Aumento do rombo no Orçamento deixa contas no vermelho até 2020

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Após uma semana de embates com a ala política do governo, a equipe econômica anunciou nesta terça (15) aumento no rombo das contas federais neste e nos próximos três anos. O governo também avisou que a virada esperada para 2020, quando prometia que os números voltariam ao azul, não vai mais acontecer. Os resultados ainda poderão ser piores se o governo não conseguir aprovar no Congresso uma série de medidas de aumento de receitas e corte de gastos com servidores anunciadas nesta terça. Com a revisão das metas fiscais, que previam deficit de R$ 139 bilhões neste ano e R$ 129 bilhões no próximo, o governo agora prevê um rombo de R$ 159 bilhões nos dois anos. Para 2019, a previsão de deficit passou de R$ 65 bilhões para R$ 139 bilhões. O governo esperava superavit de R$ 10 bilhões em 2020 e agora prevê deficit de R$ 65 bilhões. O aumento do deficit permitirá ao governo, que encontra dificuldades para aumentar suas receitas, libere gastos congelados e evite a paralisação de serviços públicos. Para financiar as despesas, será necessário tomar recursos emprestados, o que fará aumentar a dívida pública. O governo informou ainda que sua projeção para o crescimento da economia brasileira no próximo ano caiu de 2,5% para 2%, outro fator que contribuirá para reduzir as receitas. Para este ano, a projeção oficial continua em 0,5%. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, atribuiu a necessidade da revisão das metas à frustração de receitas, em parte por causa da queda da inflação nos últimos meses. “É uma boa notícia para o país e para a atividade econômica, mas muda a expectativa de arrecadação”, disse. O último ano em que o governo federal arrecadou mais do que gastou foi 2013. Meirelles afirmou que, por causa da frustração de receitas em 2018 e de ajustes no Fies, o programa de financiamento estudantil, haverá um rombo adicional de R$ 44,5 bilhões no próximo ano. Para cobrir esse buraco, além do aumento do deficit em R$ 30 bilhões, são esperados R$ 6 bilhões em receitas com a mudança na tributação de fundos de investimento fechados, que vão seguir as regras dos fundos abertos ao público em geral. Com isso, haverá antecipação de receitas. A alíquota atual cobrada dos fundos varia entre 15% a 22% e não muda. Além disso, o limite de isenção sobre o faturamento do Reintegra (programa de incentivo à exportação), que seria elevado de 2% para 3% em 2018, foi cancelado, o que gerará mais R$ 2,6 bilhões. O ganho de receita com a reoneração da folha de pagamento é estimado em mais R$ 4 bilhões. A medida enfrenta oposição no Congresso. Por fim, a alíquota da contribuição previdenciária dos servidores sobre a parcela do salário acima de R$ 5.531,31 passa de 11% para 14% (R$ 1,9 bilhão em arrecadação). Além disso, haverá reestruturação no funcionalismo público. O governo anunciou corte de 60 mil cargos que estavam vagos. O reajuste dos servidores civis foi adiado para janeiro de 2019, o que evitará gastos de R$ 5,1 bilhões. O governo reviu também benefícios, como auxílio moradia, e travou o teto salarial dos futuros novos servidores em R$ 5.000. Segundo Meirelles, essas medidas devem ser aprovadas pelo Congresso. CONTROVÉRSIAS Houve divergências até sobre a data do anúncio, que acabou sendo antecipado pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo no Congresso. Minutos depois, Meirelles e o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, oficializaram os números. No início da semana passada, o presidente Michel Temer permitiu que deputados e senadores da base aliada participassem das discussões sobre o deficit. Esse grupo tentou ampliar as metas para mais de R$ 170 bilhões como forma de liberar recursos para emendas parlamentares. Na avaliação de Meirelles, esse cenário seria mal interpretado pelo mercado, que não aceitaria uma revisão para acomodação de gastos. Fonte: Folhapress

Congresso discute retomar financiamento empresarial

Parlamentares avaliam nos bastidores aprovação de PEC que restabelece doações de pessoas jurídicas caso emperre a criação do fundo público de R$ 3,6 bilhões BRASÍLIA – A resistência à criação de um fundo eleitoral com R$ 3,6 bilhões, abastecido com recursos públicos, e a indefinição das fontes orçamentárias para custeá-lo reacenderam no Congresso o debate sobre a volta do financiamento de campanhas por empresas. Deputados e senadores favoráveis à doação empresarial discutem nos bastidores a retomada dessa modalidade como alternativa ao financiamento público, caso emperre a aprovação do fundo eleitoral. O plenário da Câmara vota nesta quarta-feira, 16, a proposta que cria a reserva pública bilionária para campanhas. Um dos entraves é o controle sobre a distribuição dos recursos e como o governo vai cobrir as novas despesas. Os deputados não aceitam abrir mão de cerca de R$ 3,07 bilhões em emendas de bancada, uma das possibilidades previstas na Lei de Diretrizes Orçamentárias. Em 2015, o Supremo Tribunal Federal declarou inconstitucional as doações realizadas por pessoas jurídicas para candidatos e partidos e, nas eleições de 2016, apenas pessoas físicas puderam fazer aportes em campanhas. A regra será mantida para o ano que vem caso o Congresso não modifique a tempo a Constituição Federal – o prazo é até o fim de setembro. O presidente do Senado, Eunicio Oliveira (PMDB-CE) Foto: Dida Sampaio/Estadão Na semana passada, os senadores Armando Monteiro (PTB-PE), Renan Calheiros (PMDB-AL) e Fernando Collor de Mello (PTC-AL) defenderam a volta do financiamento por empresas durante um jantar oferecido pelo presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), na residência oficial. Segundo parlamentares presentes, a ideia não foi bem recebida por causa das revelações da Operação Lava Jato relacionadas à prática de caixa 2 e também colocou em suspeita a legalidade das doações declaradas à Justiça Eleitoral. Deputados dizem ter receio da repercussão ao apresentar a proposta. “Costumam dizer que não tem sentido trazer o financiamento empresarial por causa das mazelas expostas pela Lava Jato. Eu acho o contrário. Se tiver financiamento com regras muito claras e rígidas, com limites individuais, podemos fazer algo compatível com o modelo adotado no Brasil”, disse Armando Monteiro ao Estado. “Não faz sentido em um momento de crise você sobrecarregar o financiamento público.” Ele afirmou que está pesquisando as maneiras como o financiamento por empresas pode ser incluído na reforma política para aplicação em 2018, embora admita que o prazo é curto. Um dos caminhos mais rápidos para retomar as doações empresariais seria a aprovação, pelo Senado, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 113A/2015. O texto originado na Câmara foi relatado pelo atual presidente, Rodrigo Maia (DEM-RJ), quando a Casa era comandada pelo deputado cassado Eduardo Cunha, condenado e preso na Lava Jato. Em maio, a PEC passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e está pronta para deliberação do plenário. Questionado nesta terça-feira, Eunício disse que não se recordava da PEC. A proposta abre a possibilidade de os partidos voltarem a arrecadar de empresas, embora mantenha a vedação aos candidatos. A norma diz que os limites de arrecadação devem ser estabelecidos por meio de lei, sem determinar o teto. O senador Aécio Neves (MG), presidente licenciado do PSDB, disse que a retomada seria “um dos caminhos” alternativos ao fundo, mas que deve ser questionado no Supremo e duvidou que “haja tempo hábil para que isso se construa”. “Vai esbarrar no Supremo.” Porcentual. Diante da repercussão negativa entre a população, um grupo de deputados da base aliada e da oposição negocia a aprovação de uma emenda para reduzir o valor do fundo eleitoral de R$ 3,6 bilhões e para torná-lo temporário. A ideia é diminuir o fundo para o equivalente a 0,25% da Receita Corrente Líquida da União (RCLU) e restringi-lo às eleições de 2018 e 2020. A partir do pleito de 2022, a articulação é para a retomada do financiamento empresarial. Pelo texto da reforma política aprovado na comissão especial da Câmara, o fundo será permanente e equivalente a 0,5% da RCLU. Maia é simpático à ideia. “Parece interessante”, afirmou. Embora já tenha defendido publicamente o retorno do financiamento empresarial, o presidente da Câmara disse não participar da articulação de bastidores para aprovar uma permissão para doação empresarial.

Doença na córnea aumenta riscos no trânsito, diz pesquisa

Pesquisa aponta que 1 em cada 5 jovem com ceratocone tem dificuldade para dirigir e quais terapias fazem maior diferença Relatório do seguro obrigatório DPVAT que indeniza quem sofre acidente de trânsito mostra que das 192.187 vítimas nos seis primeiros meses deste ano, 49% ou 94.167 eram jovens de 19 a 34 anos, sendo que neste grupo 58% eram motoristas. Pesquisa realizada pelo oftalmologista Leôncio Queiroz Neto do Instituto Penido Burnier, perito em medicina do trânsito e membro da ABRAMET (Associação Brasileira de Medicina do Tráfego) mostra que o ceratocone, doença ocular que altera a curvatura da córnea e geralmente aparece na adolescência é um dos fatores que mais contribui com o alto índice de acidentes de transito com jovens. Só para se ter uma ideia, 1 em cada 5 dos 315 participantes no levantamento afirmaram que o ceratocone dificulta a direção, 1 em cada 8 não consegue dirigir à noite e o mesmo índice não consegue dirigir. O médico explica que isso acontece porque a alteração na curvatura da córnea torna os reflexos mais lentos por desfocar as imagens tanto para longe como para perto, dificulta a leitura das placas de sinalização, aumenta, a fadiga visual, a aversão à luz, o ofuscamento pelos faróis contra e a visão de halos noturnos. O ceratocone, ressalta, atinge 100 mil brasileiros e responde por 7 em cada 10 transplantes de córnea no país.. Trata-se portanto de um grave problema de saúde pública, uma vez que a visão responde por 80% de nossa integração com o meio ambiente. “No início da doença os óculos oferecem boa correção visual, mas a pesquisa mostra que 61% dos participantes só conseguem enxergar bem com lente de contato. As rígidas são usadas por 74% deste grupo porque aplanam a córnea e proporcionam melhor correção visual”, afirma Melhora da visão A pesquisa mostra que nem todas as terapias disponíveis para tratar o ceratocone foram utilizadas pelos participantes. Das que foram utilizadas o crosslink ainda é temido por 12% do grupo. Queiroz Neto explica que a terapia associa riboflavina (vitamina B2) com radiação ultravioleta para aumentar a resistência da córnea em até 3 vezes e estacionar a progressão do ceratocone. O risco de passar pelo procedimento é menor do que não passar quando o paciente tem indicação, afirma. A doença estacionou em 88% dos que fizeram crosslink e 45% também tiveram melhora da visão. Outra técnica para evitar o transplante de córnea utilizada nos participantes da pesquisa foi o implante de anel intracorneano que aplana a curvatura da córnea. Para 74% este implante melhorou a visão além de permitir melhor adaptação da lente de contato. Outros 20% não passaram pelo procedimento por ter medo de complicações apesar do procedimento ser reversível. O transplante de córnea só foi realizado por 12% dos participantes da pesquisa e apesar da cirurgia ter sido feita pelo método convencional 70% afirmaram ter grande melhora da visão e 32% uma pequena melhora. Queiroz Neto ressalta que hoje o transplante pode ser feto com o laser de femtosegundo que torna o procedimento mais preciso ou ainda pela técnica DALK em que a camada interna da córnea, endotélio, é preservada, reduzindo assim ao risco de rejeição. i O maior problema conclui, continua sendo a falta de informação e o acesso cada vez menor da população aos tratamentos de ponta para que tenhamos uma grande redução no número de acidentes. Fonte: http://www.wscom.com.br/noticias/saude/doenca+na+cornea+aumenta+riscos+no+transito+diz+pesquisa-219769

Óculos de lentes amarelas estão com tudo. Mas podem ser usados no sol?

Óculos de lentes amarelas são o acessório da vez. Gigi e Bella Hadid, Julia Faria, Camila Coutinho e Kylie Jenner são algumas das responsáveis por transformá-lo em peça-desejo. O selo fashion dado a eles, porém, esconde um alerta importante: não devem ser usados no sol! “A lente amarela, na prática, dilata a pupila e amplia a luminosidade que chega aos olhos. Por isso, só deve ser usada em ambientes com pouca luz e neblina”, alerta Felipe Ventura, diretor das Óticas Ventura, de São Paulo. Afinal, o objetivo dos óculos de sol é justamente filtrar os raios solares e não expandi-los. Como usar sem riscos Para quem faz questão de embarcar nessa moda ao ar livre, o especialista dá algumas dicas: restringir o uso ao início da manhã, fim de tarde — quando a luz do sol ainda é fraca — e ambientes escuros ou então optar pelas lentes amarelas espelhadas. “Quando mais claro for o tom, mais prejudicial ele será. Como os espelhados recebem tanto o pigmento amarelado, quanto a película refletora, acabam sendo mais escuros, puxados para o âmbar. Por isso, viram exceção e estão liberados”, acrescenta Felipe. Lentes dessa tonalidade, mesmo que não sejam espelhadas, são as mais indicadas. Ter proteção UV é fundamental Qualquer tipo de óculos deve vir acompanhado, na hora da compra, do certificado de proteção ultravioleta. Esse tratamento barra a radiação UV do sol e das luzes artificiais. “Muita gente relaciona essa proteção às lentes mais escuras, mas a verdade é que ela pode e deve estar presente em todas, inclusive nas transparentes”, explica Felipe. A radiação pode causar danos bem sérios. “Câncer de pálpebra, melanoma, manchas escuras, irritação, alteração na retina e até catarata a longo prazo”, enumera o oftalmologista Luiz Carlos Portes, membro da Sociedade Brasileira de Oftalmologia. Atenção na hora da compra Os modelos coloridos vendidos em lojas especializadas são tingidos com resina e processos químicos adequados para não descascarem ou desbotarem com o uso ou mudança de temperatura. Já os de camelô recebem apenas um adesivo ou plástico colorido, deixando os olhos completamente expostos aos raios solares. Fuja deles! Cada cor tem sua função Na onda dos óculos coloridos, lentes verdes, azuis e vermelhas também têm seu lugar. Verdes: Dão conforto aos olhos e não alteram as cores externas. Azuis: Filtram a luz azulada nociva à visão — emitida por telas de computador e celular –, e ainda diminuem o cansaço visual ao fim do dia. “Além de fashion, são protetoras”, diz Felipe. Vermelhas: Não fazem boa difusão da luz e, por isso, podem gerar desconforto a vistas sensíveis. Os oftalmologistas desaconselham o uso em ambientes ensolarados. Fonte: https://estilo.uol.com.br/moda/noticias/redacao/2017/08/14/o-outro-lado-da-moda-oculos-de-lente-amarela-podem-ser-usados-no-sol.htm

Os perigos das lentes de contato cosméticas

Quem quer variar a cor dos olhos encontra mais de um milhão de ofertas nos resultados de busca da Internet. Mas ficar com os olhos claros pode significar risco de cegueira. Esse foi o caso de um adolescente da cidade de Marília, interior de São Paulo, que perdeu a visão do olho esquerdo depois de dormir com lentes coloridas. Um estudo conduzido pelo Instituto Penido Burnier mostra que 2 em cada 10 brasileiros que usam lente de contato têm complicações na córnea. O uso prolongado responde por 45% das lesões, 35% por alergias e 20% por manutenção incorreta. As complicações oculares atingem mais em quem compra lentes em farmácias ou óticas sem prescrição médica. Isso porque, para evitar ferimentos na córnea, é necessário analisar a curvatura e relevo da córnea, avaliar o filme lacrimal, fazer exames de refração e fundo de olho, além de utilizar lentes para teste. Significa que nem toda pessoa pode usar lentes de contato. Quem tem baixa produção lacrimal ou doenças alérgicas pode não ter uma boa adaptação, exemplifica. O problema é que, por serem gelatinosas, as lentes cosméticas dificilmente provocam desconforto. Isso faz muitos adolescentes acreditarem que é possível dormir com elas. Mesmo as indicadas para uso noturno, as lentes devem ser retiradas dos olhos antes de dormir porque à noite a produção da lágrima é menor. Dormir com lentes de contato ou usar além do tempo prescrito reduz a oxigenação da córnea. Isso aumenta em até dez vezes a chance de contrair contaminação da por bactérias que podem levar à ulcera corneana e, consequentemente, à cegueira. Outro erro comum é lavar a lente e o estojo com soro fisiológico, ao invés de usar as soluções multiuso indicadas para a boa higienização. Isso porque, comenta, o soro fisiológico não contém conservantes e por isso se torna um campo fértil para a proliferação de bactérias e fungos. As principais recomendações para quem quer trocar a cor dos olhos ou substituir os óculos de grau por lentes, são: Fonte: Dr. Leôncio Queiroz Neto, oftalmologista. Foto: reprodução.

Demanda por óculos aquece mercado de óticas no Brasil

O modelo de franquias deslanchou e o faturamento do setor cresceu mais de 10%. Lojas populares lançadas em todo o país facilitam o acesso de pessoas de baixa renda às lentes corretivas. A noticia saiu no Jornal da Band, mostrando a retomada do crescimento do setor óptico no Brasil. Assista a matéria completa pelo link: http://noticias.band.uol.com.br/jornaldaband/videos/ultimos-videos/16290004/demanda-por-oculos-aquece-mercado-de-oticas-no-brasil.html

A boa surpresa do emprego

A sequência de quatro meses de geração líquida de empregos reforça a percepção de retomada, embora ainda lenta, de atividade em vários setores empresariais O Estado de S.Paulo 11 Agosto 2017 | 03h09 O setor privado foi a grande fonte de criação de vagas com carteira em julho, quando 35.900 postos foram adicionados ao estoque de emprego. O resultado foi uma surpresa, porque analistas consultados pela imprensa vinham prevendo até uma retração temporária nas contratações. Com esse avanço, a geração líquida de empregos – diferença entre admissões e demissões – aumentou por quatro meses consecutivos. Essa sequência reforça a percepção de uma retomada, embora ainda lenta, de atividade em vários setores empresariais. A desocupação permanece muito alta, com mais de 13 milhões de pessoas em busca de trabalho, mas a melhora no segmento formal é um sinal sem dúvida alentador, especialmente porque o desemprego demora a cair quando a economia sai de uma recessão – no caso, a mais severa da história republicana. Dois detalhes do quadro apresentado pelo Ministério do Trabalho, nesta semana, são particularmente animadores. O primeiro é a amplitude do movimento. O saldo de contratações foi positivo em cinco dos oito grandes setores cobertos pela pesquisa mensal. Durante algum tempo, a criação de vagas foi liderada, com folga, pela agropecuária – um reflexo do crescimento de várias lavouras. Em julho, o saldo de empregos foi positivo na indústria de transformação, no comércio, nos serviços, na agropecuária e na construção civil. O segundo ponto especialmente estimulante, nesse quadro, é a liderança da indústria de transformação, com abertura líquida de 12.594 postos. Os empregos industriais normalmente oferecem as melhores condições de contratação, pela segurança, pelos salários diretos e pelos benefícios complementares. Além disso, os postos criados se incluem, quase sempre, entre os mais produtivos da economia urbana. As contratações industriais de julho são mais um bom indício de recuperação da atividade no chamado setor secundário. Em junho, a produção da indústria cresceu em 9 dos 14 locais cobertos pela pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A variação geral de maio para junho foi nula, mas o dinamismo observado na maior parte dos locais da pesquisa confirma a amplitude da reativação. Em junho, o setor produziu 0,5% mais que um ano antes. No semestre, 0,5% mais que em igual período de 2016. O resultado de 12 meses ainda foi 1,9% inferior ao do período imediatamente anterior, mas o movimento geral é claramente de recuperação. A indústria continua longe do nível de atividade anterior à recessão, mas cada novo levantamento parece confirmar a superação da pior fase. Parte da melhora é atribuível ao crescimento das vendas externas. Os dois segmentos com maior criação de empregos em julho, o da indústria de alimentos, bebidas e álcool etílico e o dos fabricantes de material de transportes, estão entre os exportadores mais ativos. Mas também a abertura de 10.158 postos no comércio, o segundo maior número, é um sinal muito bom. Os consumidores continuam cautelosos, por causa do desemprego ainda alto, mas o aumento das contratações é um sinal de animação dos empresários. Apesar da incerteza criada pela crise política iniciada em maio, eles parecem manter alguma boa expectativa quanto à evolução dos negócios. A oferta de empregos é um dado mais expressivo do que as sondagens, um tanto negativas, de confiança dos executivos do setor. Com apenas 724 empregos criados em julho, a construção civil aparece em quinto lugar, o último, na lista dos grandes setores com resultados positivos. É um detalhe ruim, porque a construção pode ser especialmente importante como geradora de empregos e também como fonte de estímulos para a reativação geral da economia. A construção cria demanda para enorme número de indústrias, como a siderúrgica, a de concreto, a de máquinas, as de plásticos, vidros e metais não ferrosos, para ficar numa lista bem limitada. O governo pode fazer muito mais tanto para reativar as obras de infraestrutura quanto para animar o setor habitacional. Para isso, o primeiro passo é dinamizar alguns setores da própria administração federal. Fonte: http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,a-boa-surpresa-do-emprego,70001932212  

Confira 10 mitos e verdades sobre as lentes de contato

Quarta, 09 Agosto 2017 15:48 Escrito por  Gabriela Conde Pensando em substituir os óculos de grau? A especialista da Óticas Diniz esclarece as dúvidas mais comuns sobre a utilização do acessório Aliadas de quem não deseja usar óculos, as lentes de contato têm caído no gosto dos brasileiros. Tanto que, de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Ópticas (ABIÓPTICA), apenas no ano passado, foram vendidas 34 milhões de unidades no país. Ainda segundo a entidade que representa o setor, o segmento movimentou R$ 567 milhões de um total de R$ 19,6 bilhões arrecadados em todo o mercado óptico nacional em 2016. “Muitas pessoas têm se rendido às lentes pelo efeito estético, uma vez que proporcionam uma aparência mais natural ao rosto em relação aos óculos. Outras as utilizam para disfarçar problemas de visão, despigmentação ou, simplesmente, porque querem mudar a cor natural dos olhos”, observa a médica oftalmológica, dra. Liane Iglesias, consultora daÓticas Diniz – maior rede de varejo óptico do Brasil. No entanto, para usar lentes de contato é necessário passar por um exame oftalmológico completo. “Não é todo mundo que se adapta bem e utilizá-las sem avaliar as condições das córneas, e sem a devida orientação, traz riscos à visão. Os hormônios, por exemplo, influenciam e dificultam a adaptação do acessório nas mulheres, especialmente durante a gestação e lactação. Daí a importância da consulta”, explica a especialista. Por isso, seguir a orientação correta do oftalmologista é essencial para o bom uso das lentes de contato. “O acessório pode ser nosso melhor ou pior amigo. Tudo vai depender dos cuidados com a higiene, da quantidade de uso estipulado e, principalmente, de fazer tudo o que o seu médico recomendar”, destaca a dra. Liane Iglesias. Abaixo, confira os principais mitos e verdades sobre as lentes de contato: 1. Existe apenas um tipo de lente de contato? MITO: há diversos tipos de lentes. As convencionais, que duram até um ano, são as mais comuns. Mas, também existem as que devem ser descartadas mensalmente, as que duram até duas semanas e, por fim, as descartáveis diariamente. Elas também são classificadas por sua composição material, ou seja, se são rígidas, híbridas ou gelatinosas. Cada uma é indicada para um fim específico, sempre de acordo com a necessidade de cada paciente. 2. Todo mundo pode usar o acessório? VERDADE: de forma geral, as lentes são adaptáveis para todos os tipos de pessoas. Mas, mesmo com toda a tecnologia, há quem sofra com inflamação ocular ou tenha alergia aos materiais com as quais são fabricadas. Por isso, antes de utilizar o acessório, é fundamental a realização de um exame oftalmológico completo. 3. Lentes de contato são desconfortáveis? MITO: isso só acontece quando não há nada de errado com a saúde dos seus olhos. Normalmente, o incômodo surge por causa de cansaço, coceira, vermelhidão ou lacrimejamento ocular. Em um desses casos, quando o desconforto com o uso das lentes é frequente, é necessário interromper imediatamente o uso e consultar o médico. 4. O uso indevido pode causar cegueira? VERDADE: apesar de ser raro, pode acontecer quando a limpeza não é feita todos os dias, inclusive, o estojo guarda e protege as lentes. Isso porque, quando elas são armazenadas em um ambiente úmido, o protozoário Acanthamoeba pode entrar em contato com elas, e consequentemente com os olhos, causando algumas doenças que podem levar à cegueira. 5. Lentes de contato são caras? MITO: a popularização do produto tem reduzido o seu custo e, atualmente, há diversas opções de marcas e preços que variam de acordo com a necessidade do paciente e da correção visual. As mais baratas, por exemplo, têm descarte diário, já as que duram mais tempo, têm preços mais elevados. 6. É preciso higienizar o acessório diariamente? VERDADE: sim, e há soluções específicas para essa finalidade, já que são compostas por substâncias que removem as impurezas e ainda conservam as lentes. O uso de água ou soro fisiológico não retira os agentes microbianos, apenas hidrata o acessório. O estojo também deve ser limpo com essa solução pelo menos uma vez por semana e trocado a cada quatro meses. 7. Lentes de contato causam dores de cabeça? MITO: é comum relacionar a cefaleia com a utilização do acessório. No entanto, a dor de cabeça pode ter outra explicação, como, por exemplo, vista cansada. Isso acontece quando os olhos não se acostumam com o uso das lentes. O ideal é procurar um médico e experimentar alguns modelos até encontrar o tipo que não cause desconforto. 8. O ideal é colocar o acessório antes de se maquiar e de remover a maquiagem? VERDADE: esse passo ajuda na redução da quantidade de resíduos na lágrima e na prevenção do contato dos produtos com as lentes e, consequentemente, com a córnea. Retirá-las antes de remover a maquiagem evita danos mais graves ou mesmo algum deslocamento acidental. Para isso, é primordial lavar bem as mãos. 9. Dá para usar o acessório mesmo após o prazo de validade vencer? MITO: não respeitar a validade do produto pode causar sérios danos à visão. As lentes contêm pequenos poros que permitem a passagem de oxigênio para a córnea e, após o seu vencimento, eles param de funcionar, acumulando proteínas que dão origem a infecções e lesões, algumas irreversíveis. 10. Dormir com as lentes prejudica a visão? VERDADE: sim e pode ser muito perigoso, já que há risco de contrair infecções por bactérias, fungos, vírus e até amebas. Além disso, diminui a oxigenação ocular, deixando a córnea ressecada. O recomendado é retirar, higienizar e guardar as lentes seguindo sempre as orientações do seu oftalmologista. Fonte: http://www.segs.com.br/demais/76878-confira-10-mitos-e-verdades-sobre-as-lentes-de-contato.html

Anvisa aprova nova lente intraocular da Alcon

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acaba de aprovar a nova lente intraocular (LIO) da Alcon: a AcrySof IQ PanOptix Toric, que passa a integrar uma linha completa de LIO para pacientes que precisam realizar a cirurgia de catarata. A LIO aprovada vai além do papel de substituir o cristalino opaco dos pacientes com catarata e também corrige o astigmatismo e a presbiopia (popularmente chamada de “vista cansada”). “Esta é uma nova opção para pacientes que precisam de uma solução para suas necessidades de visão de perto, intermediária e de longe, além de recuperar a qualidade da visão, prejudicada por causa da catarata, com uma única lente, em um único procedimento”, explica a diretora médica da Alcon, Dra. Vanessa Toscano. “A AcrySof IQ PanOptix Toric é uma lente intraocular trifocal, a única do mercado a proporcionar ponto focal intermediário de 60 centímetros, uma distância confortável para muitos pacientes”, conta a médica. “Além disso, ela é uma lente com maior estabilidade dentro do olho, o que faz com que os riscos de girar e desestabilizar o ponto focal do paciente sejam bastante reduzidos”, complementa a diretora médica da Alcon. Entendendo a catarata A catarata acontece quando a lente natural do olho (cristalino) se torna opaca, um processo inerente ao envelhecimento. O problema afeta a visão do paciente por não permitir que a luz passe pelo cristalino. A catarata é uma das principais causas de cegueira. Mas, essa consequência extrema da doença pode ser evitada com a intervenção cirúrgica para substituição do cristalino opaco por uma LIO. Hoje, graças à evolução das tecnologias cirúrgicas e das lentes intraoculares modernas, essa cirurgia se tornou um procedimento mais simples, seguro e eficiente. Astigmatismo e presbiopia Astigmatismo é a variação da curvatura da córnea e, se não corrigida, causa uma visão embaçada em qualquer distância. Já a presbiopia – popularmente chamada de “vista cansada” – é uma condição do olho que ocorre como parte natural do envelhecimento do corpo humano. O problema, caracterizado pelo enrijecimento do cristalino, envolve a perda da capacidade do olho de focar em objetos em curta distância, como smartphones, computadores e livros. Os primeiros sinais da presbiopia são: visão cansada, dificuldade de enxergar em luz difusa e problemas para focar objetos. A presbiopia acontece, em geral, após os 40 anos de idade e, para ser corrigida sem cirurgia, o paciente precisa usar óculos ou lentes de contato. Sobre a Alcon A Alcon é líder global em produtos oftalmológicos. Divisão da Novartis, oferece produtos inovadores que melhoram a qualidade de vida ajudando as pessoas do mundo todo a enxergar melhor. Seus produtos melhoram a vida de mais de 260 milhões pessoas em todo o mundo com problemas de catarata, glaucoma, retina, entre outros. A Alcon busca soluções para o cuidado com os olhos, através de produtos inovadores, com parceiros, profissionais e programas de alta qualidade. Há 70 anos, a empresa trabalha para desenvolver soluções e produtos que contribuem para o bem-estar da saúde ocular e a evolução da oftalmologia. Mais informações acesse: www.br.alcon.com Sobre a Novartis A Novartis fornece soluções inovadoras de saúde que atendem às necessidades em evolução de pacientes e da sociedade. Com sede na Basileia, na Suíça, a Novartis oferece um portfólio diversificado para melhor atender essas necessidades: medicamentos inovadores, medicamentos mais econômicos, que são os genéricos e biossimilares, e produtos para a saúde dos olhos. A Novartis tem posições de liderança globalmente em cada uma dessas áreas. Em 2016, o Grupo alcançou vendas líquidas de USD 48,5 bilhões, enquanto os investimentos em P&D totalizaram aproximadamente US $ 9,0 bilhões. As empresas do Grupo Novartis empregam cerca de 119 mil colaboradores em tempo integral. Os produtos Novartis são vendidos em cerca de 155 países ao redor do mundo. Para mais informações, visite http://www.novartis.com. Fonte: http://www.redepress.com.br/noticias/2017/08/08/anvisa-aprova-nova-lente-intraocular-da-alcon/

“O Brasil vive uma falsa crise”

O economista Paulo Rabello de Castro assumiu o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no final de junho deste ano, depois que a ex-presidente Maria Silvia Bastos Marques pediu demissão. “São dois meses que equivalem a dois anos, no novo calendário bndessiano, pois queremos fazer seis anos em seis meses”, diz ele. Nesse período, Rabello de Castro mostrou que não tem medo de colocar o dedo em feridas. Primeiro, pediu calma àqueles que defendem a troca da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) pela Taxa de Longo Prazo (TLP). Nesta entrevista, ele explica os motivos pelos quais a TJLP não é um juro subsidiado e deve ser mantida. Além disso, ele coordenou um trabalho de revisão das operações do BNDES nos últimos 15 anos, que foi chamado de “Livro verde: nossa história como ela é”. O resultado foi surpreendente, pois mostrou que o banco não privilegiou poucas empresas nem apenas os grandes grupos, os chamados “campeões nacionais”. Na entrevista a seguir, o presidente do BNDES fala sobre política, economia e, claro, eleições. DINHEIRO – O Brasil está saindo da crise? PAULO RABELLO DE CASTRO – Não só o Brasil está saindo da crise, como a crise que resta é artificial. Alguém poderia exagerar e dizer que é uma falsa crise, porque é a parte que os brasileiros impõem a si, na medida em que gastam demais. Portanto, eles ainda não enfrentaram o ajuste final, ou seja, o ajuste de contas que tem de ser feito no próprio setor público. É apenas um enfrentamento parcial, por enquanto. E também é preciso enfrentar os dois grandes eixos do estrangulamento econômico nacional: o manicômio tributário e o juro alto demais, incluindo a generalização dos subsídios existentes como contrapesos a esses juros altos. Aliás, os subsídios são respostas capengas a uma estrutura de juros artificialmente engendrada. Depois disso estaremos num novo Brasil, que é como um remédio que você toma e que faz você sentir o bem que você deveria estar sentindo, embora não esteja porque o mal-estar é indefinido. Essa é a falsa crise. DINHEIRO – O fato de ter o País ter mais de US$ 380 bilhões em reservas cambiais é uma garantia? RABELLO DE CASTRO – A crise é falsa no sentido que o Brasil é, de fato, essa potência que um dia a gente sonhou que existia e que hoje a gente tem certeza que não existe. A nossa neurose é essa certeza. É uma síndrome de pânico. Estamos com pânico de futuro, não queremos enfrentar o futuro. Isso só se resolve em 2018, em última análise. Mas eu creio que o governo Michel Temer, nesse sentido, é um belo São João Batista dessa revelação que vai ser o Brasil apresentado para si mesmo no seu imenso potencial, na medida em que for passado a limpo no processo eleitoral. DINHEIRO – Que papel é esse do presidente Temer? RABELLO DE CASTRO – É um papel de João Batista, para muita gente não dizer que ele virou santo e criar mais esse patrulhamento. Quero dizer que é aquele que vem preceder o processo de cura. É ponte, transição, pinguela, pontilhão, ou seja, é um conjunto inicial de providências, do qual a PEC do Teto é uma providência, ainda que percebamos que, agora, com esse resistente déficit, é uma resposta parcial. Tem que ter uma resposta complementar à PEC do Teto. A resposta da Reforma Trabalhista é importantíssima. A da Previdência tem de ser complementada. DINHEIRO – O sr. acredita que ela sai? RABELLO DE CASTRO – Se não sair é porque ela tem de ser complementada e ficar mais radical na próxima rodada. O Brasil do futuro tem de decidir se pega nesta ou pega mais firme mais adiante. DINHEIRO – E a Reforma Tributária? RABELLO DE CASTRO – O deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) está com um relatório para ser lido na comissão da reforma a qualquer momento. E além da Tributária, nós precisamos encarar uma Reforma Financeira no País, que diz respeito justamente a ampliar esse debate que hoje existe de modo restrito entre a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) e Taxa de Longo Prazo (TLP). É uma bela oportunidade para debatermos o que precisa ser debatido. DINHEIRO – A TJLP não é juro subsidiado? RABELLO DE CASTRO – Não, na realidade ela não é subsídio na hora em que a gente faz a conta da operação ativa do BNDES e de todas as entidades que trabalham com TJLP. Porque ninguém sai pela porta do banco com TJLP “careca”. O mutuário sai do banco devendo a TJLP mais a taxa de remuneração do BNDES mais a sua taxa de risco. Como os clientes são muito bem escolhidos, como qualquer banco criterioso tem de fazer, a grande maioria dos recursos emprestados voltam ao banco engordados com a taxa do banco e mais a taxa de risco, além de tributos, que são recolhidos à União, dividendos e mais IOF. É o único banco do mundo que trabalha sem imunidade tributária. Portanto, ao se devolver isso tudo para a União, é o conjunto desses recursos liquidamente apurados que criam, eventualmente, uma taxa de fomento. O ministro Henrique Meirelles discute com equipe do governo a importância da aprovação da Reforma da Previdência(Crédito:Marcelo Camargo/Agência Brasil) DINHEIRO – Mas a comparação entre TJLP e Selic mostra um desencontro, não? RABELLO DE CASTRO – É preciso comparar a TJLP com uma taxa de juros neutra, que nem sempre tem sido a Selic. Em momentos de estresse financeiro, a Selic tem sido uma taxa defensiva. Uma taxa que o Copom, por motivos bem razoáveis, pratica acima do que seria o inefável e pouco conhecido ponto de equilíbrio da taxa de juros básica. Essa taxa de juros dita neutra, uma vez calculada com base, vamos dizer assim, no custo financeiro internacional, esse, sim o custo verdadeiro, mais a taxa de risco do Brasil, mais um coeficiente de desvalorização monetária do real. Esse conjunto constituiria uma taxa neutra sobre a qual temos de calcular se a Selic está acima ou abaixo dela. Na medida em que a

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