Visão Embaçada – Setor Óptico Registra Decréscimo de 1%

O setor óptico registrou queda de 1% em faturamento no primeiro semestre de 2018 – no acumulado dos últimos 12 meses. O levantamento foi realizado pela Associação Brasileira da Indústria Óptica (Abióptica). A entidade previa um crescimento de no mínimo 5% para o período. A alta do dólar, segundo o representante do setor, impactou diretamente nas vendas, isso porque cerca de 90% do mercado óptico é suprido com importações. Para o segundo semestre, o esperado é que o setor alcance, no máximo, o índice de 2%. A Abióptica ainda aposta em datas importantes para o varejo, como Black Friday e Natal, para reverter o quadro.   Fonte: Gironews

“Apesar da crise, o Brasil é atrativo para investimentos”, avalia CEO da EY

[vc_row][vc_column][vc_column_text] Por Jaqueline Mendes São Paulo – O executivo Luiz Sergio Vieira, CEO da consultoria EY (antiga Ernst & Young), tem dedicado boa parte de seu tempo a ajudar as empresas brasileiras a se adaptar às transformações impostas pelas novas tecnologias. Uma de suas principais atribuições é analisar os impactos dessas mudanças em companhias do mundo todo, trazendo para o Brasil aquilo que ele considera essencial para a chamada nova economia. Em entrevista exclusiva, Vieira analisa a conjuntura brasileira, fala sobre a influência do cenário eleitoral na retomada da confiança e critica a forma como algumas empresas têm agido diante das inovações tecnológicas. A boa notícia é que, segundo o presidente da EY, ativos brasileiros continuam no radar dos estrangeiros. “Fizemos uma pesquisa que mostrou que o Brasil é o segundo país do mundo mais atrativo para investimentos”, afirma. Confira na entrevista a seguir. Como o senhor avalia o atual cenário da economia brasileira? O Brasil vem de uma crise econômica e de um cenário extremamente desafiador. Tivemos nos últimos anos encolhimento do PIB. É claro que, olhando para os números, houve uma retomada, mas que ficou prejudicada pela agenda recente, como a greve dos caminhoneiros e o calendário eleitoral. A não aprovação das reformas vai prejudicar a recuperação? A agenda de reformas foi paralisada, desde as micro até as maiores. Elas foram colocadas em compasso de espera, mas deverão acontecer com o próximo governo. Então, obviamente, isso tem gerado revisões constantes da projeção de crescimento da economia. O Brasil deixou de ser atraente aos olhos dos investidores? Não. A gente nota que, apesar de toda a crise econômica, o Brasil continua sendo atrativo para investimentos. Nós estamos mantendo um nível de investimento estrangeiro direto muito alto. O Brasil continua se posicionando entre os oito maiores países que mais recebem aportes. Agora, em se tratando de investimentos de longo prazo, é claro que as incertezas inibem. As dúvidas que ainda estão postas no calendário eleitoral, sem uma clara indicação do que vai acontecer, colocaram alguns investimentos em compasso de espera. Mas vários setores estão sendo muito prejudicados… Como o Brasil possui uma indústria completa, uma cadeia de produção muito diversificada, é natural que alguns setores estejam piores do que outros. Alguns investimentos foram reduzidos, sim. Além disso, houve desaceleração do movimento de IPOs (abertura de capital) e alguns M&A (fusões e aquisições) foram adiados. O Brasil está atrativo por que a crise e o dólar deixaram o país mais barato? Sem dúvida. O que acontece é que esse movimento de investimento acontece pelo preço dos ativos, mas ocorre principalmente pela perspectiva de lucratividade, de retorno daquele ativo. O cenário tem que ser composto também pela perspectiva de crescimento do país. Não adianta só o ativo estar barato, se não há no horizonte uma boa perspectiva de retorno do investimento. O investidor que não conhece o Brasil consegue enxergar esse potencial futuro? Os investidores estrangeiros já conhecem os altos e baixos da nossa economia. Eles sabem quando há capital abundante e identificar algumas janelas de oportunidades no país. Não há outros países emergentes melhores para se investir? Fizemos uma pesquisa recentemente, que chamamos de “barômetro”. Ela mostra que o Brasil foi o segundo país mais atrativo do mundo para investimentos. Não foi o que mais recebeu investimentos, mas o que apresentou melhores perspectivas. Mesmo na crise, o Brasil recebeu mais recursos do que a Índia. Há interesse porque temos um mercado de 200 milhões de pessoas, posição geográfica estratégica, um grande potencial para obras de infraestrutura. Então, é óbvio que há muita oportunidade de investimento para onde quer que se olhe, em comparação a outros mercados que estão muito mais maduros. Continua atrativo mesmo sem as reformas? As reformas foram muito bem-vistas pelo mercado, mas não conseguimos continuar a agenda. Além disso, com um nível de desemprego alto e um elevado endividamento das empresas, hoje esse cenário gera uma certa aversão e mais cautela dos investidores. Mas eles ainda olham para o país de forma positiva. A vitória de um candidato à Presidência com viés populista ou radical pode afetar o crescimento?Independentemente de quem seja o próximo presidente eleito, seja o candidato A, B ou C, só o fato de saber qual será o rumo da economia, os investimentos tendem a aumentar. Será possível fazer uma leitura do que irá acontecer com o Brasil e, assim, precificar. Então o ambiente político é, atualmente, o maior obstáculo para a recuperação econômica? Sim, hoje o maior entrave para o crescimento é a indefinição eleitoral. É claro que o Brasil tem uma pauta grande de assuntos que precisa tratar sobre competitividade e para atratividade de capital. Mas, aí, são problemas históricos que nós temos que trabalhar. Quais problemas? Marcos regulatórios, agências reguladoras, sistema tributário complexo e desequilibrado, educação. Há uma série de problemas que deixam o Brasil muito mal em qualquer ranking de competitividade. Se fizer o dever de casa, parar de trabalhar sob a ótica do país do futuro e, sim, o país do presente, o Brasil pode crescer muito mais. As novas tecnologias irão transformar o mercado de trabalho? Esse é um movimento global, uma quarta revolução industrial, composta por uma série de tecnologias disruptivas. Isso muda muita coisa, com a convergência de setores, e cria novas formas de como o consumidor irá lidar com as empresas. A agilidade, a rapidez e o acesso à informação que o cliente passou a ter disponível tiveram um impacto muito grande no mercado. Uma das características desse movimento é a velocidade em que ela está acontecendo. Essa velocidade é boa ou ruim? A rapidez é algo que gera oportunidades para a criação de negócios, para quem é inovador ou que está muito mais ligado ao cliente. Mas, é obvio, ela exige que as empresas e os países sejam ágeis. Na história da evolução, os animais que sobreviveram não foram os maiores, mas os mais adaptáveis. Então, acho que esse é o cenário que está posto. Quando essas novas tecnologias serão uma realidade em toda a

Projeto cria regras para garantir qualidade de óculos e lentes em geral

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) analisa um projeto de lei que torna mais rigorosa a fiscalização sobre a qualidade de lentes e óculos vendidos no Brasil. O substitutivo da Câmara (SCD 7/2017) altera um projeto de lei (PLS 512/2003) apresentado pelo então senador Jonas Pinheiro (1941-2008). A relatora é a senadora Ana Amélia (PP-RS), que ainda não apresentou sua análise sobre a matéria. A Câmara ampliou o alcance do projeto. Pelo texto de Jonas Pinheiro, todos os óculos de sol comercializados deveriam oferecer proteção contra a radiação ultravioleta. O substitutivo da Câmara estende os critérios de qualidade para armações, óculos, blocos de lentes, lentes oftálmicas e lentes de contato vendidos no Brasil. De acordo como o SCD 7/2017, todos os componentes precisam obedecer a critérios estabelecidos pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Ainda segundo a proposta, o material deve ser avaliado por um organismo de certificação de produto (OCP) credenciado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Os critérios utilizados para a análise são definidos pelo Programa Brasileiro de Conformidade Óptica. Elaborado pela Associação Brasileira da Óptica (Abióptica), com apoio do Inmetro, o documento estabelece um modelo de certificação para os produtos. O texto determina que fiscalização fica a cargo da autoridade sanitária e de órgãos delegados pelo Inmetro. A lei considera o descumprimento da lei como infração sanitária. As penas começam com advertência e multa, que pode alcançar R$ 1,5 milhão. Mas também pode haver apreensão e inutilização do produto, suspensão de venda ou fabricação, interdição parcial ou total de estabelecimentos e até cancelamento de autorização para funcionamento de empresas. Fonte: Opticanet

Fiscalização sobre qualidade de lentes e óculos vendidos ficam mais rigorosas

Projeto está sob análise do Senado. Fiscalização fica a cargo da autoridade sanitária e de órgãos delegados pelo Inmetro Está sob análise do Senado um projeto de lei que torna mais rigorosa a fiscalização sobre a qualidade de lentes e óculos vendidos no Brasil. O texto apresentado pelo senador Jonas Pinheiro diz que todos os óculos de sol comercializados devem oferecer proteção contra a radiação ultravioleta. Segundo a proposta, o material deve ser avaliado por um organismo de certificação de produto (OCP) credenciado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Os critérios utilizados para a análise são definidos pelo Programa Brasileiro de Conformidade Óptica. Elaborado pela Associação Brasileira da Óptica (Abióptica), com apoio do Inmetro, o documento estabelece um modelo de certificação para os produtos. O texto determina que fiscalização fica a cargo da autoridade sanitária e de órgãos delegados pelo Inmetro. A lei considera o descumprimento da lei como infração sanitária. As penas começam com advertência e multa, que pode alcançar R$ 1,5 milhão. Mas também pode haver apreensão e inutilização do produto, suspensão de venda ou fabricação, interdição parcial ou total de estabelecimentos e até cancelamento de autorização para funcionamento de empresas. A Câmara dos Deputados ampliou o projeto e estendeu os critérios de qualidade para armações, óculos, blocos de lentes, lentes oftálmicas e lentes de contato vendidas no Brasil. Todos os componentes precisam obedecer a critérios estabelecidos pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).   Fonte: Casa de noticias

Padronização de informações de óculos fortifica fiscalização

Por João Vicente Ribeiro Termo de Ajustamento de Conduta, firmado entre a Abióptica e o Procon, visa diminuir número produtos falsificados e incentiva maior transparência. A falta de clareza sobre as informações gerais nas embalagens de óculos foi ponto de partida para a padronização das informações nos itens comercializados no setor óptico. Firmado no início de 2018, o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) deve apertar o cerco contra o venda de produtos falsos. “Esse processo teve início em 2013, quando percebemos que muitas óticas, sobretudo de São Paulo, foram autuadas com base no código de defesa do consumidor. Cada comerciante apresentava as informações do produto de um jeito”, argumentou o presidente da Associação Brasileira da Indústria Óptica (Abióptica), Bento Alcoforado. O TAC, assinado em março, reuniu aval de entidades e órgãos públicos. Para ele, a conclusão desse processo de regulamentação das informações sobre os óculos foi fundamental para proteger as óticas de possíveis irregularidades, “pois o Código de Defesa do Consumidor não tinha regulamentações específicas para esse setor”. Alcoforado ainda diz que a responsabilidade sobre essa padronização – que teve sua validade reforçada após o estabelecimento do TAC entre a Abióptica e o Procon – deve vir da indústria. “A obrigação deve ser do fabricante; depois atribuída ao fornecedor e, em terceiro lugar, da ótica”, alerta Alcoforado, mesmo que mais de 90% do que é comercializado no Brasil seja importado. “As informações padronizadas devem estar no manual de instruções, na embalagem ou no certificado de garantia”, complementou ele. No que diz respeito ao combate à clandestinidade por meio desse movimento, ele argumenta que os principais beneficiários são as óticas – mesmo que essa mudança exija possivelmente mais custos relacionados à etiquetagem do produto e controle dos dados de cada item. Na prática De acordo com o supervisor de qualidade da rede de óticas ChilliBeans, Thomaz Pontes, o processo de padronização de informações na rede começou entre 2014 e 2015. “Montamos um centro de controle de qualidade, localizado em Alphaville [SP], para verificar os dados dessa etiqueta extra, que já vem dos nossos cinco fornecedores”, afirmou Pontes. Segundo o executivo, a exigência fez com que houvesse um aumento no custo de checagem dos produtos no próprio centro de distribuição da marca. “Ocorreu um aumento de R$ 0,04 por peça”, afirmou. Ao DCI, o supervisor ainda lembra que, quando alguns produtos chegam sem a padronização correta, a correção é feita no próprio centro de distribuição, o qual dispõe de uma máquina específica para esse tipo de serviço. Seguindo uma linha de pensamento similar a do presidente da Abióptica, o diretor jurídico da fabricante de óculos Go Eyewear, Paulo Lin, afirma que a consolidação do TAC auxiliou numa composição mais clara das informações que precisam ser repassadas aos consumidores. “Desmembramos a nossa etiqueta dupla e geramos uma à parte para que o varejista coloque junto ao produto”, afirmou. Em relação aos custos do novo processo de montagem, Pontos declara que “cada etiqueta não chega a representar um gasto relevante para a operação; mas, sim, pelo fato de representa mais um processo interno de fabricação.” Ele lembra que a produção do item passou a demorar mais por se tratar de um procedimento realizado de forma manual. Em média, são produzidos 200 mil peças ao mês. Desse montante produzido, cerca de 80% é feito em solo nacional e 20% dos itens importados. Nesse último caso, o ajuste das informações é feito quando a carga chega ao País. Fiscalização De acordo com o diretor de fiscalização do Procon-SP, Osmário Vasconcelos, a multa por descumprimento do TAC pode variar de R$ 700 a R$ 9,5 milhões conforme o tamanho da empresa denunciada. “Após estabelecimento do termo houve um maior norte. Temos recebidos menos reclamações”. Segundo os dados fornecidos pelo órgão, este ano, houve redução nítida no número de autuações dessa natureza. Em 2016, foram 175 multas; em 2017, cerca de 224 infrações; e, até o momento, em 2018, apenas 21 casos. Fonte: DCI

Testes de acuidade visual são oferecidos gratuitamente em Shopping de Salvador

Iniciativa acontece nos dias 27 e 28 de julho Nos dias 27 e 28 de julho, no Shopping Cajazeiras, das 12h às 20h (setxa-feira) e das 10h às 18h (sábado), acontece a ‘Ação Olho Vivo’. O evento vai promover estes de acuidade visual gratuitamente para pacientes de todas as idades. A ação consiste na avaliação de acuidade visual, além de proporcionar o esclarecimento sobre os riscos de usar produtos ópticos piratas ou ilegais, orientando sobre as melhores práticas no momento da compra de óculos solares e de receituário. SERVIÇO Ação Olho Vivo – Fundação Abióptica Datas: 27 e 28 de julho Horários: sexta, das 12h às 20h; sábado, das 10h às 18h Local: Shopping Cajazeiras – Estrada do Coqueiro Grande, 1361, Fazenda Grande II Gratuito   Fonte: ibahia

Shopping Cajazeiras recebe Ação Olho Vivo da Fundação Abióptica

Preocupado com a saúde e acuidade visual de seus clientes e também de toda a população do bairro de Cajazeiras, o Shopping Cajazeiras, recebe, a Ação Olho Vivo, em parceria com a realizadora do evento, a Fundação Abióptica, entidade civil e sem fins lucrativos. A ação gratuita, que tem por objetivo levar orientação, estimular a prevenção das doenças oculares e diagnósticos preventivos, a partir de uma triagem visual, está marcada para acontecer nos dias 27, sexta-feira, das 12h às 20h, e 28 de julho, sábado, das 10h às 18h, no Piso L1do centro de compras. Voltado para todas as idades, a Ação Olho Vivo também consiste em uma avaliação de acuidade visual, através da aplicação da Tabela de Sinais de Snellen. A iniciativa visa, também, esclarecer sobre os riscos de usar produtos ópticos piratas ou ilegais, orientando sobre as melhores práticas no momento da compra de óculos solares e de receituário. “Muitos não sabem que precisam de correção visual, afinal, as doenças oculares são silenciosas e não causam dor. Por isso, a Ação Olho Vivo busca informar e conscientizar a população”, comenta o presidente, Bento Alcoforado. Para mais informações sobre a Ação Olho Vivo www.fundacaoabioptica.org.br Fonte: Cajazeiras News

Crianças e tablets: uma relação que pode comprometer a visão

Quem tem menos de 25 anos já nasceu na era tecnológica. As crianças de hoje em dia, então, têm bastante facilidade em lidar com smartphones e tablets. Bastante antenados, muitos pais estimulam esse contato com as novas tecnologias como forma de inserir seus filhos num universo competitivo. De fato, é cada vez mais comum – nas grandes cidades – vermos crianças atentas ao que está acontecendo no eletrônico em suas mãos. Mas os oftalmologistas advertem: o excesso de contato com tablets e smartphones pode acelerar um processo de miopia – em que a criança se concentra em focar tudo tão de perto que perde a capacidade de enxergar ao longe com precisão. De acordo com o doutor Mohamed Dirani, um dos criadores do Plano – um aplicativo que monitora a atividade dos olhos enquanto a criança se entretém com tablets e telefones celulares -, 10% das crianças da Educação Primária em Singapura têm miopia. Esse número aumenta para 60% na época da Educação Secundária e para 80% quando o jovem adulto entra para o mercado de trabalho. “O diagnóstico precoce é importante, na medida em que crianças bem jovens, entre dois e quatro anos, já estão desenvolvendo miopia”. Países asiáticos desenvolvidos têm hoje os maiores índices de miopia já registrados. Assim como em Singapura, entre 80% e 90% dos adolescentes e jovens adultos de Hong Kong e Taiwan sofrem de miopia, enquanto na Coreia do Sul esse índice é ainda mais alarmante, subindo para 97%. Há 60 anos, apenas 10%-20% dos jovens asiáticos apresentavam dificuldade de enxergar ao longe. Assim como nos Estados Unidos e Europa, onde cerca de 40% das pessoas têm miopia hoje em dia, no Brasil o problema também vem crescendo. De acordo com o médico oftalmologista Renato Neves, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, o acesso facilitado às novas tecnologias vem reforçando uma tendência averiguada nos últimos 15 ou 20 anos. “A miopia entre crianças já vinha aumentando consideravelmente por uma questão de mudança de comportamento de pais e filhos. Não é de hoje que, por questões de segurança e comodidade, as crianças passam a maior parte do tempo brincando dentro de casa. Sendo assim, a televisão e depois o videogame já eram um entretenimento que limitava a visão ao que estava próximo. Nos últimos anos, como ficou mais fácil o acesso a dispositivos eletrônicos (notebooks, tablets e aparelhos celulares inteligentes), o aumento da miopia passou a ser sentido com mais frequência. Mas não só isso! O uso prolongado de tablets e smartphones também tem mostrado aumento na incidência de casos de estrabismo – que consiste no desvio dos olhos e cuja correção pode ser cirúrgica”, diz Neves. Com relação à miopia, o médico explica que a dificuldade de enxergar o que está distante pode impactar significativamente o desempenho escolar de uma criança, já que ela terá dificuldade para acompanhar o que o professor escreve no quadro negro se não estiver nas primeiras fileiras. “Algumas crianças com baixo desempenho escolar, inclusive, que foram diagnosticadas com miopia e passaram a usar óculos, mudaram completamente seu comportamento em relação aos estudos, se mostrando muito mais interessadas”. Diante do aumento da incidência de miopia, Neves recomenda que seja feito um acompanhamento desde cedo com um oftalmologista. “Embora os bebês não possam cooperar, um exame oftalmológico é necessário por volta dos seis meses de idade. Neste caso, a retinoscopia é usada para diagnosticar erros de refração, como hipermetropia, miopia e ambliopia (síndrome do olhinho preguiçoso). Depois, por volta dos três aos cinco anos de idade, a criança já pode ser examinada dentro dos padrões convencionais – que vão confirmar ou não o que já se sabia sobre a visão daquele paciente. A próxima consulta deve acontecer assim que a criança começa o processo de alfabetização, para justamente oferecer tratamento em caso de alguma necessidade apresentada em sala de aula. Depois disso, a cada três anos vale a pena fazer um exame clínico, intensificando as consultas com o oftalmologista no Ensino Médio, quando o preparo para o vestibular pode impactar significativamente a acuidade visual”, explica Neves. O oftalmologista afirma que, nos primeiros anos de vida, a correção da miopia é realizada através de óculos – lembrando que o uso de lentes de grau não impede a progressão do problema, que deve ser reavaliado periodicamente. Quando a criança atinge a adolescência é possível migrar dos óculos para as lentes de contato – embora isto dependa do senso de responsabilidade que a criança tem em relação aos cuidados que as lentes necessitam. Para alguns jovens, os óculos continuam sendo a opção de tratamento mais prática, já que exige baixa manutenção. Ao atingir a idade adulta, depois dos 18 anos, a cirurgia refrativa surge como opção para quem quer se livrar de óculos e lentes de contato. Com uso do laser, a córnea e remodelada para fazer com que a luz seja focada na retina. “A maioria das pessoas com miopia não têm complicações mais graves. Mas cerca de 10% desses pacientes apresentam ‘alta miopia’. Neste caso, eles têm de ser devidamente acompanhados ao longo da vida, porque existe um risco considerável de desenvolverem outras doenças oculares, como glaucoma, catarata, degeneração macular e descolamento da retina”. Para quem está preocupado com o que aumenta as chances de uma criança ter miopia, Renato Neves adverte: “É fundamental brincar ao ar livre, passar um tempo olhando ao longe e recebendo luz natural. Até mesmo crianças que passam muito tempo dentro de casa ou da escola devem ser estimuladas a parar, de vez em quando, e focar objetos distantes. Além disso, os pais devem estar bastante atentos a quantas horas por dia a criança passa lidando com tablets e smartphones. Afinal, para focar o que está bastante próximo, o globo ocular acaba sofrendo uma deformidade para melhor se adaptar e, por consequência, a criança passa a ter mais dificuldade de enxergar ao longe”.   Fonte: Terra 

Robô portátil é criado para auxiliar em testes oftalmológicos

Oferecer testes de visão rápidos e precisos por meio de um equipamento portátil que pode ser levado para áreas remotas e disponibilizado para pessoas que sofrem com a falta de atendimento médico. Esse é o objetivo do Adam Robo, idealizado pelo empreendedor Juliano Santos, fundador da startup curitibana Prevention, que aposta nos conceitos mais avançados de inteligência artificial em um equipamento leve, simples e com custo acessível. O Adam Robo, que passou pelo processo de mentoria do Centro Europeu – Microsoft Innovation Center, consegue identificar necessidades oftalmológicas urgentes colaborando com a prevenção da cegueira evitável. “Milhares de casos de cegueira recorrentes no mundo todo poderiam ser alertados e evitados com um simples teste de visão, entretanto a porcentagem de pessoas que têm acesso a oftalmologistas, principalmente no Brasil, é muito baixa. A proposta do Adam é conscientizar sobre a saúde visual e potencializar o oftalmologista funcionando como uma triagem, já que gera uma anamnese clínica que colabora com a assertividade dos médicos”, afirma Santos. O teste dura cerca de 5 minutos e tem precisão para detectar diversos problemas de visão usuais como miopia, hipermetropia, vista cansada, astigmatismo e daltonismo. O Adam Robo traz escalas de figuras para pessoas não alfabetizadas e optotipo letras para pessoas alfabetizadas. “O teste é rápido e pode ser aplicado em adultos e crianças de todas as faixas etárias. Os resultados são gerados instantaneamente e digitalizados pelo software do Adam por meio de um aplicativo disponível para Android, web e iOS. O Big Data do sistema armazena todo o mapeamento do paciente, com a indicação ou não de doença oftalmológica, idade, sexo, escolaridade e localidade. Todos os dados podem ser acessados por qualquer oftalmologista por meio de um QR Code”, explica. A primeira versão do Adam Robo é fabricada e comercializada em Curitiba, onde já foi testada em Mutirões da Cidadania da Prefeitura que oferecem exames gratuitos para a população. Além disso, novas versões já estão sendo desenvolvidas. “Já estamos trabalhando em novas verões do Adam Robo, que vão permitir, por exemplo, que o teste seja realizado de modo automatizado e por conversação, de maneira muito mais humanizada. Além disso, já estamos trabalhando para que o Adam aponte diretamente as possíveis doenças, potencializando o trabalho dos oftalmologistas”, completa Santos.   Fonte: Revista Apólice

Colírio com nanopartículas pode curar miopia sem cirurgia

Estudos mostram que o excesso de tempo na frente de telas de computadores e smartphones está aumentando os casos de miopia e outros problemas de visão no mundo. Porém, pesquisadores da Universidade de Bar-Ilan, em Tel-Aviv, desenvolveram um colírio com nanopartículas capaz de curar problemas oculares sem precisar de cirurgia ou óculos. Segundo um comunicado do Instituto de Nanotecnologia e Materiais Avançados da universidade, a tecnologia, conhecida como Nano-Drops, modifica o índice de refração da córnea, permitindo corrigir casos de miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia. Para fazer as correções, os pesquisadores usam um laser para carimbar o padrão óptico na córnea do paciente e depois usam o colírio para fixar as mudanças. Diferente da cirurgia a laser tradicional, a tecnologia usada não é invasiva e leva alguns segundos. “No futuro, essa tecnologia pode permitir que os pacientes tenham sua visão corrigida no conforto da sua própria casa. Para conseguir isso, eles abririam um aplicativo em seu smartphone para medir sua visão, conectariam o dispositivo de fonte de laser para carimbar o padrão óptico na correção desejada e depois aplicariam as Nano-Drops para ativar o padrão e fornecer a correção desejada”, afirma o artigo.   Fonte: Olhar Digital 

Junte-se a Abióptica, a mais representativa instituição do setor óptico brasileiro

Principal entidade representativa do setor óptico no Brasil, com mais de 230 empresas associadas e 95% das marcas comercializadas no Brasil
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