Setor óptico em recuperação no primeiro trimestre

Negócio / O setor óptico brasileiro entrou em um período de retomada de crescimento após uma travessia de queda entre 2014 e 2016. O setor registrou estabilização na queda avanço no final de 2016, ano no qual alcançou um faturamento total de R$ 16,8 bi. “Ainda estamos longe do que buscamos, mas já é um primeiro passo na direção da normalidade. Durante 2017 aumentaremos nossa ações de fiscalização e combate a práticas ilegais, o que contribuirá com a melhoria desse cenário”, explica Bento Alcoforado, presidente da Abióptica. Movimentos de Consolidação — Um dos principais sinais da recuperação do setor é o movimento de aquisição e fusão de grandes empresas do setor como a recente aquisição da Óticas Carol pelo grupo italiano Luxottica, num negócio estimado em 110 milhões de euros. “Não haveria este tipo de movimento, com números tão significativos, se o setor não fosse sólido e com um imenso potencial para voltar a crescer nos mesmos patamares de antes a crise econômica”, pondera Bento Alcoforado. Em números gerais, o setor é responsável por 150 mil empregos diretos, distribuídos entre os 23 mil pontos de venda direta (óticas), além de indústrias, laboratórios e importadores. Óculos com Certificação — Outra ação importante em andamento, além de políticas de inteligência, apreensão e destruição de óculos ilegais realizados de forma constante é o programa de certificação de produtos ópticos, que foi lançado oficialmente pela Abióptica em 2016, mas que deve chegar efetivamente aos olhos do consumidor no segundo semestre de 2017. Pela iniciativa – à qual as empresas do setor estão aderindo voluntariamente -, os consumidores brasileiros poderão exigir em suas óticas de preferência produtos certificados, com origem, procedência e qualidade garantidos. “Embora essa não seja a razão direta do programa de certificação, certamente um dos resultados devem caminhar no sentido de uma compra mais consciente de produtos formais, o que ajuda muito na inversão desse quadro de ilegalidade e, por consequência, nos ajuda a alavancar ainda mais o setor no Brasil”, finaliza Bento Alcoforado.

Expo Abióptica 2017 traz as tendências do setor ótico em maio

De 24 a 27 de maio, acontece em São Paulo, no Transamérica Expo Center, a 15ª edição da Expo Abióptica. Promovido pela Associação Brasileira das Indústrias Ópticas (Abióptica), o evento é o mais importante do segmento na América Latina e o terceiro maior do mundo. As principais marcas nacionais e internacionais apresentarão suas novidades recheadas de cores, formatos e lentes para todos os gostos, ocasiões e necessidades.  A expectativa da Associação é que neste ano o setor registre crescimento de 5% em relação a 2016, quando o faturamento foi de R$19,6 bilhões. Ainda, atraia um público de 10 mil visitantes entre empresários, varejistas, representantes e profissionais especializados que terão acesso a palestras, consultorias de negócios e as principais tendência em tecnologia, saúde ocular, moda e acessórios. As novidades desembarcam dos dois maiores eventos ópticos: a Mido, que acontece em Milão, e a Silmo, que acontece em Paris. Todas as informações sobre o evento e os locais onde estarão os transportes gratuitos (transfer) até o Transamérica Expo Center estão no site www.expoabioptica.com.br.

Aquisição de concorrente pressiona a Fototica a crescer no Brasil

A compra da Óticas Carol pela italiana Luxottica aumentou a pressão para o crescimento da GrandVision by Fototica no Brasil, segundo o novo presidente da empresa (antiga Fototica), Stefan Nilsson. “A expansão já era um plano antes da aquisição, mas ela deverá acelerar os processos de modernizar as lojas e de trazer produtos novos ao país”, afirma o executivo. O varejo óptico, que atualmente é bastante pulverizado, terá uma forte concentração nos próximos anos, na avaliação do executivo. As grandes redes ocupam menos de 10% do mercado, mas, em até dez anos, a previsão é que quatro companhias representem 50% do total, diz Nilsson. “Agora é a hora de brigar para garantir que estaremos entre as quatro.” Com 105 unidades, a GrandVision prevê abrir ao menos 40 franquias neste ano –o dobro de 2016. Mesmo com a aceleração, a rede está distante de empresas como Óticas Carol, com cerca de 950 lojas, Óticas Diniz, que ultrapassou as 1.000 lojas, e Chilli Beans, com 755. Após uma queda de 22% em 2016, o setor óptico iniciou este ano com uma forte recuperação: em janeiro, a receita teve alta de 19% e se manteve estável no primeiro trimestre, segundo a Abióptica, entidade do segmento. “A retração do ano passado ocorreu principalmente entre as indústrias fornecedoras e não tanto no varejo, que queimou seus estoques”, afirma o presidente da associação, Bento Alcoforado. No início de 2017, porém, as companhias voltaram a fazer pedidos, o que alavancou o resultado total, diz ele. A projeção é que a receita do setor termine este ano com uma alta nominal de 15%.

Setor óptico em recuperação no primeiro trimestre  

  Setor apresenta movimento de recuperação nos primeiros meses de 2017, após fechar 2016 com faturamento de R$ 19,6 bi. Consolidação entre empresas reforça a perspectiva de crescimento. Ilegalidade ainda é  representativa no faturamento do setor  O setor óptico brasileiro entrou em um período de retomada de crescimento após uma travessia de queda entre 2014 e 2016. O setor registrou estabilização no final de 2016, ano no qual alcançou um faturamento total de R$ 19,6 bi. “Ainda estamos longe do que buscamos, mas já é um primeiro passo na direção da normalidade. Durante 2017 aumentaremos nossa ações de fiscalização e combate as práticas ilegais, o que irá contribuir para a melhoria desse cenário”, explica Bento Alcoforado, presidente da Abióptica. Movimentos de Consolidação Um dos principais sinais da recuperação do setor é o movimento de aquisição e fusão de grandes empresas do setor, como a recente aquisição da Óticas Carol pelo grupo italiano Luxottica, num negócio estimado em 110 milhões de euros. “Não haveria este tipo de movimento, com números tão significativos, se o setor não fosse sólido e com um imenso potencial para voltar a crescer nos mesmos patamares de antes a crise econômica”, pondera Bento Alcoforado. Em números gerais, o setor é responsável por 150 mil empregos diretos, distribuídos entre os 23 mil pontos de venda direta (óticas), além de indústrias, laboratórios e importadores.   Óculos com Certificação  Outra ação importante em andamento, além de políticas de inteligência, apreensão e destruição de óculos ilegais realizados de forma constante é o programa de certificação de produtos ópticos, que foi lançado oficialmente pela Abióptica em 2016, mas que deve chegar efetivamente aos olhos do consumidor no segundo semestre de 2017.   Pela iniciativa – à qual as empresas do setor estão aderindo voluntariamente -, os consumidores brasileiros poderão exigir em suas óticas de preferência produtos certificados, com origem, procedência e qualidade garantidos. “Embora essa não seja a razão direta do programa de certificação, certamente um dos resultados devem caminhar no sentido de uma compra mais consciente de produtos formais, o que ajuda muito na inversão desse quadro de ilegalidade e, por consequência, nos ajuda a alavancar ainda mais o setor no Brasil”, finaliza Bento Alcoforado.

O Brasil que nos queremos – Folha de São Paulo

Como parte das ações  do lançamento da campanha O BRASIL QUE NÓS QUEREMOS, que defende uma agenda positiva no combate ao contrabando, o jornal Folha de São Paulo circulou no dia 29/03,   com uma capa “fake” , que trazia uma série de notícias fictícias, que seriam possíveis caso o contrabando fosse combatido. No mesmo jornal, também foi publicado um manifesto, conclamando empresários, governo e políticos a unirem forças no combate ao contrabando, que causa prejuízos da ordem de R$ 130 bilhões ao País. A iniciativa da campanha foi  liderada pela  Frente Parlamentar Mista de Combate ao Contrabando e à Falsificação e o Movimento em Defesa do Mercado Legal Brasileiro coordenado pelo ETCO e FNCP. Veja aqui a imagem da campanha veiculada na Folha de São Paulo    

Novo instrumento reduz tempo de aprendizado de braile

A empresa Tece, fundada por uma bióloga que fez mestrado em Educação e atualmente realiza doutorado na Universidade Estadual Paulista (Unesp), desenvolveu uma nova versão de um instrumento de escrita manual para deficientes visuais – chamado reglete positiva – que diminui em 60% o tempo de aprendizado do sistema de escrita e leitura braille. Apoiada pelo Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), da FAPESP, a empresa já iniciou a comercialização do produto no Brasil e tem planos de exportá-lo. “Ao todo, o processo de desenvolvimento do produto e de testes em instituições que atendem pessoas com deficiência visual levou seis anos”, disse Aline Picolli Otalara, fundadora da empresa, à Agência FAPESP. De acordo com a pesquisadora, a reglete convencional existe desde 1837, quando o francês Louis Braille (1809-1852) apresentou a primeira versão do instrumento, composto por duas placas de metal ou plástico, do tamanho de pequenas réguas escolares, fixas uma na outra por meio de uma dobradiça na lateral esquerda e com um espaço entre elas para permitir a introdução de uma folha de papel. A placa superior possui diversos retângulos vazados, correspondentes aos espaços de escrita em braille (denominadas celas braille). Já a placa inferior tem celas braille com seis pontos côncavos (em baixo relevo) em cada uma delas. Ao introduzir um instrumento (chamado punção) com uma ponta côncava dentro de cada retângulo vazado da placa superior da reglete, pressiona-se a folha de papel entre as duas placas contra os pontos côncavos dispostos na placa inferior para formar o símbolo braille correspondente às letras, números ou qualquer outro caractere que se deseja escrever. Com a folha virada do lado contrário ao que foi inserida na reglete, os deficientes visuais conseguem identificar, por meio da leitura tátil, os pontos em relevo formados pela pressão exercida pela punção na folha de papel. Um dos problemas apresentados por esse dispositivo convencional, no entanto, é que, em razão de os pontos serem escritos em baixo relevo e a leitura ser realizada em alto relevo, a escrita é iniciada do lado direito e os caracteres são escritos espelhados de modo que, quando a folha é virada para a leitura (realizada da esquerda para direita), os caracteres estejam do lado correto. Além disso, no Sistema Braille diversas letras são o reflexo invertido de outras. “Isso gera um esforço maior de quem está aprendendo o sistema braille, porque ele tem de aprender um alfabeto para ler e outro para escrever”, afirmou Otalara. A fim de solucionar o problema, em 2007, por meio de um projeto apoiado pelo PIPE, a empresa fundada pela pesquisadora desenvolveu uma reglete esteticamente similar ao instrumento convencional, que possibilita escrever os pontos já em alto relevo. Para isso, ao contrário da reglete convencional, a placa inferior do instrumento possui os seis pontos em cada cela braille na forma convexa (em alto relevo). Para marcá-los, a Tece desenvolveu um instrumento de punção similar a uma caneta sem ponta e com concavidade fechada que, ao ser pressionado sobre a folha de papel entre as duas placas da reglete, forma os pontos já em alto relevo. Dessa forma, o usuário pode começar a escrever da esquerda para a direita, porque não é necessário virar a folha para ler o que foi escrito. Além disso, precisa aprender um único alfabeto tanto para ler como para escrever em braille. “Nós desenvolvemos ao longo do projeto diversos protótipos do produto para avaliar alguns problemas técnicos causados por essa inversão na escrita braille”, disse Otalara. Desafios Um desses problemas técnicos, segundo a pesquisadora, é que os seis pontos em cada cela braille são muito próximos uns dos outros. Ao marcar um ponto convexo com a punção com a cavidade fechada para fazer um símbolo braille já em alto relevo, se formava um ponto “fantasma” que gerava dificuldade de leitura pelos deficientes visuais. Na primeira fase do projeto, os pesquisadores da empresa criaram diversos protótipos, com diferentes distâncias entre os pontos, e realizaram uma série de testes de leitura dos textos escritos com o novo instrumento. “O surgimento desses ´pontos fantasmas´ foi o fator que tinha impedido, até então, o desenvolvimento desse material”, disse Otalara. “Todas as tentativas anteriores de desenvolver uma reglete que já escreve em alto relevo fracassaram porque não conseguiram superar essa etapa”, afirmou. Curso na Unesp Por meio de outro projeto, também com apoio do PIPE, a empresa realizou um curso de Sistema Braille para avaliar o tempo de aprendizado dos participantes por meio da reglete que desenvolveram. O curso foi realizado com alunos do curso de licenciatura em pedagogia da Unesp de Rio Claro porque, de acordo com Otalara, era difícil encontrar alunos com deficiência visual que ainda não tivessem tido contato com a reglete comum. Por outro lado, os estudantes de pedagogia representam o maior público usuário desse tipo de material. “Há um número muito maior de professores aprendendo Sistema Braille do que, de fato, deficientes cegos”, estima a pesquisadora. Os pesquisadores constataram que, com a reglete que desenvolveram, foi possível reduzir em 60% o tempo de aprendizado do Sistema Braille pelos futuros educadores. Com isso, de acordo com Otalara, é possível diminuir o investimento em formação de professores, facilitar o aprendizado e aumentar o interesse do público, em geral, em aprender o Sistema Braille. “Há uma impressão muito negativa sobre o Sistema Braille. As pessoas já imaginam que é difícil aprender e, quando viam que tinham de aprender a escrever ao contrário, o estigma, principalmente por parte de professores e crianças, aumentava ainda mais”, disse Otalara. O produto foi batizado pela empresa de “reglete positiva”, porque, no ensino de braille, os pontos em baixo relevo, que não aparecem no momento da escrita, são chamados pontos negativos. Já os pontos em alto relevo – legíveis e sensíveis ao toque com a folha virada do lado contrário ao que os pontos foram marcados pela punção escrita – são chamados de pontos positivos. Máquina de escrever em braille Alguns dos resultados do projeto da reglete positiva serão utilizados pela empresa para desenvolver, também com

Principais aspectos que devem ser observados na escolha de lentes e armações

Conforto visual depende de fatores como a escolha correta de lentes e armações Escolher um óculos vai além da definição de uma armação. Por exercerem uma função essencial na correção além de garantir uma visão mais saudável, as lentes também devem ser avaliadas e selecionadas com atenção. O coordenador do projeto Educar da Associação do Comércio de Joias, Relógios e Óptica do Rio Grande do Sul (Ajorsul), Charles Sutter, afirma que o conforto visual depende de fatores como controles periódicos de sua condição visual; orientação técnica do vendedor e óptico na escolha da armação de acordo com a estética; e, a escolha das lentes e tratamentos adequados com a demanda visual. Com relação às lentes, Sutter explica que há dois grandes grupos de materiais: resinas (orgânicas) e cristal (vidro). – As lentes de resina são classificadas de acordo com a espessura; resistência a arranhões e quebras; e, à sua qualidade óptica. Entre elas, existem as lentes de policarbonato que além de leves, são resistentes a quebra, porém, têm a pior qualidade óptica entre todos materiais – considera o coordenador. Já as lentes em Cristal têm sido menos utilizadas por serem mais pesadas e ao seu risco de quebra por impacto. Porém, as tecnologias de fabricação em resinas de alto índice, mais finas, têm apresentado ótimos resultados, com maior segurança e menor peso no resultado final. – O que torna as lentes com aspecto de fundo de garrafa é a graduação e material escolhido. Quanto maior o grau, mais evidenciado este aspecto. Tanto as lentes esférias quanto asféricas podem diminuir este efeito, porém, a tecnologia de fabricação digital com lentes de alto índice reduz este efeito e tornam o uso mais confortável – aponta Sutter. Já os tratamentos anti reflexo se diferem pela sua qualidade e resistência. Os métodos mais modernos possuem em sua composição camadas hidrorrepelente e liporrepelente. Ainda de acordo com o coordenador da Ajorsul, as camadas anti abrasivas não evitam riscos nas lentes. Elas apenas diminuem a probabilidade de arranhões superficiais provenientes da limpeza. Sutter explica, também, sobre o tratamento para proteção de raios ultravioletas (UV). – Em algumas lentes, a proteção já vem de fábrica, enquanto outras precisam ser colocadas. É importante que a óptica ofereça este tratamento, mas acima de tudo, que o cliente tenha o cuidado de certificar-se que suas lentes recebam este recurso, principalmente os solares – expõe o coordenador da Ajorsul. Outra particularidade das lentes, o tratamento antiestático traz a possibilidade de minimizar o efeito das partículas que se juntam às lentes através da energia estática. Quanto às armações, Sutter explica que elas podem ser termoplásticas (inclusive acetato, bastante utilizadas hoje em dia) e as de metal. – As termoplásticas são mais resistentes. É necessária a adaptação e ajuste pelo vendedor ou óptico responsável para que seja utilizado o meio adequado para o ajuste. Nunca devem ser ajustadas pelo cliente devido o risco de quebra. Além disso, com o uso e em dias de muito calor, alguns materiais podem deformar com mais facilidade, por isso deve-se evitar deixar em lugares como no interior do carro em dias muito quentes – explica. A maioria das armações são feitas com ligas de diversos materiais, como níquel, alumínio e monel. As de titânio são minoras. Redação: Francine Malessa Coordenação: Marcelo Matusiak Fonte: PlayPress

Luxottica e Essilor anunciam fusão e criam ‘colosso’ mundial

NOVA YORK E MILÃO, 16 JAN (ANSA) – O grupo italiano Luxottica e o francês Essilor anunciaram hoje (16) uma fusão que dá origem a um colosso do setor de óculos que parece um casamento perfeito entre a fabricante mundial de armação e líder global de lentes. O “matrimônio” de 50 bilhões de euros gerará um fluxo de receitas de 14 bilhões de euros em vendas, em 150 países, e de 140 mil funcionários, além de ser considerada uma das maiores operações “cross border” da Europa. O executivo Leonardo Del Vecchio será o acionista majoritário, com 30%-38% das ações do novo grupo. Ele assumirá o posto de presidente-executivo da sociedade, enquanto o CEO da Essilor, Hubert Sagnieres, será o vice-presidente. A nova empresa ficará cotada em Nova York. A fusão tem capacidade de mudar a dinâmica da indústria de óculos, considerado um dos mercados com maior potencial de crescimento, com expectativa de alta de 2% até 2020, principalmente na Ásia. Das 7,3 bilhões de pessoas no mundo, 63% precisam usar lentes corretivas, mas apenas 1,9 bilhão já adquiriu óculos, lentes ou fez qualquer intervenção cirúrgica. Essilor e Luxottica já tinham pensado em um acordo há três anos, quando Sagnieres contatou o grupo italiano, mas as negociações não decolaram na ocasião. “Continuaremos investindo na Itália e na França, queremos ser um campeão europeu com fortes raízes”, disse Del Vecchio. “Sonhava com isso há 50 anos”, confessou. A italiana Luxottica é a dona da Ray Ban e da Oakley, e mantém o posto de maior fabricante de óculos de luxo do mundo. Já a francesa Essilor é a líder global em lentes de contato. (ANSA)

Verão predispõe ao terçol

Com a desaceleração da economia e fechamento de pontos, centros comerciais começam a substituir operações para garantir a rotatividade e rentabilidade dos empreendimentos São Paulo – Com a economia menos pujante, alguns shoppings já começam a mexer no mix de lojas para elevar o fluxo de clientes e as vendas. Mesmo com o índice de vacância ainda sob controle, entre 3,5% e 4% de janeiro a maio, os empreendimentos tentam equilibrar a oferta com marcas que atraiam mais consumidores. O Sonae Sierra Brasil – que administra dez centros de compras entre próprios e terceirizados e faz parte de um ranking com oito companhias do setor com capital aberto no País – acredita que a taxa de renovação no mix de lojas é reflexo de diversos fatores. Segundo o diretor de operações e leasing da empresa, Waldir Chao, o atual momento do mercado contribui para a saída de lojistas que tenham fraco desempenho e não consigam se manter, o que justamente permite acelerar a substituição de lojas conforme o planejamento dos empreendimentos em cada região. “Acredito que as tendências de consumo, o comportamento do consumidor e a reformulação de determinada área contribuam para a busca de novas opções de lojas, já que os produtos e serviços nos shoppings sempre têm objetivo de oferecer as melhores opções aos clientes”, ressalta. Na companhia, a substituição de mix de lojas no primeiro semestre em relação a 2014 foi de 10%. O Sonae não identificou segmentos com maior taxa de renovação e disse ter fechado o primeiro trimestre de 2015 com taxa de ocupação de 96,1%. Segundo a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), apesar da crise econômica, ainda estão previstas a abertura de 16 centros de compras no País neste ano. A perspectiva deve-se a manutenção do atual desempenho de espaços já estabelecidos, como Frei Caneca e Shopping Taboão. Mesmo afirmando ter mantido a ocupação de lojas, os estabelecimentos já trabalham em cima da rotatividade, que segundo informam, tem obedecido ao planejamento estratégico definido pelo empreendimento. Ou seja, conforme planos traçados desde 2013, há previsão de revitalização de todo o mix. O Frei Caneca afirma que substituiu operações que não atendiam à demanda do público. Com isso houve a entrada de nove lojas neste ano, frente às 32 entre 2013 e 2014. Em Área Bruta Locável (ABL), o shopping da capital paulista afirma que o índice de vacância do primeiro semestre segue no mesmo patamar do ano passado, com apenas 2,11% de área livre. Ocupação Paralelamente, uma pesquisa do IBGE Inteligência constata que, com relação aos empreendimentos que foram inaugurados entre 2013 e 2014, a ocupação chegava a 57% em janeiro de 2015. Em junho, o número chegava a 60%. O estudo foi feito com 38 centros. Com apenas um espaço de loja vazio, atualmente, o Shopping Taboão, administrado pelo grupo Aliansce é um empreendimento que tem passado por mudanças. Este ano, o local substituiu 11 operações – seis delas por outros segmentos. O superintendente do espaço, Carlos Alcântara diz, porém, que não existe uma escolha específica de substituição de mix. E concorda com o diretor do Sonae Sierra Brasil, Waldir Chao sobre os perfis das novas lojas: “As renovações dependem do desempenho, do trabalho das marcas e da avaliação dos consumidores”. Interior Apesar do baixo nível de espaços vazios nos centros apontado pelas grandes empresas e pela Abrasce, no interior paulista e no Rio de Janeiro a desaceleração da economia parece ter afetado vários lojistas. Muitos tiveram de fechar as portas. Um desses exemplos foi em Sorocaba, no interior de São Paulo. Nos últimos três anos, o município recebeu cinco shoppings. Conforme informações do mercado um dos empreendimentos, o Shopping Plaza Itavuvu (inaugurado em 2012), contava com a maioria das lojas fechadas em junho. Na praça de alimentação só o Burger King funcionava. No total, a cidade tem oito espaços de compra para atender a 630 mil moradores. A reportagem tentou, sem sucesso, entrar em contato. Ana Paula Silva Fonte: http://www.dci.com.br/comercio/shoppings-mudam-mix-de-lojas-para-elevar-o-fluxo-de-consumidores-id485945.html

Retomada das óticas fica para 2018 e setor deve se consolidar

Via Pedro Arbex Nos últimos três anos o setor de óticas ‘sangrou’ com a crise: mais de 3 mil pontos de venda foram fechados entre 2014 e 2016, e no ano passado a queda no faturamento bateu os 22%. Daqui para frente, no entanto, a tendência é de uma gradativa retomada, a partir de 2018, e de uma consolidação e profissionalização maior, com o avanço consistente das grandes redes. A avaliação é do presidente da Associação Brasileira da Indústria Óptica (Abióptica), Bento Alcoforado. “2017 será um ano de travessia, e a recuperação efetiva do setor deve começar apenas em 2018”, afirma. De acordo com ele, os resultados negativos amargados no ano passado e em 2015 (quando o setor retraiu 8,3%) estão ligados à instabilidade política e econômica, já que o histórico do ramo é positivo. “De 2006 a 2013 tivemos um crescimento médio anual de 18%. O potencial é muito grande e prova dessa pujança são os recentes movimentos de fusões e aquisições”, afirma, se referindo a aquisição da Óticas Carol maior varejista do ramo do País pelo grupo italiano Luxottica . A operação, que deve girar em torno de 110 milhões de euros, foi anunciada no final do mês passado e está sujeita a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Para Alcoforado, o movimento aponta para uma tendência que deve se acirrar nos próximos anos: a consolidação do setor. “De fato isso vai ocorrer, até porque o ramo hoje ainda é muito pulverizado e com uma concentração pequena”, afirma. Segundo ele, existem atualmente 23 mil pontos de venda. Desse total, as três maiores (Óticas Carol, Óticas Diniz , e Chilli Beans) representam apenas cerca de 12%. O diretor de Inteligência de Mercado do Grupo GS& Gouvêa de Souza, Eduardo Yamashita, acrescenta que a consolidação do setor de óticas é uma das mais baixas dentro do varejo. Segundo um estudo realizado pela consultoria, o nível de consolidação no setor de bens duráveis é de 51%, no de alimentação de 36%, enquanto no de óticas fica próximo de 15%. “É um mercado que tende a continuar se consolidando, tanto de maneira orgânica quanto por fusões e aquisições”, diz. De acordo com ele, outro movimento que deve se acirrar influenciado justamente pelo crescimento das grandes redes é a profissionalização das pequenas varejistas. Ele afirma que conforme as maiores vão expandindo e ganhando mercado, as lojas menores são obrigadas a melhorar sua produtividade e gestão. “A consolidação dos grandes grupos faz com que essas varejistas de menor porte tenham que correr atrás. As que não melhorarem sua profissionalização e seu nível de maturidade simplesmente vão morrer”, afirma Yamashita. Exemplo desse movimento, a ótica Santo Grau, que possui hoje duas unidades em Santo André (SP), iniciou este ano a expansão através do franchising e investiu recentemente na melhoria do atendimento e da gestão. “Vimos que precisávamos crescer para disputar uma fatia desse mercado. As dificuldades quando você é pequena são muito maiores”, afirma o sócio-fundador da companhia, Ricardo Aggio. Assim como Yamashita ele também diz que o setor caminha para uma profissionalização maior.“O mercado está mudando muito e aquelas óticas que não se profissionalizarem ou vão ser incorporadas por alguma rede ou vão fechar as portas”, diz. Os planos da varejista para este ano ainda são tímidos e a expectativa é abrir duas franquias. Até 2021, no entanto, a rede vislumbra um universo de cerca de 51 unidades por meio do modelo. A rede de Óticas Mercadão dos Óculos, que possui hoje 113 lojas espalhadas pelo Brasil, também busca ganhar ainda mais espaço dentro desse mercado. De acordo com o diretor de expansão da rede, Gustavo Freitas, a intenção da empresa é fechar este ano com pelo menos 220 operações. Segundo ele, a companhia viu no ano passado uma alta de 15% no faturamento médio por unidade e espera manter a mesma taxa para 2017. Freitas explica que um dos principais fatores que contribuiu para o desempenho bom da rede foi o foco em produtos com um tíquete médio menor. “95% das nossas vendas são de itens de marca própria. Isso nos ajuda porque o custo é menos oneroso, e conseguimos baratear bastante os produtos”, afirma. Para isso, ele conta que a empresa possui uma fábrica própria e mais duas “fábricas associadas fora do País.” A rede Santo Grau também aposta nos produtos de marca própria e, segundo Aggio, a categoria representa cerca de 60% das vendas totais das duas lojas. De acordo ele, o ideal seria trabalhar com um percentual maior de marcas próprias, pelos custos menores. “Para trabalharmos só com a categoria nossa marca teria que ser mais forte. Por enquanto não é possível”, afirma. De acordo com o diretor de marketing da Grandvision By Fototica, Murillo Piotrovski, a rede tem investido forte em marcas exclusivas “para ampliar o seu portfólio e a oferta para os consumidores, que estão cada vez mais exigentes”. A rede possui hoje cerca de 100 operações. No ano passado, conta Piotrovski, a rede iniciou a expansão através de franquias e abriu 17 novas unidades. Para este ano, ele afirma que a expectativa da companhia é fortalecer ainda mais a presença em cidades onde a empresa já possui lojas.

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Principal entidade representativa do setor óptico no Brasil, com mais de 230 empresas associadas e 95% das marcas comercializadas no Brasil
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