setor de óticas já tem 46 empresas em Santa Cruz do Sul

[vc_row][vc_column][vc_column_text] Impulso do setor vem do maior número de pacientes e da modernização no design dos óculos Quem tem mais de 30 anos e vive em Santa Cruz do Sul desde a infância certamente lembrará que, naquele tempo, quando o assunto era mandar fazer os óculos, existiam poucas lojas do ramo na cidade. O processo era caro e demorado. Além disso, no passado, usar óculos não era tão bonito assim. A modernização dos processos de fabricação de lentes, o aumento no número de pacientes em atendimento no município e a transformação dos óculos em acessório de moda alteraram aquela realidade. De acordo com o sistema de alvarás da Secretaria Municipal de Fazenda, hoje existem 46 registros ativos para empresas cuja finalidade principal é vender óculos. “Antigamente eram quatro, nós e mais três óticas”, recorda Mauro Spode, proprietário da Hoffmann Spode. Com mais de 70 anos no mercado, a empresa familiar, hoje administrada por ele, acompanhou a evolução. Ajustou-se à modernidade, incorporou processos de fabricação e viu tudo se transformar muito rápido. Em 2007, a empresa encerrou a fabricação de óculos no laboratório próprio. Hoje o espaço é mantido para montagem e ajustes, com acerto de lentes, grau e regulagem. “Desta forma, realizamos um atendimento personalizado”, ressalta. Para Spode, o consumo ajudou a popularizar o segmento. Segundo ele, há clientes que têm mais de um par de óculos, alternando cores e estilos de armações. “Dependendo do tipo de lente, os óculos agora ficam prontos no mesmo dia. No passado era bem diferente”, recorda. Na Joalheria e Ótica Kothe, vizinha da Hoffmann Spode e também tradicional no ramo, a percepção sobre a quantidade de óticas na cidade tem a ver com as mudanças no comportamento da sociedade. “Os óculos estão ligados à vaidade, à moda. Temos clientes que buscam apenas uma armação, sem lentes de grau, porque assim usam uma peça da moda”, diz a gerente da empresa, Luana Kessler. Ela conta que assim como calçados e roupas, os óculos fazem parte da composição do look dos usuários, por isso se tornaram um acessório. “Sempre que saem as tendências para uma estação, o fabricante lança modelos que combinam com a moda.” Cresce também o volume de pacientes O médico oftalmologista Antonio Carlos Gontan começou a atuar em Santa Cruz na década de 1970. Ele conta que naquele tempo, o município tinha apenas três médicos dessa especialidade. Pequeno também era o número de óticas – três ou quatro, ele estima. “Hoje nós somos dez ou 11 profissionais em atividade. Imagine que cada um de nós receite cinco óculos por dia – o que é pouco. Serão 50 novos óculos vendidos pelo comércio.” Para o oftalmologista, não há aumento no número de doenças da visão. Existe, sim, uma quantidade crescente de pacientes, por conta da evolução da população, do acesso aos tratamentos e da condição de Santa Cruz como polo regional de serviços. A gerente da Bellarte Óptica e Joalheria, Camila Froemming, reforça a explicação do médico. A loja, que pertence a uma rede santa-mariense, foi inaugurada em abril em busca do grande número de consumidores da região. “Quem usa óculos precisa substituí-los a cada dois anos. Santa Cruz tem um potencial grande nesse setor”, avalia. Spode mostra uma antiga lente de óculos, ainda bruta, antes das mudanças na fabricação Tendência nacional Conforme dados da Associação Brasileira da Indústria Óptica (Abióptica), na última década houve um crescimento de 172% no faturamento do setor no Brasil. A evolução tecnológica das lentes e o design moderno das armações são apontados como os fatores que popularizaram o uso dos óculos e os transformaram em acessório de moda. Segundo a Abióptica, em 2017 o segmento faturou R$ 21,04 bilhões. Fonte: Gaz [/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]
Visão Embaçada – Setor Óptico Registra Decréscimo de 1%

O setor óptico registrou queda de 1% em faturamento no primeiro semestre de 2018 – no acumulado dos últimos 12 meses. O levantamento foi realizado pela Associação Brasileira da Indústria Óptica (Abióptica). A entidade previa um crescimento de no mínimo 5% para o período. A alta do dólar, segundo o representante do setor, impactou diretamente nas vendas, isso porque cerca de 90% do mercado óptico é suprido com importações. Para o segundo semestre, o esperado é que o setor alcance, no máximo, o índice de 2%. A Abióptica ainda aposta em datas importantes para o varejo, como Black Friday e Natal, para reverter o quadro. Fonte: Gironews
“Apesar da crise, o Brasil é atrativo para investimentos”, avalia CEO da EY

[vc_row][vc_column][vc_column_text] Por Jaqueline Mendes São Paulo – O executivo Luiz Sergio Vieira, CEO da consultoria EY (antiga Ernst & Young), tem dedicado boa parte de seu tempo a ajudar as empresas brasileiras a se adaptar às transformações impostas pelas novas tecnologias. Uma de suas principais atribuições é analisar os impactos dessas mudanças em companhias do mundo todo, trazendo para o Brasil aquilo que ele considera essencial para a chamada nova economia. Em entrevista exclusiva, Vieira analisa a conjuntura brasileira, fala sobre a influência do cenário eleitoral na retomada da confiança e critica a forma como algumas empresas têm agido diante das inovações tecnológicas. A boa notícia é que, segundo o presidente da EY, ativos brasileiros continuam no radar dos estrangeiros. “Fizemos uma pesquisa que mostrou que o Brasil é o segundo país do mundo mais atrativo para investimentos”, afirma. Confira na entrevista a seguir. Como o senhor avalia o atual cenário da economia brasileira? O Brasil vem de uma crise econômica e de um cenário extremamente desafiador. Tivemos nos últimos anos encolhimento do PIB. É claro que, olhando para os números, houve uma retomada, mas que ficou prejudicada pela agenda recente, como a greve dos caminhoneiros e o calendário eleitoral. A não aprovação das reformas vai prejudicar a recuperação? A agenda de reformas foi paralisada, desde as micro até as maiores. Elas foram colocadas em compasso de espera, mas deverão acontecer com o próximo governo. Então, obviamente, isso tem gerado revisões constantes da projeção de crescimento da economia. O Brasil deixou de ser atraente aos olhos dos investidores? Não. A gente nota que, apesar de toda a crise econômica, o Brasil continua sendo atrativo para investimentos. Nós estamos mantendo um nível de investimento estrangeiro direto muito alto. O Brasil continua se posicionando entre os oito maiores países que mais recebem aportes. Agora, em se tratando de investimentos de longo prazo, é claro que as incertezas inibem. As dúvidas que ainda estão postas no calendário eleitoral, sem uma clara indicação do que vai acontecer, colocaram alguns investimentos em compasso de espera. Mas vários setores estão sendo muito prejudicados… Como o Brasil possui uma indústria completa, uma cadeia de produção muito diversificada, é natural que alguns setores estejam piores do que outros. Alguns investimentos foram reduzidos, sim. Além disso, houve desaceleração do movimento de IPOs (abertura de capital) e alguns M&A (fusões e aquisições) foram adiados. O Brasil está atrativo por que a crise e o dólar deixaram o país mais barato? Sem dúvida. O que acontece é que esse movimento de investimento acontece pelo preço dos ativos, mas ocorre principalmente pela perspectiva de lucratividade, de retorno daquele ativo. O cenário tem que ser composto também pela perspectiva de crescimento do país. Não adianta só o ativo estar barato, se não há no horizonte uma boa perspectiva de retorno do investimento. O investidor que não conhece o Brasil consegue enxergar esse potencial futuro? Os investidores estrangeiros já conhecem os altos e baixos da nossa economia. Eles sabem quando há capital abundante e identificar algumas janelas de oportunidades no país. Não há outros países emergentes melhores para se investir? Fizemos uma pesquisa recentemente, que chamamos de “barômetro”. Ela mostra que o Brasil foi o segundo país mais atrativo do mundo para investimentos. Não foi o que mais recebeu investimentos, mas o que apresentou melhores perspectivas. Mesmo na crise, o Brasil recebeu mais recursos do que a Índia. Há interesse porque temos um mercado de 200 milhões de pessoas, posição geográfica estratégica, um grande potencial para obras de infraestrutura. Então, é óbvio que há muita oportunidade de investimento para onde quer que se olhe, em comparação a outros mercados que estão muito mais maduros. Continua atrativo mesmo sem as reformas? As reformas foram muito bem-vistas pelo mercado, mas não conseguimos continuar a agenda. Além disso, com um nível de desemprego alto e um elevado endividamento das empresas, hoje esse cenário gera uma certa aversão e mais cautela dos investidores. Mas eles ainda olham para o país de forma positiva. A vitória de um candidato à Presidência com viés populista ou radical pode afetar o crescimento?Independentemente de quem seja o próximo presidente eleito, seja o candidato A, B ou C, só o fato de saber qual será o rumo da economia, os investimentos tendem a aumentar. Será possível fazer uma leitura do que irá acontecer com o Brasil e, assim, precificar. Então o ambiente político é, atualmente, o maior obstáculo para a recuperação econômica? Sim, hoje o maior entrave para o crescimento é a indefinição eleitoral. É claro que o Brasil tem uma pauta grande de assuntos que precisa tratar sobre competitividade e para atratividade de capital. Mas, aí, são problemas históricos que nós temos que trabalhar. Quais problemas? Marcos regulatórios, agências reguladoras, sistema tributário complexo e desequilibrado, educação. Há uma série de problemas que deixam o Brasil muito mal em qualquer ranking de competitividade. Se fizer o dever de casa, parar de trabalhar sob a ótica do país do futuro e, sim, o país do presente, o Brasil pode crescer muito mais. As novas tecnologias irão transformar o mercado de trabalho? Esse é um movimento global, uma quarta revolução industrial, composta por uma série de tecnologias disruptivas. Isso muda muita coisa, com a convergência de setores, e cria novas formas de como o consumidor irá lidar com as empresas. A agilidade, a rapidez e o acesso à informação que o cliente passou a ter disponível tiveram um impacto muito grande no mercado. Uma das características desse movimento é a velocidade em que ela está acontecendo. Essa velocidade é boa ou ruim? A rapidez é algo que gera oportunidades para a criação de negócios, para quem é inovador ou que está muito mais ligado ao cliente. Mas, é obvio, ela exige que as empresas e os países sejam ágeis. Na história da evolução, os animais que sobreviveram não foram os maiores, mas os mais adaptáveis. Então, acho que esse é o cenário que está posto. Quando essas novas tecnologias serão uma realidade em toda a
Projeto cria regras para garantir qualidade de óculos e lentes em geral

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) analisa um projeto de lei que torna mais rigorosa a fiscalização sobre a qualidade de lentes e óculos vendidos no Brasil. O substitutivo da Câmara (SCD 7/2017) altera um projeto de lei (PLS 512/2003) apresentado pelo então senador Jonas Pinheiro (1941-2008). A relatora é a senadora Ana Amélia (PP-RS), que ainda não apresentou sua análise sobre a matéria. A Câmara ampliou o alcance do projeto. Pelo texto de Jonas Pinheiro, todos os óculos de sol comercializados deveriam oferecer proteção contra a radiação ultravioleta. O substitutivo da Câmara estende os critérios de qualidade para armações, óculos, blocos de lentes, lentes oftálmicas e lentes de contato vendidos no Brasil. De acordo como o SCD 7/2017, todos os componentes precisam obedecer a critérios estabelecidos pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Ainda segundo a proposta, o material deve ser avaliado por um organismo de certificação de produto (OCP) credenciado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Os critérios utilizados para a análise são definidos pelo Programa Brasileiro de Conformidade Óptica. Elaborado pela Associação Brasileira da Óptica (Abióptica), com apoio do Inmetro, o documento estabelece um modelo de certificação para os produtos. O texto determina que fiscalização fica a cargo da autoridade sanitária e de órgãos delegados pelo Inmetro. A lei considera o descumprimento da lei como infração sanitária. As penas começam com advertência e multa, que pode alcançar R$ 1,5 milhão. Mas também pode haver apreensão e inutilização do produto, suspensão de venda ou fabricação, interdição parcial ou total de estabelecimentos e até cancelamento de autorização para funcionamento de empresas. Fonte: Opticanet
Fiscalização sobre qualidade de lentes e óculos vendidos ficam mais rigorosas

Projeto está sob análise do Senado. Fiscalização fica a cargo da autoridade sanitária e de órgãos delegados pelo Inmetro Está sob análise do Senado um projeto de lei que torna mais rigorosa a fiscalização sobre a qualidade de lentes e óculos vendidos no Brasil. O texto apresentado pelo senador Jonas Pinheiro diz que todos os óculos de sol comercializados devem oferecer proteção contra a radiação ultravioleta. Segundo a proposta, o material deve ser avaliado por um organismo de certificação de produto (OCP) credenciado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Os critérios utilizados para a análise são definidos pelo Programa Brasileiro de Conformidade Óptica. Elaborado pela Associação Brasileira da Óptica (Abióptica), com apoio do Inmetro, o documento estabelece um modelo de certificação para os produtos. O texto determina que fiscalização fica a cargo da autoridade sanitária e de órgãos delegados pelo Inmetro. A lei considera o descumprimento da lei como infração sanitária. As penas começam com advertência e multa, que pode alcançar R$ 1,5 milhão. Mas também pode haver apreensão e inutilização do produto, suspensão de venda ou fabricação, interdição parcial ou total de estabelecimentos e até cancelamento de autorização para funcionamento de empresas. A Câmara dos Deputados ampliou o projeto e estendeu os critérios de qualidade para armações, óculos, blocos de lentes, lentes oftálmicas e lentes de contato vendidas no Brasil. Todos os componentes precisam obedecer a critérios estabelecidos pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Fonte: Casa de noticias
Padronização de informações de óculos fortifica fiscalização

Por João Vicente Ribeiro Termo de Ajustamento de Conduta, firmado entre a Abióptica e o Procon, visa diminuir número produtos falsificados e incentiva maior transparência. A falta de clareza sobre as informações gerais nas embalagens de óculos foi ponto de partida para a padronização das informações nos itens comercializados no setor óptico. Firmado no início de 2018, o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) deve apertar o cerco contra o venda de produtos falsos. “Esse processo teve início em 2013, quando percebemos que muitas óticas, sobretudo de São Paulo, foram autuadas com base no código de defesa do consumidor. Cada comerciante apresentava as informações do produto de um jeito”, argumentou o presidente da Associação Brasileira da Indústria Óptica (Abióptica), Bento Alcoforado. O TAC, assinado em março, reuniu aval de entidades e órgãos públicos. Para ele, a conclusão desse processo de regulamentação das informações sobre os óculos foi fundamental para proteger as óticas de possíveis irregularidades, “pois o Código de Defesa do Consumidor não tinha regulamentações específicas para esse setor”. Alcoforado ainda diz que a responsabilidade sobre essa padronização – que teve sua validade reforçada após o estabelecimento do TAC entre a Abióptica e o Procon – deve vir da indústria. “A obrigação deve ser do fabricante; depois atribuída ao fornecedor e, em terceiro lugar, da ótica”, alerta Alcoforado, mesmo que mais de 90% do que é comercializado no Brasil seja importado. “As informações padronizadas devem estar no manual de instruções, na embalagem ou no certificado de garantia”, complementou ele. No que diz respeito ao combate à clandestinidade por meio desse movimento, ele argumenta que os principais beneficiários são as óticas – mesmo que essa mudança exija possivelmente mais custos relacionados à etiquetagem do produto e controle dos dados de cada item. Na prática De acordo com o supervisor de qualidade da rede de óticas ChilliBeans, Thomaz Pontes, o processo de padronização de informações na rede começou entre 2014 e 2015. “Montamos um centro de controle de qualidade, localizado em Alphaville [SP], para verificar os dados dessa etiqueta extra, que já vem dos nossos cinco fornecedores”, afirmou Pontes. Segundo o executivo, a exigência fez com que houvesse um aumento no custo de checagem dos produtos no próprio centro de distribuição da marca. “Ocorreu um aumento de R$ 0,04 por peça”, afirmou. Ao DCI, o supervisor ainda lembra que, quando alguns produtos chegam sem a padronização correta, a correção é feita no próprio centro de distribuição, o qual dispõe de uma máquina específica para esse tipo de serviço. Seguindo uma linha de pensamento similar a do presidente da Abióptica, o diretor jurídico da fabricante de óculos Go Eyewear, Paulo Lin, afirma que a consolidação do TAC auxiliou numa composição mais clara das informações que precisam ser repassadas aos consumidores. “Desmembramos a nossa etiqueta dupla e geramos uma à parte para que o varejista coloque junto ao produto”, afirmou. Em relação aos custos do novo processo de montagem, Pontos declara que “cada etiqueta não chega a representar um gasto relevante para a operação; mas, sim, pelo fato de representa mais um processo interno de fabricação.” Ele lembra que a produção do item passou a demorar mais por se tratar de um procedimento realizado de forma manual. Em média, são produzidos 200 mil peças ao mês. Desse montante produzido, cerca de 80% é feito em solo nacional e 20% dos itens importados. Nesse último caso, o ajuste das informações é feito quando a carga chega ao País. Fiscalização De acordo com o diretor de fiscalização do Procon-SP, Osmário Vasconcelos, a multa por descumprimento do TAC pode variar de R$ 700 a R$ 9,5 milhões conforme o tamanho da empresa denunciada. “Após estabelecimento do termo houve um maior norte. Temos recebidos menos reclamações”. Segundo os dados fornecidos pelo órgão, este ano, houve redução nítida no número de autuações dessa natureza. Em 2016, foram 175 multas; em 2017, cerca de 224 infrações; e, até o momento, em 2018, apenas 21 casos. Fonte: DCI
