Setor de lentes e óculos se reaquece em 2021

Segmento está vendo recuperação frente a 2020 no Brasil. Embora o País seja tradicional importador de produtos ópticos, há marcas nacionais trabalhando com design brasileiro em busca de abrir exportação, inclusive aos árabes. Thais Sousa [email protected] São Paulo – O setor de óculos e lentes do Brasil vem se recuperando gradualmente neste ano frente aos desafios que viveu no primeiro ano de pandemia. “Houve um impacto significativo com redução de negócios. Os números de 2020 em relação a 2019 reduziram na ordem de 16,5%, recuperados parcialmente em 2021”, afirmou Ambra Nobre Sinkoc, diretora executiva na Associação Brasileira da Indústria Óptica (Abióptica). A recuperação tem sido puxada por óticas independentes, apontou um relatório emitido pela Euromonitor International. A empresa especializada em pesquisas e tendências, avaliou que o período de fechamento do comércio teria impactado principalmente os varejistas de médio porte, de redes com dez a 30 lojas, muitas delas localizadas em centros comerciais. Para a Euromonitor, “o vasto potencial da indústria de óculos brasileira ainda está longe de ser alcançado”. Apesar da melhora no cenário, o agravamento das desigualdades no Brasil, somando à alta inflação, tem afastado consumidores de menor renda do mercado de óculos e lentes. Segundo a pesquisa, a oportunidade da indústria está nos grandes grupos ainda inexplorados de consumidores. Ainda tradicionalmente importador, o Brasil compra produtos ópticos, principalmente de países asiáticos e Europa. Apesar disso, há marcas nacionais trabalhando com itens exclusivos e buscando abrir espaço no exterior. “Existe uma produção nacional muito ligada ao design brasileiro com traços culturais interessantíssimos, principalmente em solares. Por isso, acreditamos que com investimentos nas fábricas brasileiras podemos evoluir muito em exportações deste produto, inclusive para países árabes”, acrescentou Sinkoc. A produção local, inclusive, se tornou mais competitiva durante a pandemia. Players que contam total ou parcialmente com produção local, conseguiram manter um bom armazenamento de insumos para manter a produção contínua. É o caso de Suntech Supplies Ltda, com Hot Buttered, e da Luxottica do Brasil Ltda, com a Ray-Ban, reportou a Euromonitor. Mais lentes Tratando apenas de lentes, a procura cresceu na quarentena. “Houve um aumento na venda de lentes oftálmicas, pois acreditamos que as pessoas ficaram excessivamente conectadas e por isso sentiram necessidade de trocar seus óculos por lentes mais adequadas ou [tiveram] mudança de grau”, acredita Sinkoc. A tese da diretora é corroborada por um levantamento do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). Na pesquisa, sete em cada dez médicos entrevistados afirmaram que houve progressão de miopia em crianças durante a pandemia. A pesquisa, divulgada pela Agência Brasil, falou com 295 médicos e foi realizada em abril e junho deste ano. Dos profissionais ouvidos, 75,6% avaliaram que o uso de diversos dispositivos eletrônicos pode agravar o quadro de miopia.   Fonte: https://anba.com.br/setor-de-lentes-e-oculos-se-reaquece-em-2021/

ZEISS completa 175 anos

Trajetória da marca é pautada por pioneirismo, feitos históricos e descobertas que mudaram o curso da humanidade   Foi com o desenvolvimento do primeiro microscópio simples, em 1846, que nasceu a ZEISS, empresa que, com sua trajetória de inovação contínua, firmou-se como líder global em tecnologia nas áreas de óptica e optoeletrônica aplicadas, entre outros setores, à ciência, à medicina e à indústria. Em 175 anos, completados neste 17 de novembro, são muitos os marcos técnicos que posicionam o nome da empresa na história universal. Sua crescente excelência em microscopia já rendeu a 30 pesquisadores o Prêmio Nobel e permitiu descobertas como a da penicilina, por exemplo. O registro do primeiro pouso do homem na Lua e a criação da litografia EUV, para microchips de alto desempenho, são outras contribuições da alemã à humanidade. De uma pequena oficina mecânica de precisão e óptica em Jena, na Alemanha, o fundador Carl Zeiss (1816-1888) transformou a ZEISS no que é hoje: player de tecnologia líder global em diversas áreas de negócios. Suas descobertas científicas, mais tarde ao lado do físico e matemático Ernst Abbe (1840-1905), impulsionaram a criação de produtos totalmente novos, em diferentes setores, e o rápido crescimento da empresa -que também revolucionou o cálculo e a fabricação de lentes para óculos, lançando sempre novos padrões no segmento. O químico Otto Schott (1851-1935) também foi crucial para a companhia com o aprimoramento do vidro com propriedades ópticas. A divisão de Tecnologia Médica da ZEISS é considerada uma das maiores referências nas áreas de oftalmologia, neurocirurgia, odontologia, ginecologia e oncologia. Assim como a área de Metrologia de Precisão, que mantém os mais exigentes padrões, contribuindo para o sucesso da indústria em inúmeros segmentos, como automotivo, aeroespacial, odontológico, médico e hospitalar. “A ZEISS tem uma história única. Seus muitos marcos tecnológicos atestam suas repetidas e bem-sucedidas tentativas de desafiar os limites do que é física e tecnicamente viável. Esse espírito inovador imbuiu a empresa de um verdadeiro poder de permanência, ao mesmo tempo em que ajuda nossos clientes a também serem bem-sucedidos”, diz o Dr. Karl Lamprecht, presidente e CEO da empresa no mundo. O objetivo de cada inovação ZEISS é beneficiar a sociedade, e as tecnologias ópticas são vitais ao progresso em ciências da vida, medicina, TI, telecomunicações, automotivos, produtos de consumo e muitos outros campos. Por isso existe a longa tradição de investimentos da empresa em pesquisa e desenvolvimento -o correspondente a mais de 10% de sua receita anual (no ano fiscal de 2019/20, o índice chegou a 13%). Confira, abaixo, a evolução da ZEISS ao longo das décadas: Ganhadores do Prêmio Nobel Pelo menos 30 ganhadores do Prêmio Nobel ao longo da história trabalharam com microscópios ZEISS em suas pesquisas, incluindo Robert Koch (1843-1910), o homem que descobriu a tuberculose, e Christiane Nüsslein-Volhard, que conduz pesquisas sobre controle genético no desenvolvimento de embriões. De 1900 em diante, ainda, o oftalmologista sueco Allvar Gullstrand (1862-1930) -Prêmio Nobel em 1911, por seu trabalho em dioptria- trabalhou com Moritz von Rohr (1868-1940), chefe de desenvolvimento da ZEISS. As pesquisas de Gullstrand sobre as características oculares, bem como os instrumentos de medição e exame desenvolvidos junto a von Rohr, culminaram em dois marcos que moldam a oftalmologia até hoje: a primeira lâmpada de fenda e, ao mesmo tempo, a PUNKTAL, primeira lente de precisão para óculos do mundo com imagens de ponto focal, o que proporcionou a visão nítida nos cantos e para o olho em movimento, firmando a marca ZEISS . Planetários e outros feitos Binóculos, telescópios e miras telescópicas da ZEISS são considerados os melhores de sua categoria e os preferidos para uso em situações de baixa iluminação. A empresa já foi premiada, ainda, com três Oscars técnicos em reconhecimento consequente pelo conceito e o design óptico de suas lentes cinematográficas. A ZEISS também já ganhou o Prêmio Alemão do Futuro (Deutscher Zukunftspreis), por sua tecnologia EUV (sistema de iluminação que compreende 15.000 componentes individuais e pesa 1,5 tonelada), no final de 2020, e também foi a primeira empresa a estar em duas das três equipes selecionadas desde que o prêmio foi concedido pela primeira vez, em 1997. Hoje, a multinacional busca uma estratégia de investimento global que inclui projetos internacionais voltados a expansão, modernização e realinhamento de unidades na Alemanha, Europa e Ásia. Investe, ainda, em uma infraestrutura otimizada, em edifícios e instalações de produção de última geração e, especialmente, na aceleração da digitalização e sustentabilidade da empresa. O mais recente investimento foi a inauguração do Centro de Inovação ZEISS em Dublin, Califórnia (EUA). Metrologia Após mais de 20 anos de intenso trabalho de desenvolvimento colaborativo em nível internacional, em 2019 a ZEISS fez parceria com outras empresas e institutos de pesquisa europeus para iniciar a produção em série de uma nova tecnologia de fabricação revolucionária que produziria microchips de alto desempenho: litografia EUV. Foi o EUV que fez da empresa um dos impulsionadores da digitalização. Essa tecnologia permite grandes avanços em miniaturização, desempenho e eficiência energética dos chips e, portanto, dos dispositivos finais digitais e da infraestrutura. Microcirurgia Até hoje, a ZEISS molda a oftalmologia e a microcirurgia por meio de suas tecnologias inovadoras e soluções orientadas para a aplicação. O portfólio de produtos recém-lançado da microcirurgia inclui tecnologias como o ZEISS KINEVO 900, usado para procedimentos cirúrgicos de crânio e coluna. Composto por mais de 100 inovações e 180 patentes, o sistema alia robótica, visualização digital e modernas soluções de assistência. Sobre a ZEISS A ZEISS é uma grande empresa internacional líder em tecnologia do setor de óptica e optoeletrônica. No último ano fiscal, a receita anual gerada pelo Grupo ZEISS totalizou mais de 6,3 bilhões de euros em seus quatro segmentos: Tecnologia de Fabricação de Semicondutores, Qualidade e Pesquisa Industrial, Tecnologia Médica e Mercados de Consumo (status em 30 de setembro de 2020). Para seus clientes, a ZEISS desenvolve, produz e distribui soluções altamente inovadoras em metrologia industrial e garantia de qualidade, soluções em microscopia para pesquisa em ciências da saúde e materiais e soluções em tecnologia

Produtividade na indústria volta ao nível mais baixo desde o início da pandemia

03/12/2021 – ECONOMIA Queda reflete ambiente de incertezas, com falta de insumos e pressão sobre custos de produção. 2021 será o segundo ano consecutivo de recuo do indicador, que deve cair mais de 2%. A produtividade do trabalho na indústria no terceiro trimestre de 2021 retornou ao patamar do segundo trimestre de 2020, momento mais grave para economia da crise causada pela pandemia de Covid-19. O indicador que mede a relação entre o volume produzido e as horas trabalhadas na produção caiu 1,3% em relação ao segundo trimestre do ano, na série livre de efeitos sazonais, mostra o estudo Produtividade na Indústria, da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A pesquisa revela que o volume produzido no terceiro trimestre de 2021 recuou 1,9% em relação ao segundo trimestre deste ano. Já as horas trabalhadas caíram 0,6% na mesma base de comparação. A produtividade está em queda desde o último trimestre de 2020. Na comparação com o terceiro trimestre de 2020, último trimestre de alta do indicador, a perda acumulada chega a 7,6%. As quedas consecutivas refletem o ambiente de elevadas incertezas, prejudicial ao investimento e, consequentemente, à recuperação da produtividade, explica a gerente de política industrial da CNI, Samantha Cunha. No curto prazo, pesam dificuldades como a falta de insumos e a pressão sobre os custos de produção. ▶ Acesse aqui a entrevista com a gerente de política industrial da CNI, Samantha Cunha. De acordo com o estudo, 2021 será o segundo ano consecutivo de recuo da produtividade, que deve cair mais de 2%. A maior queda registrada pelo indicador desde o início da série histórica, em 2000, foi de 2,2%, em 2008, ano marcado pela crise financeira global. Apesar do cenário desafiador para os próximos meses, a perspectiva é de melhora no longo prazo, devido às oportunidades ligadas à digitalização e a transição para uma economia mais sustentável. “A expectativa é de retomada do crescimento da produtividade, puxada por oportunidades de investimentos nas novas tecnologias digitais, na implementação das redes 5G, considerada base para a digitalização, e em tecnologias verdes, que ganham importância diante da crise climática”, afirma Samantha Cunha. Confira aqui a íntrega do estudo Produtividade na Indústria 

Quiosques fortalecem e aumentam o mix dos outlets

Quem se lembra dos primeiros quiosques no setor de shopping centers? O modelo de loja, antes direcionado para cafeterias e lojas de conveniência, viveu uma transformação nos anos 2000, quando passou e ser explorado por marcas. Hoje, essas operações se tornaram muito representativas e estratégicas para os malls de todo o país, inclusive, para os outlets.  De acordo com Walter Borghi, COO da JHSF Malls, como em qualquer shopping novo, este modelo de operação também vem amadurecendo ao longo do tempo e o Catarina Fashion Outlet tem quiosques desde a inauguração, em 2014. No início, eram utilizados com a identidade e o design das marcas. Há cerca de dois anos, o empreendimento iniciou um processo de padronização. “Hoje operamos um padrão e as marcas fazem adaptações. A exceção é apenas para os que são temporários. Essa flexibilização funciona como forma de ‘teste’ para marcas novas. Se o desempenho for bom, essas estruturas também devem migrar para o formato padrão. Isso garante a organização visual e também de arquitetura”, explica.  Borghi avalia que podem acontecer alterações, mas estas resultam do turn over. “Estamos pensando em novos formatos, como, por exemplo, containers, em espaços de menor fluxo de clientes. Temos ainda dez vending machines, algumas bem diferentes, de produtos para pets e até alimentação”, detalha o COO. O Catarina Fashion Outlet, localizado no interior de São Paulo, opera em sua capacidade máxima com 18 quiosques no modelo padrão com marcas como Bacio Di Latte, Havana e O Boticário e 14 com a identidade da empresa para teste como L’Oréal e Brasil Cacau. As áreas dedicadas aos quiosques estão delimitadas e respeitam as regras de circulação e o mix. O Porto Belo Outlet Premium (SC) possui 15 pontos ativos de um total de 17. Segundo Aline Righi, gerente de marketing e merchandising, o mix precisa ser potencializado por meio dessas operações, onde os produtos são ofertados espontaneamente pelos corredores do passeio. “Quiosques possuem a característica de um varejo mais acessível e democrático. O cliente se sente à vontade e os corredores ficam mais interessantes, pois os projetos arquitetônicos chamam atenção de longe.” O I Fashion Outlet Novo Hamburgo e o I Fashion Outlet Santa Catarina operam com este modelo desde a abertura, em 2013 e 2018, respectivamente. “São operações que complementam o mix de nossos empreendimentos. Mais do que pontos de venda, são modelos de negócio mais flexíveis, com aluguel menor do que uma loja física e contratos mais curtos. É uma oportunidade para as novas marcas testarem a aderência de seus produtos”, afirma Roberta Sirota, diretora da Iguatemi Mídia. I Fashion Outlet Novo Hamburgo (RS) tem quiosques da Pandora e Alecrim Presentes As marcas Pandora e New Era estão presentes nesse modelo de negócio no I Fashion Outlet Santa Catarina (SC) As operações são variadas desde snacks, cafés, acessórios e joalherias. “No I Fashion Outlet Novo Hamburgo são quatro quiosques e 88 lojas e, no I Fashion Outlet Santa Catarina, há sete quiosques e mais de 100 marcas”, detalha Roberta. Inaugurado em maio de 2021, o Recife Outlet, localizado na cidade de Moreno (PE), apostou no modelo desde o início, com a proporção de 70 lojas para 12 quiosques. De acordo com Marcos Pacheco, superintendente do empreendimento, esse tipo de operação é estratégica para o mall, por ser formada por serviços de grande giro e, muitas vezes, de interesse da população e com valor que cabe melhor no orçamento do cliente. “Chilli Beans, Tea One, Icare, Banca do Automóvel, Coxinha no Pote são alguns dos que estão presentes no empreendimento, que já foi projetado com as áreas pré-determinadas para operação de quiosques”, conta. Preço Os outlets oferecem descontos o ano inteiro, o que é o principal atrativo. No caso dos quiosques, há produtos promocionais, com uma média de 30% off, mas também fullprice. “Como os estoques são menores, o giro é grande, portanto, em sua maioria, os produtos são novos e de coleções atuais. Os contratos são efetivados com períodos menores se comparado às lojas”, afirma Aline. No Porto Belo Outlet Premium, por exemplo, o período é de 12 meses, tempo mínimo para que as marcas possam testar os produtos e os clientes.    Borghi, da JHSF, diz que o Catarina Fashion Outlet é criterioso com precificação, seja em lojas ou quiosques, que devem oferecer descontos o ano inteiro. “Auditamos e checamos, porque garantir a oferta é fundamental. A única exceção são as vending machines focadas em serviços”, explica.   O superintendente do Recife Outlet, Pacheco, explica que o mall também segue esse padrão onde as operações de alimentação e serviços não entram na política de descontos. “Nos outlets da Iguatemi, todos os lojistas seguem a política de descontos de até 70% durante o ano todo”, reforça Roberta. Demanda Container Bebidas entra na categoria quiosque e está alocada em uma área especial no estacionamento do Porto Belo Outlet Premium (SC)   A alta procura por esse modelo de negócio no Porto Belo Outlet Premium (SC) fez com que o empreendimento criasse novos pontos, como a operação Container Bebidas, que pelo tamanho da estrutura de quiosque foi alocada para um ponto nobre do estacionamento. “Já tivemos outras operações em estacionamento também como os trucks de decoração e alimentação. No entanto, em projeto, temos mais seis pontos para disponibilizar, com a chegada da expansão”, explica Pacheco. Os tamanhos são variados. No Porto Belo, há projetos desde carrinhos gourmet de apenas 2,5 m2 até quiosques de café com 24 m2, que sempre fazem muito sucesso entre o público assim como os específicos ou de presentes rápidos.  O superintendente do Recife Outlet ressalta que, mesmo estando ainda nos primeiros meses de operação, existe a intenção de aumentar o número de quiosques. “Vamos sentindo os movimentos de mercado, os clientes e os lojistas”, sinaliza.  O Catarina Outlet Premium está em fase acelerada da obra de expansão, prevista para finalizar em novembro de 2022 quando terá mais 22 mil m2 de ABL, onde já estão previstos novos espaços para quiosques. Segundo Borghi, os quiosques são estratégicos, pois garantem a entrada de novas marcas, funcionam

Nível de serviço, o diferencial para o Mercado Ótico – CRM e S&OP as ferramentas que fazem toda a diferença para um eficiente Ominichannel!

  Autor Thiago Benador – Instagram @thiagobenador e linkedin Thiago Benador O mercado ótico brasileiro está em transformação, os players que competem nesse mercado precisam começar a buscar novas metodologias e soluções para seus negócios, o mundo globalizado e o acesso a tudo na palma das mãos, com grandes variedades de modelos, de preços, de públicos, tendo a concentração da produção desse mercado em poucos pólos como China e Itália, deixam os lead times de atendimento desafiadores, fazem com que o segredo do sucesso e destaque estejam relacionados a uma boa estratégia de vendas e canais, um bom planejamento de demanda – S&OP se faz extremamente necessário, o estoque precisa ser saudável, precisa elevar o seu nível de serviço, e a sua dedicação precisa estar com foco total no atendimento e na prestação de serviço a seu cliente. O conhecimento total da cadeia de supply chain se faz necessário para o sucesso de quem compete no Brasil, e quando isso é somado a tecnologia da informação e integração de toda a cadeia através das ferramentas de TI e BI, você se torna mais rápido e preparado para a tomada de decisão.   Contextualizando o Tema A qualidade do seu plano estratégico, definição clara e objetiva do canais de vendas, com marcas e força de representação das suas marcas alinhadas a estratégia de cobertura de pedidos e nível de serviço que quer para seus clientes, farão com que possa desenhar um S&OP – um plano de demanda e abastecimento acurado, que garantirá um estoque alinhado e saudável. Para esse mercado onde a produção das grandes marcas está centralizadas praticamente toda na China e Itália, se torna importantíssimo conhecer o supply chain completo desde os lead times de suprimentos do seu fabricante, passando por todos os canais que possam existir até a chegada ao seu estoque, isso vai ser importantíssimo para um adequado cálculo de estoque de segurança para seu nível de serviço, contrapondo e mitigando riscos a sua operação, para uma possível obsolescência ou baixo giro do seu estoque. Num mercado nacional restrito a poucos players e uma grande guerra de preços, contando com uma pirataria elevada, o diferencial competitivo gerador de lucro para um distribuidor do setor está na gestão perfeita do seu estoque, como planeja seu abastecimento, os modais logísticos que define, o gerenciamento preciso de seu estoque de segurança, sua gestão de mostruários em poder de terceiros, acompanhamento de níveis de obsolescência com foco total em giro de estoque. Suporte de ferramentas de gerenciamento de estoque como um bom ERP, bem parametrizado, uso de WMS e coletor de dados, rotinas de inventários cíclicos, curva ABC bem implementada para ganho de produtividade e gestão visual com KPIs bem definidos ajudam e muito a reduzir baixas e melhorar a acuracidade de inventários que impactam diretamente em provisões e baixas nos lucros operacionais, garantindo um resultado e um fluxo de caixa adequado que te permitirão competir ainda mais em preços (se necessário for) ou simplesmente melhorar a margem dos acionistas. Cuide do processos, cuide do clientes, ouça o cliente, segmente seus clientes para dar níveis de serviços diferenciados, crie mecanismos menos burocráticos, atenção a logística reversa, que para esse mercado faz toda a diferença, dê valor ao nível e satisfação do seu cliente, crie canais múltiplos de atendimento e esteja perto do balcão de vendas, integre as ferramentas, use a era da tecnologia a seu favor, integrando todo o supply chain, seu fornecedor/fabricante, seus parceiros logísticos nacionais e internacionais, dashboards com business inteligence, informações nos Ipads e celulares, busque chegar a integrar as vendas dos seus clientes chave, reposições automáticas, seja criativo e dinâmico. Integre suas áreas internas, compartilhe a gestão, monitores os KPI e responsabilidades, e acima de tudo esteja pronto para entrar forte na competição, pois com tudo isso em produção, o céu será o limite para você.   GESTÃO E CONTROLE DE ESTOQUE, o nível de cobertura imediato para entrega do primeiro pedido e o tempo de atendimento, farão a diferença nesse mercado para nível de serviço.   A gestão e o controle dos estoques são muito importantes para uma empresa, seja ela grande, média ou pequena, nacional ou multinacional, seja uma fábrica, um distribuidor ou até mesmo uma loja no varejo, é através dessa gestão que a empresa se torna capaz de prever o quanto será necessário comprar, armazenar, que espaço vai precisar para acondicionar, investimento a ser feito, desembolso, fluxo de pagamentos e caixa, risco financeiro e atrasos de entrega, nível de serviço que pretende entregar a seus clientes, tempo, prazo, % de atendimento na primeira entrega, provisões para um próximo pedido, embarques do mês, para uma determinada sazonalidade, para o ano, para um plano estratégico de 5 anos, enfim são muitas as informações, benefícios e melhorias operacionais de impactos múltiplos na logística, na satisfação do cliente, no nível de serviço, na contabilidade e no resultado operacional da empresa que a gestão eficiente e eficaz de um estoque pode trazer a uma empresa.   Compartilho alguns indicadores de gestão e controle de estoques importantes para a gestão: Cobertura de estoque Índica de faltas de materiais Distribuição de giro Índice de indisponibilidade Índice de obsolescência Nível médio de estoque Custo de estoque Análises por famílias O estoque de segurança se torna fundamental, itens com lead time de produção longo, que dependem de importação, passam pela alfandega brasileira, trazem riscos de variações e incertezas das demandas, por não terem grande visibilidades da área comercial, trazem ao planejamento de desafios muito grades para uma boa e saudável cobertura de estoque O estoque de segurança tem por objetivo garantir o abastecimento de um item contra incerteza de em seu consumo. Para cada item, portanto, o estoque de segurança será tanto maior quanto maiores forem as incertezas sobre o seu consumo. Por isso conhecer bem o seu produto, suas marcas, seu giro, seu mercado, seus fornecedores, sua logística ponta a ponta, cruzar passado e futuro e históricos e indicadores gerais são importantíssimos para definir a sua forma e premissa de cálculo

Qual lente de contato é melhor para treinar e que cuidados ter com ela?

Quem tem problemas de visão como miopia e astigmatismo sabe que é arriscado usar óculos ao fazer esportes de contato ou com bola (lutas, futebol, basquete, vôlei etc.). Ao sofrer uma queda, levar um golpe ou uma bolada, os óculos podem machucar o seu rosto e os seus olhos. Por isso, para quem pratica esse tipo de modalidade e precisa de lentes corretivas, o mais indicado é usar lentes de contato. Elas garantem não só que você enxergue bem durante o exercício, como também proporcionam conforto, segurança e até uma melhor visão do que os óculos —explicamos melhor esse benefício mais abaixo. Mas fazer atividades físicas com lentes de contato exige atenção, principalmente para não infectar os olhos. A seguir, tiramos dúvidas comuns de quem treina com lentes e mostramos cuidados importantes que você precisa ter. Qual a melhor lente de contato para a prática esportiva? Não há uma lente específica para o esporte. Mas as lentes gelatinosas de uso único costumam ser as mais recomendadas para quem vai utilizar o produto apenas para fazer exercícios, por serem consideradas mais seguras (têm menor risco de contaminação) e práticas. Segundo os especialistas ouvidos por VivaBem, ao usar a lente diária para treinar a pessoa não precisa se preocupar, por exemplo, com o estojo e a solução de limpeza. Você retira o produto da embalagem, coloca-o no olho, faz seu exercício e depois o tira e joga fora. Claro que o tipo de lente a ser utilizado por cada pessoa é uma questão bem individual —se você usa a lente o dia todo e vários dias da semana, por exemplo, a de uso mensal pode ser mais vantajosa. O tipo deve ser decidido com a ajuda do oftalmologista, após realização de exame oftalmológico e avaliação dos hábitos da pessoa. Quais são os principais cuidados que você deve ter? Lave bem as mãos Os cuidados com as lentes de contato no treino são os mesmos que devem ser tomados no dia a dia. O principal deles é higienizar bem as mãos com água e sabão e enxugá-las em papel absorvente ao colocar e retirar as lentes de contato. A higiene das mãos é essencial para minimizar risco de contaminação das lentes, o que pode causar complicações oculares. Não esfregue o olho se cair suor ou sujeira O risco aqui vai além de você perder as lentes. Mesmo que pareçam limpas, suas mãos estão cheias de germes. Aí, ao esfregar os olhos, você pode levar micro-organismos para dentro deles, contaminando a região e também as lentes de contato. Além disso, o atrito das mãos com os olhos pode ocasionar lesões oculares. Se suor ou sujeira estiverem irritando seus olhos durante um treino, o certo é parar a atividade, lavar as mãos e retirar as lentes para fazer uma higienização —ou até mesmo realizar a troca delas. Caso isso não seja possível, outra opção é usar colírios lubrificantes ou lágrimas artificiais para lavar os olhos, com ou sem lentes de contato. Se depois do treino você tirar as lentes e o desconforto persistir, é recomendado procurar um médico oftalmologista. Tire-as antes do banho Seja no vestiário da academia, seja na sua casa, a recomendação é sempre tirar a lente antes de entrar no chuveiro. A água pode ter impurezas, sabão ou estar contaminada com bactérias, vírus, fungos, que podem ser absorvidos pelas lentes e ficar em contato prolongado com seus olhos, provocando irritação ou até mesmo problemas como conjuntivite, úlceras e outras condições que podem levar à cegueira. Armazene corretamente Se você usa as lentes de contato de uso prolongado (mensal), é essencial higienizá-las e armazená-las corretamente após o uso —utilizando sempre solução de desinfecção multipropósito e estojo apropriados. Também é importante descartar as lentes no prazo indicado pelo fabricante e trocar o estojo a cada três meses. Esses cuidados reduzem o risco de infecções por fungos e bactérias. Dicas práticas ao usar lentes de contato para treinar: Se onde você pratica esportes não há um banheiro adequado para fazer a higienização das mãos, coloque as lentes em casa (ou no trabalho), antes de sair para treinar; Tenha sempre um par extra de lentes de contato, para trocar ou repor o acessório, se necessário; Tenha sempre um colírio lubrificante ou lágrima artificial prescrita pelo oftalmologista; Sempre que possível, use óculos de sol para fazer exercícios ao ar livre; Nunca retire as lentes de contato com a mãos sujas; Posso fazer esportes aquáticos com lente de contato? Não. Água e lentes de contato não combinam. A água de mar, lagos, rios ou piscinas pode conter micro-organismos que contaminam as lentes e podem provocar graves infecções oculares, além de irritações e alergias. Lentes de contato rígidas não devem ser usadas sem óculos de proteção, pois saem dos olhos ao abri-los dentro d’água. Os esportes aquáticos devem ser praticados com o uso de óculos adequados à modalidade, que podem ter lentes corretivas. Quando o uso das lentes for inevitável, o atleta deve consultar um médico oftalmologista, que irá avaliar a possibilidade de utilizar lentes gelatinosas de uso único. Elas devem ser retiradas e descartadas imediatamente após a prática esportiva na água. Se necessário, uma nova lente pode ser colocada a partir de 30 minutos da retirada. Essas ações diminuem o risco de contaminação por vírus, bactérias e protozoários. Melhor visão Segundo os especialistas ouvidos por VivaBem, uma das vantagens das lentes de contato em relação aos óculos é que, como a correção do grau é feita diretamente sobre os olhos, o campo de visão é similar ao mesmo de um olho que não tem grau, garantindo uma melhor visão periférica —o que, em alguns esportes, pode contribuir para um melhor desempenho. Os oftalmologistas explicam que as armações dos óculos são o principal obstáculo que diminuem o campo de visão de um atleta. Com o uso das lentes de contato, o campo visual pode ser ampliado em até 15% —em comparação com o uso de armações. Outro ponto positivo é que as lentes de contato proporcionam ao esportista mais liberdade de movimento, mais estabilidade visual mesmo com a constante movimentação ocular e menos distorções

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