As vendas do mercado de varejo no Brasil em setembro desse ano apresentaram queda de 3.9%, no levantamento deflacionado medido pelo Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) de setembro de 2026. Entre os macrossetores, ainda em termos deflacionados, Bens duráveis apresentou recuo de -7,3% e Serviços teve retração de -9,0%. Já o de Bens não duráveis ficou próximo da estabilidade com queda de -0,7%.
“Bens não duráveis exigem reposição em menor tempo que os demais, o que pode indicar retomada no consumo, porém não reflete em crescimento de lucratividade porque são produtos de menor valor unitário”, explica Ambra Nobre Sinkoc, diretora Executiva da Abióptica. Entre os setores, descontada a inflação, Alimentação – Bares e Restaurantes e Supermercados e Hipermercados apresentaram retração de maior peso no índice geral.
O Ecommerce apresenta alta de 5,1%, contra queda de 0,1% no varejo físico. “Há um movimento natural de atrair o consumidor para os canais de vendas, com oferta de preços menores, o que explica essa preferência no consumo”, diz a executiva.
Obs.: O ICVA tem uma série de diferenciais frente a outros indicadores do mercado (dados reais e não pesquisa, maior abrangência territorial e setorial, todos os portes de empresa, pesos reais dos setores, inclusão das vendas de e-commerce, etc.). Vale sempre lembrar que este número não tem relação com a performance da Cielo, já que são eliminados os efeitos de ganhos/perdas de market share e os efeitos de substituição de meios de pagamento.
Fonte: Cielo
Sobre Abióptica
A Abióptica – Associação Brasileira da Indústria Óptica atua desde 1997 como representante do segmento óptico brasileiro. São mais de 250 empresas associadas que respondem por mais de 95% do mercado das marcas comercializadas no país. Um dos principais objetivos da Abióptica é promover a união da indústria e varejo, fortalecendo a defesa dos interesses do consumidor e do setor.













