Abióptica anuncia novas lideranças

Criação de cinco diretorias marca o novo modelo de governança da associação. Nomeação de novo presidente para o Conselho de Administração também simboliza a atual fase da entidade A Associação Brasileira da Indústria Óptica (Abióptica), que anunciou recentemente seu novo modelo de governança, acaba de oficializar a criação de cinco diretorias que visam tornar a entidade ainda mais atuante em áreas importantes para o desenvolvimento do setor óptico. O anúncio das novas frentes de atuação e a nomeação de suas respectivas lideranças foi feito na última quarta-feira (03), durante Assembleia Geral Extraordinária. A partir de agora, Sebástien Picot, da Essilor, estará à frente da Diretoria de Inclusão Visual. Projetos e Eventos terá como diretor Alexandre Capileti da Costa, da CMsatisloh. Já Edy Titelbaum, da Optitex, foi nomeado diretor de Alianças Estratégicas. Eliazer Lopes de Moura, do Grupo Filadélfia, estará no comando da Diretoria de Capacitação. Por fim, Alessandro Zanardo, da Luxóttica, será o diretor de Combate à Pirataria e Ilegalidade. “Compondo uma nova direção, a Abióptica está se atualizando e mostrando sua capacidade de adaptação aos constantes desafios enfrentados pelo mercado óptico brasileiro e unindo forças para ser mais atuante”, comenta Ambra Nobre Sinkoc, que na mesma ocasião foi nomeada Diretora Executiva da associação. Ambra será responsável pela gestão executiva da entidade e apoio às diretorias estratégicas, bem como ao Conselho de Administração. Conselho de Administração sob novo comando – 2019 – 2022 A nova fase da Abióptica também envolve uma importante mudança em seu Conselho de Administração. A presidência, antes a cargo de Edy Titelbaum, foi transferida para Marcelo Kitsuda, CEO da Marchon. Já Edson Mello, Diretor da Mello Optical, foi nomeado vice-presidente do conselho. Segundo Kitsuda, sua atuação terá como premissa promover a união do setor, aproximando os associados, e será pautada na transparência, comunicação, clareza e serenidade. “É uma honra representar alguns dos maiores líderes do setor óptico, Conselheiros de Administração da ABIOPTICA, perante os nossos associados, o setor óptico, o consumidor e a sociedade brasileira e farei isso apoiando os pilares estratégicos que a ABIOPTICA escolheu como prioritários: alianças estratégicas com as entidades do setor óptico e o setor público, inclusão visual para garantir o acesso de todo o brasileiro a necessária correção visual e a valorização e capacitação dos profissionais do setor ótico”, comenta. Sobre a Abióptica Criada há mais de 20 anos, a Associação Brasileira da Indústria Óptica (Abióptica) é a mais representativa instituição do segmento óptico brasileiro, com mais de 80 associados que representam 95% das empresas do setor, entre indústrias, importadores, exportadores, distribuidores e varejo. A entidade visa à promoção de negócios no segmento e à regulamentação do setor óptico nacional. www.abioptica.com.br Informações à Imprensa: Ideias & Efeito Assessoria de Comunicação Thais e Silva – [email protected] Aline Elias – [email protected] Renata Noschesi – [email protected]
Nota de falecimento Miguel Bulgakov

Estimado Óptico, É com grande pesar que recebemos a notícia do falecimento do Miguel Bulgakov. Neste momento de dor e consternação, só nos cabe pedir a Deus que lhe ilumine e lhe dê paz, e que Deus dê conforto à sua família para que possam enfrentar esta imensurável dor com serenidade. Edy Titelbaum Presidente do Conselho de Administração da Abióptica,
Pirataria e ilegalidade no setor óptico geram prejuízo de 9,7 bilhões à economia brasileira

Doenças oculares também estão entre os principais danos causados pelo consumo de produtos ópticos ilegais Segundo levantamento do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP), em 2018 o Brasil teve perdas de R$193 bilhões para o mercado ilegal, um valor 32% superior ao registrado em 2017. Desse total, 9,7 bilhões são do setor óptico, o quinto no ranking dos mais afetados pelo mercado ilegal, atrás apenas de vestuário, cigarros, medicamentos e defensivos agrícolas. A Associação Brasileira da Indústria Óptica (Abióptica) revela que esse valor é quase metade do faturamento do setor, que fechou 2018 em R$ 21,5 bilhões. Quando se trata do setor óptico, o prejuízo causado pela pirataria e a ilegalidade vai muito além do econômico. “Afetam, principalmente, a saúde ocular do consumidor, já que tais itens não oferecem a proteção adequada aos olhos”, comenta Ambra Nobre Sinkoc, diretora executiva da Abióptica. “A falta de informação sobre os danos que esses produtos podem ocasionar à visão e, também, a questão financeira, uma vez que óculos piratas costumam ser mais baratos, são alguns dos fatores que levam as pessoas a recorrem a eles. Porém, o barato pode sair muito caro se levarmos em conta as doenças que o uso frequente desses óculos pode acarretar”, alerta. De todas as categorias do setor óptico, a de óculos de proteção solar ganha destaque no mercado ilegal com um faturamento de R$4,7 bilhões. A oftalmologista Carolina Carneiro explica que o grande perigo de usar óculos de sol falsificado é o fato de ele tirar a proteção natural dos olhos contra o excesso de luz. Quando exposta à claridade, a pupila, entrada natural de luz no olho, se fecha. Esse é um ajuste do organismo para controlar a entrada de luminosidade. “Quando colocamos um filtro escuro na frente do olho, estamos inibindo esse mecanismo. Ele mantém a pupila mais aberta do que o adequado para aquele ambiente, deixando o olho desprotegido. Assim, a luz entra em quantidade maior, ocasionando vários problemas na visão”, explica. “Em um ambiente muito claro, com bastante sol, é melhor não usar óculos do que uma peça falsificada sem proteção para os raios ultravioletas (UV)”, enfatiza a especialista. Ações de combate à pirataria e ilegalidade Com o objetivo de coibir a entrada de produtos ópticos irregulares no Brasil e, consequentemente, a sua comercialização, a Abióptica tem tomado uma série de medidas ao longo dos últimos anos junto à Receita Federal e outros órgãos que defendem a causa. Em 10 anos, operações realizadas em várias cidades do Brasil resultaram na apreensão de 90 milhões de peças. “São ações complexas, uma vez que há várias portas de entrada desses produtos, via contrabando, em território brasileiro. Muitas vezes, as peças vêm com suas partes separadas: hastes vão entram por um local, lentes por outro, armações para um terceiro… tudo isso para tentar driblar a fiscalização”, comenta a diretora executiva da Abióptica. A mais recente iniciativa da associação foi promover um encontro inédito entre empresas e entidades que representam o setor óptico e o Secretário Executivo da Prefeitura de São Paulo, Fábio Lepique, para discutirem medidas que coíbam a prática no município. Estiveram presentes representantes da Associação Brasileira da Indústria Óptica (Abióptica), do Sindicato do Comércio Varejista de Material Óptico, Fotográfico e Cinematográfico no Estado de São Paulo (Sindióptica) e do Sindicato Interestadual da Indústria Óptica de Estado São Paulo (Siniop), além de porta-vozes das empresas Marchon Brasil, Luxottica, Chillibeans, Óticas Carol, Suntech (HB), Optitex e GO Eyewear. Bastante positivo, o primeiro encontro já rendeu ideias de ações que podem, em breve, ser colocadas em prática. “Estou saindo muito otimista e certo que, juntos, teremos forças para combater estas ilegalidades”, comentou Edy Titelbaum, Presidente do Conselho de Administração da Abióptica.
Abióptica lança Expo Óptica Brasil 2020

Entidade reunirá o setor óptico no dia 18 de julho para o lançamento oficial do evento, que ocorrerá de 15 a 18 de abril de 2020 no Expo Center Norte, em São Paulo Empresas ópticas interessadas em participar do maior evento do setor na América Latina terão a primeira oportunidade de garantir seu espaço na planta. No dia 18 de julho, a Associação Brasileira da Indústria Óptica (Abióptica), entidade organizadora da exposição, reunirá empresários e representantes do setor para o lançamento oficial da próxima edição da Expo Óptica Brasil, que já tem data para acontecer: de 15 a 18 de abril de 2020, no pavilhão vermelho do Expo Center Norte, em São Paulo/SP. Nesse dia, será aberta a Fase I de vendas de espaços na planta do evento. “Devido à grande procura por parte das empresas que já querendo reservar o seu espaço, adiantamos a data do lançamento. O sucesso da edição desse ano faz com que o número de pessoas interessadas em participar só aumente”, relata Ambra Nobre Sinkoc, diretora executiva da Abióptica. A Expo Óptica Brasil aumentará sua área em 20% em 2020, pois já tem cadastrados mais de 100 expositores interessados e deve consolidar a o sucesso obtido em 2019. “Teremos certamente um evento mais frequentado e relevante, considerando o aumento do número de expositores interessados para 2020”, comenta a diretora da associação. O evento de lançamento da Expo Óptica Brasil 2020 terá início às 13h na Sala Vila Maria (1º andar) do Centro de Convenções do Expo Center Norte, então São Paulo/SP. Os interessados em participar devem confirmar presença pelo e-mail [email protected]. O estacionamento será gratuito. Quem não puder comparecer terá a chance de acompanhar via web conferência. Sobre a Abióptica Criada há mais de 20 anos, a Associação Brasileira da Indústria Óptica (Abióptica) é a mais representativa instituição do segmento óptico brasileiro, com mais de 80 associados que representam 95% das empresas do setor, entre indústrias, importadores, exportadores, distribuidores e varejo. A entidade visa à promoção de negócios no segmento e à regulamentação do setor óptico nacional. www.abioptica.com.br Informações à Imprensa: Ideias & Efeito Assessoria de Comunicação Thais e Silva – [email protected] Aline Elias – [email protected] Renata Noschesi – [email protected]
Como melhorar o ambiente de negócios

Não se pode ignorar este fator psicológico relevante ao examinar a questão do investimento RUBENS BARBOSA*, O Estado de S.Paulo Sabemos todos que no Brasil são prioridades imediatas e urgentes a volta do crescimento econômico e a queda do desemprego. Os dados do primeiro trimestre, porém, não são encorajadores do ponto de vista do setor privado. O retorno da confiança no governo e o melhor desempenho da economia passam pela aprovação no Congresso de reformas estruturais, em especial a da Previdência Social, que ajudará a estancar a sangria do déficit público, e pela reforma tributária, que reduzirá o custo Brasil para o setor produtivo. Caso sejam aprovadas, o Ministério da Economia poderá liberar medidas para a abertura da economia, para a desburocratização e para a negociação de acordos comerciais com terceiros países para fazer crescer o comércio exterior e incentivar a retomada dos investimentos públicos e privados. Neste contexto, não se pode ignorar também um fator psicológico muito relevante quando se examina a questão do investimento: o ambiente de negócios. Nesse sentido, a credibilidade dos contratos e a segurança jurídica das regras para a correta implementação das transações comerciais e financeiras são elementos que aqui ainda precisam ser aperfeiçoados para a volta sustentável dos investimentos das empresas nacionais e, sobretudo, internacionais. A corrupção e o descumprimento de compromissos assumidos devem ser enfrentados e a força da lei deve prevalecer sobre os interesses de grupos ou corporações. Poderiam ser lembrados aqui vários exemplos, alguns dos quais vieram a público, para tornar concretos os comentários sobre a necessidade de melhoria do ambiente de negócios no Brasil. Por seu volume, importância e visibilidade, poderia ser lembrado o conflito em curso sobre a segunda maior operação comercial que ocorreu no Brasil, envolvendo a aquisição, da ordem de R$ 16 bilhões, de uma empresa brasileira por um grupo internacional – a primeira foi a disputa entre o Grupo Pão de Açúcar e a empresa francesa Casino. Os problemas surgiram nas tratativas de aquisição da empresa de celulose Eldorado, pertencente à J&F, pela Paper Excellence (PE), um dos maiores produtores de celulose do mundo. Segundo se noticiou, depois do acordo de leniência firmado com o Ministério Público por causa de problemas com a Lava Jato, a J&F decidiu vender a Eldorado, que cresceu favorecida por empréstimos do BNDES. A transação correu normalmente na primeira etapa, em 2017. A companhia PE, com sede na Holanda, pagou cerca de R$ 3,8 bilhões por 49% da Eldorado. O contrato previa opção de compra da totalidade da empresa brasileira, mais o passivo de dívidas. Para concluir a operação, a J&F deveria cooperar para a liberação de garantias do Grupo J&F em contratos financeiros da Eldorado até setembro do ano passado, após o que a PE perderia a opção de compra. A PE, percebendo a obstrução da J&F, buscou a Justiça brasileira e acionou o processo de arbitragem. O que ocorreu a partir daí tem implicação com o ambiente de negócios e a segurança jurídica dos contratos, como mencionei anteriormente. Desde a assinatura do contrato, o cenário micro e macroeconômico teve uma forte influência sobre o valor da empresa brasileira: a desvalorização do dólar, o salto do Ebitda (74%) e o aumento significativo do preço da celulose no mercado internacional (41%). Diante disso, a J&F e a Eldorado alteraram seu posicionamento, atuando – segundo a PE – para impedir a conclusão da transação, apesar de todos os recursos para finalizá-la (cerca de R$ 11 bilhões) estarem disponíveis no Brasil. As divergências continuam a ampliar-se com a tentativa de emissão de US$ 500 milhões em bônus da Eldorado, com a oposição da PE e bloqueada pela Justiça. O assunto está hoje submetido à arbitragem na Câmara de Comércio Internacional (ICC, na sigla em inglês), na Áustria e em Cingapura, para dirimir o conflito pelo descumprimento, segundo a visão da PE, de compromissos assumidos pela J&F, e levará ainda algum tempo para ser resolvido. Os recursos alocados para a compra da Eldorado em parte estão imobilizados e novos investimentos foram suspensos. O custo envolvido com advogados, consultores e assessoria de imprensa para oferecer informações ao público em geral passa a representar um ônus adicional para empresas que queiram participar do mercado brasileiro. O Brasil é um grande produtor e exportador de celulose e foi uma estratégia normal da empresa estrangeira decidir investir no País e ampliar seus negócios globais na América do Sul. Casos como este repercutem negativamente na mídia e prejudicam a credibilidade e o ambiente de negócios no Brasil. Hoje, grande parte dos conflitos empresariais, tanto como o que ocorre entre a J&F e a PE quanto em decorrência de problemas societários, é resolvida por arbitragem em razão da maior rapidez para obter uma solução. De qualquer forma, nada se resolve antes de dois a três anos. A demora para obter uma decisão na Justiça ou em cortes nacionais e internacionais de arbitragem contribui para aumentar a insegurança e a desconfiança de potenciais investidores. Assuntos dessa natureza são de interesse do setor privado, mas o governo poder facilitar a rápida resolução dos conflitos por meio de negociações de acordos bilaterais de investimentos. Esses acordos regem disputas entre empresas privadas estrangeiras e os governos e companhias privadas, e representaram uma experiência bem-sucedida nos últimos anos no âmbito da Comunidade Europeia, por exemplo. No final de 2018, o Banco Mundial divulgou um ranking de ambiente de negócios que avalia 190 países. Embora melhorando em relação a 2017, o levantamento coloca o Brasil na 109.ª posição e em último lugar entre os países-membros do Brics. Para alterar este quadro, será necessária uma mudança cultural e de atitude de parte do setor privado, que passa, inclusive, pela lisura no cumprimento do livremente acordado e na relação com o governo. * RUBENS BARBOSA É PRESIDENTE DO INSTITUTO DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS E COMÉRCIO EXTERIOR (IRICE) Fonte: opiniao.estadao.com.br
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