“O Brasil vive uma falsa crise”

O economista Paulo Rabello de Castro assumiu o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no final de junho deste ano, depois que a ex-presidente Maria Silvia Bastos Marques pediu demissão. “São dois meses que equivalem a dois anos, no novo calendário bndessiano, pois queremos fazer seis anos em seis meses”, diz ele. Nesse período, Rabello de Castro mostrou que não tem medo de colocar o dedo em feridas. Primeiro, pediu calma àqueles que defendem a troca da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) pela Taxa de Longo Prazo (TLP). Nesta entrevista, ele explica os motivos pelos quais a TJLP não é um juro subsidiado e deve ser mantida. Além disso, ele coordenou um trabalho de revisão das operações do BNDES nos últimos 15 anos, que foi chamado de “Livro verde: nossa história como ela é”. O resultado foi surpreendente, pois mostrou que o banco não privilegiou poucas empresas nem apenas os grandes grupos, os chamados “campeões nacionais”. Na entrevista a seguir, o presidente do BNDES fala sobre política, economia e, claro, eleições. DINHEIRO – O Brasil está saindo da crise? PAULO RABELLO DE CASTRO – Não só o Brasil está saindo da crise, como a crise que resta é artificial. Alguém poderia exagerar e dizer que é uma falsa crise, porque é a parte que os brasileiros impõem a si, na medida em que gastam demais. Portanto, eles ainda não enfrentaram o ajuste final, ou seja, o ajuste de contas que tem de ser feito no próprio setor público. É apenas um enfrentamento parcial, por enquanto. E também é preciso enfrentar os dois grandes eixos do estrangulamento econômico nacional: o manicômio tributário e o juro alto demais, incluindo a generalização dos subsídios existentes como contrapesos a esses juros altos. Aliás, os subsídios são respostas capengas a uma estrutura de juros artificialmente engendrada. Depois disso estaremos num novo Brasil, que é como um remédio que você toma e que faz você sentir o bem que você deveria estar sentindo, embora não esteja porque o mal-estar é indefinido. Essa é a falsa crise. DINHEIRO – O fato de ter o País ter mais de US$ 380 bilhões em reservas cambiais é uma garantia? RABELLO DE CASTRO – A crise é falsa no sentido que o Brasil é, de fato, essa potência que um dia a gente sonhou que existia e que hoje a gente tem certeza que não existe. A nossa neurose é essa certeza. É uma síndrome de pânico. Estamos com pânico de futuro, não queremos enfrentar o futuro. Isso só se resolve em 2018, em última análise. Mas eu creio que o governo Michel Temer, nesse sentido, é um belo São João Batista dessa revelação que vai ser o Brasil apresentado para si mesmo no seu imenso potencial, na medida em que for passado a limpo no processo eleitoral. DINHEIRO – Que papel é esse do presidente Temer? RABELLO DE CASTRO – É um papel de João Batista, para muita gente não dizer que ele virou santo e criar mais esse patrulhamento. Quero dizer que é aquele que vem preceder o processo de cura. É ponte, transição, pinguela, pontilhão, ou seja, é um conjunto inicial de providências, do qual a PEC do Teto é uma providência, ainda que percebamos que, agora, com esse resistente déficit, é uma resposta parcial. Tem que ter uma resposta complementar à PEC do Teto. A resposta da Reforma Trabalhista é importantíssima. A da Previdência tem de ser complementada. DINHEIRO – O sr. acredita que ela sai? RABELLO DE CASTRO – Se não sair é porque ela tem de ser complementada e ficar mais radical na próxima rodada. O Brasil do futuro tem de decidir se pega nesta ou pega mais firme mais adiante. DINHEIRO – E a Reforma Tributária? RABELLO DE CASTRO – O deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) está com um relatório para ser lido na comissão da reforma a qualquer momento. E além da Tributária, nós precisamos encarar uma Reforma Financeira no País, que diz respeito justamente a ampliar esse debate que hoje existe de modo restrito entre a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) e Taxa de Longo Prazo (TLP). É uma bela oportunidade para debatermos o que precisa ser debatido. DINHEIRO – A TJLP não é juro subsidiado? RABELLO DE CASTRO – Não, na realidade ela não é subsídio na hora em que a gente faz a conta da operação ativa do BNDES e de todas as entidades que trabalham com TJLP. Porque ninguém sai pela porta do banco com TJLP “careca”. O mutuário sai do banco devendo a TJLP mais a taxa de remuneração do BNDES mais a sua taxa de risco. Como os clientes são muito bem escolhidos, como qualquer banco criterioso tem de fazer, a grande maioria dos recursos emprestados voltam ao banco engordados com a taxa do banco e mais a taxa de risco, além de tributos, que são recolhidos à União, dividendos e mais IOF. É o único banco do mundo que trabalha sem imunidade tributária. Portanto, ao se devolver isso tudo para a União, é o conjunto desses recursos liquidamente apurados que criam, eventualmente, uma taxa de fomento. O ministro Henrique Meirelles discute com equipe do governo a importância da aprovação da Reforma da Previdência(Crédito:Marcelo Camargo/Agência Brasil) DINHEIRO – Mas a comparação entre TJLP e Selic mostra um desencontro, não? RABELLO DE CASTRO – É preciso comparar a TJLP com uma taxa de juros neutra, que nem sempre tem sido a Selic. Em momentos de estresse financeiro, a Selic tem sido uma taxa defensiva. Uma taxa que o Copom, por motivos bem razoáveis, pratica acima do que seria o inefável e pouco conhecido ponto de equilíbrio da taxa de juros básica. Essa taxa de juros dita neutra, uma vez calculada com base, vamos dizer assim, no custo financeiro internacional, esse, sim o custo verdadeiro, mais a taxa de risco do Brasil, mais um coeficiente de desvalorização monetária do real. Esse conjunto constituiria uma taxa neutra sobre a qual temos de calcular se a Selic está acima ou abaixo dela. Na medida em que a

Realidade Virtual e lentes de contato inteligentes: coisas do futuro ou uma realidade?

Se quando você pensa em Realidade Virtual, imagina algo distante no futuro, tenho uma novidade para contar: você está atrasado. A Realidade Virtual e a Aumentada já formam um mercado que movimenta US$ 5,2 bilhões. Os grandes nomes da tecnologia, como Google e Facebook, já estão aplicando a Realidade Virtual nos seus novos negócios, e a expectativa é que, em 2020, essas tecnologias movimentem cerca de US$ 162 bilhões, segundo dados da consultoria IDC. Felizmente, o mercado brasileiro já mostra sinais de que está atento à nova tendência. Há algumas semanas, tive a oportunidade de participar de um painel sobre o assunto no 16º Tela Viva Móvel, em São Paulo. O evento teve como foco a tecnologia mobile, e a Realidade Virtual foi um dos grandes temas do encontro. Participaram do painel representantes das empresas Samsung, Qualcomm e mobCONTENT e Beenoculus, sendo que todas já estão apostando nessa tecnologia. Dos grandes players, o Google talvez tenha sido um dos mais ousados, arrisco dizer. Todos devem lembrar do Google Glass, óculos de Realidade Aumentada, que, apesar de muito interessante, enfrentou uma certa rejeição do público. Na verdade, muitas pessoas queriam utilizá-lo e gostaram de como ele funcionava. Mas o gadget causava um certo medo nas pessoas ao redor, que ficavam com medo da possibilidade de estarem sendo gravadas. Apesar de funcionarem bem, a tecnologia da Realidade Virtual já vê os óculos inteligentes como uma etapa passada. Hoje, a pesquisa gira em torno das lentes de contato inteligentes. Elas seriam muito mais práticas, discretas e possibilitariam experiências em primeira pessoa muito mais realistas. Quem assistiu à série Black Mirror deve ter se lembrado do episódio “The Entire History of You”, que apresenta uma realidade na qual praticamente todos os seres humanos (inclusive os bebês) possuem um implante atrás da orelha conectado com uma espécie de lente de contato, que grava os acontecimentos da sua vida, ininterruptamente. Nele, o uso da lente é visto como algo tão natural que o único personagem que não tem isso desperta curiosidade (e, até mesmo, certa rejeição) nos demais. Ainda não estamos nesse patamar, mas, imaginando todas as possibilidades, acredito que possamos chegar a uma realidade semelhante. Nunca a tecnologia evoluiu com tamanha velocidade, por isso devemos ficar atentos a tudo o que está surgindo. E, para cada problema, existe alguém com uma solução. No caso das lentes de contato inteligentes, existem vários questionamentos sobre como ela seria carregada, já que é um dispositivo eletrônico que precisa de energia, como todos os outros. Alguns especialistas afirmam que poderiam utilizar a energia motora para carregar uma espécie de “minibateria”. Em outras palavras, a cada piscada, um pouquinho de energia seria gerado, e conseguiríamos manter as lentes em funcionamento sem maiores problemas. Podemos imaginar o dispositivo sendo utilizado para ajustar a visão, reunir informações sobre a saúde do usuário, inserir elementos digitais no nosso campo de visão (no caso da Realidade Aumentada) ou ainda criar uma realidade totalmente virtual e nos permitir interagir com ela. As duas primeiras possibilidades já existem e estão muito próximas da população. Uma empresa já possui lentes de contato multifocais que usam tecnologia similar à de uma câmera fotográfica para ajeitar o foco e a recepção de luz nos olhos, e ajustar com o cérebro. Outra comercializa lentes inteligentes que são capazes de acertar a visão de pessoas daltônicas, fazendo que elas enxerguem as cores normalmente. Esses dois produtos são alguns exemplos do que já temos acesso. E esse é só o primeiro passo para a Realidade Virtual e Aumentada. Ainda acredito que veremos a utilização das lentes inteligentes como algo natural e o uso da Realidade Aumentada será como uma extensão do nosso próprio corpo. Eu entendo que parece futurista afirmar isso, mas tenho certeza de que essas tecnologias serão consideradas algo comum em muito pouco tempo. Um caminho que considero extremamente positivo é unir essas tecnologias com a educação. Imagine como será muito mais interessante aprender sobre História, Química ou Geografia vivenciando os momentos mais importantes do assunto em questão. Ou como uma empresa poderá realizar treinamentos corporativos muito mais eficazes para seus funcionários. As possibilidades são infinitas. Fonte: (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2017/07/cadernos/empresas_e_negocios/574930-realidade-virtual-e-lentes-de-contato-inteligentes-coisas-do-futuro-ou-uma-realidade.html)

Novos tempos… Novas atitudes

Os desafios dos últimos anos provocaram mudanças de paradigmas. Como sua empresa está se preparando? Como um avião que ruma para longe da tempestade, a economia brasileira vai aos poucos encontrando seu caminho. Os números recentes demonstram que o País está lentamente se recuperando de uma das piores crises dos últimos 50 anos. O Brasil que emerge, no entanto, não será igual àquele que imergiu. Essa nova realidade sugere a revisão de atitudes e conceitos, de posicionamentos e de estratégias, em um mercado em que o consumo consciente e a transparência nas relações são algumas das novas regras do jogo. Agora é a hora de as empresas fazerem o dever de casa: melhorar processos, rever conceitos e aumentar a produtividade, e isso não é exclusividade das grandes. Para não acabar na cesta de compra das gigantes ou engordar as estatísticas de companhias que fecham as portas, as pequenas e médias – que constituem um universo de mais de 98% das empresas ativas no País, segundo dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) – também precisam concentrar esforços para se aprimorar e se tornar mais competitivas. Os empresários que sobrevivem às turbulências econômicas já têm a ideia de quais caminhos seguir para retomar a rota do crescimento – tendo a inovação como principal combustível. Há, ainda, muitas previsões e poucas certezas, mas uma coisa não se discute: as novas tecnologias e a aceleração dos processos disruptivos mudaram para sempre a forma como as pessoas se comunicam e fazem negócio. O meio empresarial mudou. E as transformações são profundas e irreversíveis. O que há 10 ou 15 anos era ficção científica hoje é uma realidade palpável: inteligência artificial, internet das coisas (IoT), economias compartilhadas, novos processos tecnológicos, entre muitas outras soluções, estão ao alcance das empresas, até mesmo das pequenas. Negócios inovadores – e de alto impacto O contexto atual pede respostas novas – e rápidas – para os novos tempos. O conceito de sucesso nos negócios carrega agora cada vez mais um significado relacionado à inovação. Para acompanhar essa transformação, o empresário também mudou, e o resultado reflete claramente em um perfil mais dinâmico, informado, ético, com grande capacidade de execução e, sobretudo, preocupação com a capacitação, numa busca voraz de acúmulo de conhecimento. Para Luiz Guilherme Manzano, diretor de apoio ao empreendedor da Endeavor, a atitude se justifica, pois empreendedores bem preparados são mais capazes de criar negócios inovadores, enfrentar crises e gerar empregos – e, assim, ajudar a alavancar a economia. “Muitas vezes, o conhecimento e a experiência anterior do empreendedor são o diferencial competitivo do negócio. Pelo menos no início”,diz Manzano. Foi assim com o administrador de empresas Vitor Torres. Sua insatisfação pessoal se transformou em um negócio – de alto impacto. Ao iniciar sua própria empresa, ligada à educação corporativa, o empreendedor de 34 anos sentiu a burocracia na pele, além do custo para manter a contabilidade em dia. “Era ‘a dor’ que eu estava enxergando”, diz. Como muitos de sua geração, que se acostumaram a usar bancos online e fazer compras em lojas virtuais, Torres passou a se questionar se não havia uma solução mais fácil e econômica para a questão. “Pesquisamos como poderíamos resolver esse problema, e assim veio a ideia”, conta. À época Torres tinha uma aceleradora de startups, na qual conheceu seu atual sócio, Fábio Bacarin. Foram dois anos desenvolvendo o projeto. Em 2014, Vitor e Fábio conseguiram trazer um dos tipos de serviço mais offline que existe para um ambiente digital, e provaram que a disrupção tem espaço no Brasil. Nascia a Contabilizei, um escritório de contabilidade online (na nuvem) com foco no atendimento de pequenas e médias empresas. “Conseguimos deixar toda a rotina transparente, simples e ágil. Os clientes têm acesso em tempo real a relatórios e balanços e contam com suporte de contadores e especialistas”, explica o CEO.Por ser tudo digital, o ganho em redução de custos é repassado para o cliente, atingindo, assim, a ousada promessa dos sócios de democratizar o serviço e gerar economia para os clientes de até 90% nos serviços contábeis. A ideia prosperou, e em 2015, enquanto muitas empresas já perdiam o fôlego por conta da crise, a Contabilizei aumentou a base de clientes em impressionantes 1.200%, e o rendimento do negócio, em 700%. Com operação em 30 cidades do País, a empresa é hoje uma das maiores startups do Brasil. E vem chamando a atenção de grandes investidores. Um aspecto interessante das empresas que mais crescem é que se culpa menos o ambiente externo. Para esses empresários a solução está “dentro de casa”. “São empreendedores inovadores, que sonham grande e criam empresas que transformam os setores em que atuam”, diz Manzano, da Endeavor, destacando que 90% das empresas de alto impacto – aquelas que crescem pelo menos 20% ao ano, por três anos consecutivos, em número de funcionários ou receita – são pequenas e médias. Assim como Vitor e Fábio, os empreendedores de alto impacto andam na contramão da crise, crescendo a taxas elevadas, graças à agregação de inovação, seja em produtos, processos, matérias-primas ou modelos de negócios. Para ter uma ideia de quantas são e de sua força, Manzano aponta para a existência de 31 mil empreendedores de alto impacto – pouco mais de 1% do total das empresas ativas brasileiras. O número parece baixo, mas a onda de choque que provoca é enorme: juntas, essas empresas são responsáveis pela geração de mais de 50% dos novos empregos do País. Compartilhar para unir Outro movimento que, embora emergente, tem crescido bastante no Brasil é o trabalho em rede. Em resposta à mudança de comportamento do consumidor e ao próprio ambiente econômico, algumas empresas passaram a adotar estratégias de ajuda mútua, criando relacionamentos de cooperação com outras companhias, para que assim consigam lidar com as atuais exigências de mercado, bem como oferecer soluções completas para o cliente, sem precisar expandir o negócio. “Não se consegue atender a tudo sozinho, então as necessidades podem ser complementares. Quando eu busco

Abra o olho!

Basta andar por algumas das mais movimentadas ruas ou praças do Centro de Curitiba para ser abordado por uma pessoa, que prontamente se apresenta e faz uma proposta tentadora, especialmente em tempos de crise financeira e dinheiro “curto”, como os atuais: “Faça um teste de visão na hora, sem custo nenhum e saiba se você tem problemas para enxergar ou se precisa de óculos”. Quem aceita o convite é logo encaminhado para uma ótica nas imediações, que oferece o teste visual grátis. Na loja, após breve conversa com o vendedor, o teste é feito pelo funcionário, em um aparelho aparentemente simples, instalado geralmente perto da entrada da ótica, ao lado de um grande banner, que anuncia a “promoção”. Situação que se repete em diversas das 11 lojas da rede Óticas Visomaxx. Para entender como os testes de visão são feitos, a equipe da Tribuna esteve em algumas lojas e se submeteu ao exame por duas vezes no último dia 5 de julho, sem se identificar. Na primeira loja das Óticas Visomaxx, na Rua XV de Novembro, eu fiz o teste, que consiste em ler com cada um dos olhos, separadamente, as letras e símbolos que são apresentados em linhas de tamanhos diferentes, utilizando a Tabela de Snellen. Com base nos acertos que fiz, o vendedor avaliou minha acuidade visual, que é a capacidade de enxergar com nitidez em determinadas distâncias. “Parceiros” Ao final do exame, ouvi do vendedor que tenho dificuldade de visão, para ver de perto e de longe, precisando de óculos, mesmo após ter passado por uma cirurgia a laser, sendo liberada dos óculos por meu oftalmologista de confiança. Após o procedimento, recebi do funcionário informações sobre lentes e armações (e valores) e também a indicação para ir até um médico parceiro da ótica, que possui consultório perto dali. Agindo assim, eu poderia receber o valor pago pela consulta como desconto na compra dos óculos. Entidades médicas condenam testes de visão feitos por óticas. Foto: Felipe Rosa Em outra loja da mesma rede, na Travessa Oliveira Bello, a situação se repetiu, com o teste feito em condições muito parecidas. Após passar pelo equipamento, também fui orientada a consultar um médico em um consultório do Centro. Já na loja da Rua Monsenhor Celso não fiz o teste, pois não havia equipamento. Segundo os vendedores que me atenderam, exames de visão só podem ser feitos por médicos. Mas “para ajudar”, eles informaram que poderiam agendar para mim uma consulta com um oftalmologista recomendado pela Visomaxx. Ele me atenderia com horário marcado e, saindo de lá, eu teria descontado em meus novos óculos o valor pago pela consulta, que era de R$ 50. Andando pelo Centro, encontrei o teste visual gratuito oferecido em panfletos entregues por funcionários das Óticas Revix. Porém, nesta loja a vendedora não quis fazer o exame e disse que o aparelho é pouco utilizado, sendo melhor, segundo ela, procurar um médico oftalmologista. Em visitas a diversas lojas de outras óticas na área central, o serviço não era oferecido. Nestes estabelecimentos, ouvi a recomendação para procurar médicos especialistas, em clínicas e hospitais confiáveis. Prática ilegal Segundo o médico oftalmologista João Alberto Holanda de Freitas, ex-presidente e membro do conselho consultivo da Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO), é condenável realizar exames de visão em óticas, mesmo os mais simples, pois ao se submeter ao teste, o cliente acredita estar fazendo uma avaliação global da sua saúde ocular. “E isto acaba deixando sem diagnóstico muitas doenças oculares que poderão levar até a cegueira”. Equipamento usado no teste visual. Foto: Felipe Rosa De acordo com Freitas, os aparelhos utilizados nas óticas podem até ser de boa qualidade, o que não garante a confiabilidade dos resultados obtidos nos testes. “Quem faz diagnóstico é o médico e não o balconista da ótica. E fazer exames com um vendedor é ilegal, eles não têm competência para concluir se o cliente tem ou não uma doença ocular”, ressalta o oftalmologista, lembrando que nem mesmo o optometrista pode assumir esta função. “O optometrista não tem competência para estabelecer um consultório e receitar óculos. Isto é atribuição médica. O optometrista é um auxiliar do oftalmologista e sua atividade deve ser junto ao médico, dentro de sua clínica. Aí é o seu lugar, onde pode praticar a sua profissão”, esclarece. De acordo com a SBO, por lei, até o exame de acuidade visual só pode ser feito por médico oftalmologista. A entidade reforça que ótica só deve, por lei, vender óculos – os de grau, apenas com receita do médico oftalmologista. Venda casada Conforme o oftalmologista membro da SBO, descontar na venda dos óculos o valor da consulta cobrada por um médico indicado pela ótica também é proibido. “Isso não pode, é venda casada, que deve ser condenada. Com a receita na mão o cliente tem a liberdade de escolher a loja para aviar a sua receita”. Outra prática condenada pela SOB é abordagem às pessoas e a utilização de panfletos ou banners, anunciando os testes de visão. “Não é permitido, isso fica para os magazines”. Alguns vendedores indicaram oftalmologistas e deram “cheque-desconto” de R$ 50 na compra do óculos. Foto: Felipe Rosa Ato médico O presidente do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR), médico Wilmar Mendonça Guimarães, reforça que testes e exames são atividades reservadas aos médicos. “Fazer exames em óticas é uma coisa ilícita. A lei do ato médico diz que o diagnóstico de doença e enfermidades é um ato médico. Não pode o optometrista fazer isto, pior ainda se não for um profissional da área. Exames mais simples também são diagnóstico, de doença ou de normalidade, sendo prerrogativas da profissão médica”. Comuns no passado, segundo o médico, estes problemas são menos frequentes, mas ainda acontecem. “Sempre que o conselho tem informações sobre isso, a gente faz uma fiscalização. O conselho tem feito fiscalizações em óticas e nós temos retirado os médicos que têm espaços cedidos por elas. No Paraná, no passado, as óticas mantinham médicos anexos, no andar de cima, no imóvel ao lado e

Par de óculos escuros consegue transformar energia solar em eletricidade

Um projeto bastante interessante realizado por alunos do Instituto de Tecnologia de Karlsruhe, na Alemanha, mostrou como usar na prática – de maneira mais proveitosa – células solares orgânicas para captar a luz do Sol e transformá-la em energia elétrica, tudo isso na forma de um par de óculos escuros que pode se passar como qualquer um que vemos por aí. O grande feito do projeto é realmente conseguir produzir óculos capazes de gerar eletricidade sem atrapalhar o usuário, permitindo que ele enxergue normalmente pelas lentes escuras, porém, transparentes. Normalmente, células solares são opacas e rígidas, o que impede seu uso como lentes de óculos. No caso desse dispositivo, o material pode ser cortado para se adaptar a qualquer tipo de armação comercial encontrada no mercado. “No caso desse dispositivo, o material pode ser cortado para se adaptar a qualquer tipo de armação comercial encontrada no mercado” Captando tudo O protótipo sequer exige que a luz solar esteja batendo diretamente nas lentes, sendo capaz de absorver a iluminação do próprio ambiente quando está funcionando. As duas hastes dos óculos dão suporte para os circuitos impressos e os componentes eletrônicos que convertem a luz solar em eletricidade. Essa energia gerada alimenta um pequeno visor que mostra a temperatura ambiente e a intensidade do brilho do Sol. “A quantidade de eletricidade produzida não é capaz de alimentar mais do que pequenos dispositivos” Se você já está pensando que dá para carregar o celular usando um par de óculos como esse, vamos com calma: a quantidade de eletricidade produzida não é capaz de alimentar mais do que pequenos dispositivos sem grande consumo, gerando apenas 200 miliwatts de excesso de potência. Ainda assim, não deixa de ser um primeiro passo para uma exploração mais proveitosa de um recurso que pode ser tão útil para todo mundo. Fonte: https://www.tecmundo.com.br/produto/120344-par-oculos-escuros-consegue-transformar-energia-solar-eletricidade.htm

HOYA Corporation conclui a aquisição da Performance Optics, LLC

TÓQUIO, 2 de agosto de 2017 /PRNewswire/ — A HOYA Corporation (HOYA) anunciou hoje a conclusão da aquisição da Performance Optics, LLC (Performance Optics), incluindo suas subsidiárias VISION EASE e Daemyung Optical. A Performance Optics é uma fabricante global de lentes oftálmicas especializada em lentes de policarbonato, fotocromáticas, polarizadas e de alto índice. A aquisição complementa o portfólio da HOYA Life Care, expandindo ainda mais o alcance geográfico da HOYA e a oferta de produtos da divisão HOYA Vision Care. “Em tudo o que fazemos, focamos nas necessidades e desafios dos profissionais oftalmológicos e do setor. Somos um verdadeiro parceiro e os ajudamos a se destacarem da concorrência ao proporcionar valor ao seu negócio, em vez de agir como seu concorrente”, afirmou Girts Cimermans, diretor geral da HOYA Vision Care. “A Performance Optics proporciona à HOYA recursos adicionais e ofertas de tecnologias de lentes de policarbonato, fotocromáticas e polarizadas, além de expandir nossa presença global no setor de lentes de alto índice. Isso fortalece nossa posição como líder mundial em tecnologia e oferece a um número maior de profissionais oftalmológicos e do setor as vendas e o suporte que eles procuram e precisam.” A Performance Optics é uma fabricante global de lentes para óculos que conta com mais de 2.000 funcionários no mundo todo. Com fábricas nos Estados Unidos, Coreia do Sul, China, Tailândia e Indonésia, a Performance Optics atende às necessidades globais dos clientes de óculos. “As subsidiárias da Performance Optics, VISION EASE e Daemyung Optical, têm recursos e culturas de inovação, qualidade e serviço que complementam a presença e a reputação de longa data da HOYA no setor de óculos”, afirmou John Weber, diretor geral da Performance Optics. “Ao unir forças, atenderemos melhor às necessidades globais dos nossos clientes em qualquer lugar do mundo.” “A conclusão da aquisição da Performance Optics representa outro marco importante para nosso segmento de cuidados com a vida”, afirmou Augustine Yee, diretor jurídico e líder global de desenvolvimento e assuntos corporativos da HOYA Corporation. “Agora, a Performance Optics se unirá à HOYA Vision Care em seu esforço para promover e apoiar os profissionais oftalmológicos e do setor com produtos, serviços e suporte de alta qualidade. Também estamos ansiosos por aumentar nossos recursos globais de pesquisa e desenvolvimento com a criação de um novo centro tecnológico de excelência fora da Tailândia e do Japão.” Sobre a HOYA  Fundada em 1941 em Tóquio, Japão, a Hoya é uma empresa global de tecnologia e tecnologia médica e fornecedora líder de produtos médicos e tecnológicos. A Hoya atua nos campos de cuidados com a saúde e tecnologia da informação, oferecendo óculos, endoscópios médicos, lentes intraoculares e lentes ópticas, bem como os principais componentes para dispositivos semicondutores, painéis de LCD e HDDs. Com mais de 150 escritórios e subsidiárias no mundo todo, a Hoya conta atualmente com 36.000 funcionários em vários países. Para obter mais informações acesse http://www.hoya.com. Sobre a HOYA Vision Care  Há mais de 60 anos, a HOYA Vision Care é líder mundial no setor de lentes para óculos. Presente em mais de 50 países, a Hoya Vision Care possui experiência comprovada em design de lentes e tecnologia de superfície FreeForm, além de uma posição líder em revestimentos AR de alta qualidade e alto desempenho. O sólido portfólio de mercado da HOYA Vision Care inclui as lentes SEIKO e PENTAX, bem como produtos inovadores como o Yuniku, os primeiros óculos personalizados 3D voltados para a visão. A empresa conta com mais de 16.000 funcionários no mundo todo, com instalações de produção em massa na Ásia e na Europa e mais de 40 laboratórios locais de Rx no mundo todo. Sobre a Performance Optics, LLC  A Performance Optics, LLC é uma empresa do portfólio da Wind Point Partners focada em investimentos em empresas ópticas. Ela inclui as fabricantes de lentes oftálmicas VISION EASE e Daemyung Optical Co. Ltd. e conta com fábricas nos Estados Unidos, Tailândia, Indonésia, Coreia do Sul e China. A VISION EASE é uma fabricante e comercializadora global de lentes oftálmicas que oferece lentes que, hoje, são o padrão do mercado – inclusive lentes de policarbonato, fotocrômicas e polarizadas. A Daemyung Optical Co., Ltd. é a segunda maior fabricante de lentes ópticas da Coreia e é uma empresa especializada em lentes de plástico de alto índice. Para obter mais informações, acesse http://www.visionease.com e m.dmo.co.kr Investidores e detentores de títulos podem obter mais informações e outros documentos relativos à aquisição, arquivados pela empresa na Bolsa de Valores de Tóquio, de maneira gratuita em http://www.hoya.com.   View original content:http://www.prnewswire.com/news-releases/hoya-corporation-conclui-a-aquisicao-da-performance-optics-llc-300498106.html FONTE: HOYA Vision Care Fonte: http://exame.abril.com.br/negocios/releases/hoya-corporation-conclui-a-aquisicao-da-performance-optics-llc/

Cegueira já afeta 36 milhões de pessoas no mundo, diz pesquisa

Envelhecimento da população é responsável por número de casos RIO- Um estudo publicado ontem na revista médica “Lancet” indica que, atualmente, a cegueira afeta 36 milhões de pessoas em todo o mundo e, embora a prevalência da deficiência na população mundial tenha diminuído, os especialistas alertam para o aumento no número absoluto de casos. Entre as hipóteses para explicar o quadro, além do crescimento da população mundial, os pesquisadores apontam como possível causa o envelhecimento da população. Os cientistas projetam ainda que a quantidade de pessoas com deficiência visual tende a continuar crescendo. A expectativa é de que, em 2020, a cegueira atinja 38,5 milhões de pessoas. Já em 2050, serão quase 115 milhões de cegos no mundo. Já a quantidade de pacientes com comprometimento da visão variando de moderado a grave baterá a casa dos 588 milhões no mesmo ano. Atualmente, há 217 milhões de pessoas com comprometimento nesses níveis (em 1990 eram 160 milhões). Os médicos frisam, no entanto, que as projeções podem mudar de acordo com a evolução da população mundial. De acordo com o relatório, os mais atingidos vivem em países em desenvolvimento. Para chegar a essas conclusões, a pesquisa analisou a situação de 188 países entre 1990 e 2015 a partir do Global Vision Databases, um banco de dados sobre o tema. — Mesmo uma deficiência visual leve pode afetar significativamente a vida de uma pessoa. Pode, por exemplo, reduzir sua independência. Em muitos países, (a deficiência visual) muitas vezes significa que as pessoas estão impedidas de dirigir. Assim como reduz suas oportunidades educacionais e econômicas — comentou o pesquisador Rupert Bourne, responsável pelo estudo. — Com o número de pessoas com deficiência visual crescendo, devemos agir para aumentar nossos atuais esforços no que diz respeito ao tratamento a nível mundial, regional e nacional. Embora a quantidade de pessoas cegas tenha aumentado de 30,6 milhões, em 1990, para 36 milhões, em 2015, a prevalência da deficiência visual em relação à população mundial caiu. Se há 17 anos o índice era de 0,75%, em 2015 a taxa foi de 0,48%. O mesmo movimento aconteceu com os casos de comprometimento moderado a grave da visão, passando de 3,83%, em 1990, para 2,90%, em 2015. Mas ainda que o percentual em relação à população mundial tenha caído, a projeção dos especialistas é que essas taxas voltem a subir ligeiramente em 2020. ACESSO À SAÚDE EM JOGO Os cientistas também analisaram casos menos graves de deficiência visual, como a presbiopia— dificuldade de enxergar de perto, principalmente a partir dos 40 anos, a popular “vista cansada” — e constataram que pelo menos 1,1 bilhão de pessoas acima de 35 anos em todo planeta sofrem desse mal. — A incidência de algumas doenças, que no passado era menor, agora está maior. Muitas dessas doenças têm ligação com o envelhecimento. A maculopatia, que afeta a retina, está relacionada à idade. Há ainda a presbiopia, o glaucoma, a catarata. São doenças que estão aumentando no mundo — afirma Paulo Augusto de Arruda Melo, professor de oftalmologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e integrante do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). O relatório mostra que os países com menor renda são os mais atingidos pela cegueira. Um exemplo é que, em 2015, tanto no Oeste quanto no Leste da África Subsaariana e no Sul da Ásia, a prevalência de cegueira foi superior a 4%. Enquanto isso, em regiões de alta renda, como Europa e América do Norte, entre outras, o índice foi de 0,5%. De acordo com Melo, a maior prevalência de casos de cegueira está intimamente ligada à precaridade na oferta de serviços de saúde e educação: — Nos países onde não há acesso à educação e acesso deficiente à saúde há grande número de deficientes visuais. São pessoas que, por falta de informação, não se protegem e têm maior número de acidentes de trabalho. Ou pessoas que têm uma má alimentação. Há ainda a população que teria condições de recuperar a visão e não tem acesso à saúde. Leia mais: https://oglobo.globo.com/sociedade/saude/cegueira-ja-afeta-36-milhoes-de-pessoas-no-mundo-diz-pesquisa-21661673#ixzz4ohO9ZQnp

Dieta blinda olhos dos riscos do PC, diz especialista

Pesquisa inédita aponta alimentos que diminuem os efeitos das telas eletrônicas sobre a saúde dos olhos Quem passa horas trocando mensagens eletrônicas, navegando pela internet ou redes sociais conhece bem a síndrome da visão no computador. Olhos vermelhos, visão embaçada, dor de cabeça e perda do sono são os principais sintomas que atingem todas as faixas de idade. Para o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto do Instituto Penido Burnier é o mal do século. Estudos conduzidos pelo especialista mostram que quanto maior a idade, mais frequente é a síndrome. Apesar de ter uma prevalência de 75% no país, atinge 30% das nossas crianças e salta para 90% dos brasileiros com mais de 40 anos. O oftalmologista explica que a causa desta diferença é o maior esforço visual para fixar as imagens próximas conforme envelhecemos. Isso porque, a partir dos 40 anos nosso cristalino perde o poder de acomodação que é a capacidade de focar a todas distâncias. O resultado é a presbiopia, redução da visão de perto que é mais exigida na frente do celular, tablet ou computador. O risco da luz azul “Hoje a maior preocupação médica com a vida digital é o aparecimento precoce da catarata e principalmente da degeneração macular, maior causa de cegueira definitiva no mundo que afeta a porção central da retina”, afirma. O oftalmologista alerta que já está comprovada a maior chance de desenvolvermos estas doenças. por conta da alta exposição à luz azul emitida pelas telas eletrônicas. A boa notícia é que uma pesquisa inédita publicada pela Universidade de Geórgia (EUA) mostra que o consumo de dois nutrientes – luteína e zeaxantina – reduz o risco de degeneração macular em até 30%. O médico explica que estas substâncias são responsáveis pela pigmentação da mácula e inibem a formação de radicais livres, principal gatilho para a degeneração celular. A diminuição do risco de contrair a doença foi comprovada por exames de visão de contraste e de densidade óptica de pigmento macular. Foram realizados após 3 e 6 meses de suplementação alimentar com 30 mg destes nutrientes em um grupo de 47 jovens saudáveis. Os participantes também relataram melhora do sono, diminuição da dor de cabeça e da fadiga visual. Crianças têm olhos mais sensíveis Queiroz Neto afirma que o risco da exposição à luz azul das telas eletrônicas é maior entre crianças. Isso porque, na infância a pupila maior e o cristalino mais transparente filtram menor quantidade desta luz e isso pode elevar a predisposição das novas gerações à degeneração macular. Não quer dizer que seja necessária suplementação alimentar para proteger os olhos da criança. A educação alimentar desde cedo evita muitos problemas de saúde. As principais fontes de luteína elencadas pelo médico são as folhas verde-escuro, gema de ovo e ervilha. Já a zeaxantina é encontrada no milho, pimentão amarelo, laranja e abóbora que devem fazer parte da dieta de toda a família. O oftalmologista também alerta que muitas crianças abusam das engenhocas eletrônicas nas férias e acabam desenvolvendo a miopia acomodativa por excesso de esforço para enxergar de perto. Por isso recomenda aos país que levem as crianças ao oftalmologista antes da volta às aulas, para que o segundo semestre não seja comprometido por problemas de visão. O uso de óculos melhora o rendimento escolar de 1 em cada 2 crianças, conclui. Fonte: https://www.noticiasaominuto.com.br/lifestyle/419954/dieta-blinda-olhos-dos-riscos-do-pc-diz-especialista

Conjuntivite também é comum no inverno; conheça os diferentes tipos

Sensação de areia nos olhos, queimação e lacrimejamento. Esses são alguns dos sintomas da conjuntivite, que é a inflamação na membrana que reveste a parte frontal dos olhos e o interior das pálpebras. A doença, que incomoda bastante, é comum no verão por causa do calor, suor e tempo seco. Mas, engana-se quem pensa que ela não aparece nas outras épocas do ano. No inverno, o tempo também fica seco e o aumento do contato com ácaros encontrados nas roupas de frio, que ficam muito tempo guardadas, favorece o surgimento da conjuntivite, problema que também pode ser causado pela aglomeração de pessoas em ambientes fechados. Em todos os tipos de conjuntivite, o olho afetado fica avermelhado (Foto: Shutterstock)Os tipos mais comuns da conjuntivite são a viral, bacteriana, alérgica e tóxica. De acordo com Almir da Silva Ruiz, médico assistente do Serviço de Oftalmologia da Santa Casa de Santos, a conjuntivite viral pode durar de cinco a 21 dias. “Os sintomas geralmente incluem olho vermelho, lacrimejamento, sensação de areia e sensibilidade à luz”. A bacteriana dura em torno de sete dias, mas pode ser reduzida com medicações. Os sintomas são semelhantes aos da conjuntivite viral, incluindo, ainda, secreção purulenta (pus). Já o tipo alérgico, segundo o especialista, geralmente é crônico. A doença vem acompanhada de coceira e, nas crises, inchaço das pálpebras. Neste caso, a duração depende se o paciente ainda está em contato com o que causou a alergia, como, por exemplo, ácaros presentes na poeira de casa ou fungos. “Nas crises, o tratamento correto melhora os sintomas rapidamente em 24h a 48h, mas o tratamento estendido evita recaídas”, orienta Almir. A conjuntivite tóxica é causada por contato com substâncias irritantes, como fumaça ou produtos de limpeza. A duração depende da intensidade do contato e do tratamento adequado. “Podemos evitar a conjuntivite com medidas de higiene, como lavar as mãos com frequência, especialmente após frequentar lugares públicos, não levar as mãos aos olhos e separar objetos pessoais da pessoa que está contaminada”, diz o médico. Tratamento Segundo o especialista, o tratamento é específico para cada tipo de conjuntivite. Colírios lubrificantes higienizam e aliviam o incômodo. ”E pode-se usar compressas frias de soro fisiológico ou água filtrada. Vale lembrar que água boricada não é indicada, pois o paciente pode ter alergia e piorar o quadro de saúde”. Almir ainda explica que, no caso das conjuntivites virais, é especialmente importante notar se a visão está embaçada, sinal da presença do adenovírus, geralmente contraído pelo contato com secreções, dedos ou algum objeto contaminado, como toalhas e instrumentos. Mas a infecção pode ser transmitida também pelo ar ou pela água. “A conjuntivite por adenovírus pode causar o comprometimento da córnea e deixar sequelas se não for tratada adequadamente”. Colírios lubrificantes higienizam e aliviam o incômodo da conjuntivite (Foto: Shutterstock)O tratamento para o tipo bacteriano baseia-se na prescrição de colírio antibiótico. Na alérgica, são usados colírios antialérgicos e, às vezes, tratamento via oral. “É importante que o paciente pesquise os fatores da causa da alergia”. Na conjuntivite tóxica é feita lavagem para eliminar o contato com o agente que atingiu os olhos. “O tratamento é por colírios que geralmente incluem antibiótico e anti-inflamatório. Por isso, no caso de irritação ocular, recomendamos sempre procurar um médico oftalmologista para diagnosticar e tratar adequadamente”. Fonte: http://www.noticiahoje.com.br/NoticiasWeb.aspx?ID=36049145.127759.17777214#

Colírios antibióticos muitas vezes não servem para tratar a conjuntivite

Cerca de 80% dos casos de conjuntivite são causados ??por um vírus e não há tratamento para a conjuntivite viralGeralmente colírios com antibióticos são prescritos para pessoas com conjuntivite, apesar desses medicamentos serem quase sempre ineficazes, aponta um novo estudo.“Cerca de 80% dos casos de conjuntivite são causados ??por um vírus e não há tratamento para a conjuntivite viral. A maioria das conjuntivites bacterianas é leve e melhorará em uma semana ou duas sem tratamento. Os antibióticos são eficazes apenas em um número muito menor de casos que envolvem a bactéria que causa a gonorreia ou a clamídia”, afirma o oftalmologista Virgílio Centurion, diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.Em um estudo retrospectivo, publicado na Ophthalmology, com de 340.372 pessoas com conjuntivite, 58% receberam prescrição de colírios antibióticos. Cerca de 83% das pessoas no estudo receberam o diagnóstico de profissionais de saúde que não eram oftalmologistas. Em comparação com as pessoas diagnosticadas por um oftalmologista, aqueles que foram diagnosticados por pediatras, clínicos gerais, internistas e médicos da emergência eram de duas a três vezes mais propensos a receber antibióticos.“O tratamento desnecessário com antibióticos não é apenas um desperdício do ponto de vista financeiro. Ele altera a flora bacteriana normal do olho e pode levar ao desenvolvimento de cepas resistentes de bactérias nocivas”, diz a oftalmologista Meibal Junqueira, que também integra o corpo clínico do IMO.Segundo a médica, “a conjuntivite é uma doença que exige primeiro o tratamento conservador. Recomendamos compressas frias, lágrimas artificiais, principalmente para proporcionar conforto aos olhos. Além disso, é contagiosa, então lave suas mãos, mude suas roupas de cama e não compartilhe as toalhas ou objetos de uso pessoal”, recomenda Junqueira. Fonte:http://www.noticiahoje.com.br/NoticiaWebTexto.aspx?ID=36030197.127759.17777214

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