Demanda por óculos aquece mercado de óticas no Brasil

O modelo de franquias deslanchou e o faturamento do setor cresceu mais de 10%. Lojas populares lançadas em todo o país facilitam o acesso de pessoas de baixa renda às lentes corretivas. A noticia saiu no Jornal da Band, mostrando a retomada do crescimento do setor óptico no Brasil. Assista a matéria completa pelo link: http://noticias.band.uol.com.br/jornaldaband/videos/ultimos-videos/16290004/demanda-por-oculos-aquece-mercado-de-oticas-no-brasil.html
A boa surpresa do emprego

A sequência de quatro meses de geração líquida de empregos reforça a percepção de retomada, embora ainda lenta, de atividade em vários setores empresariais O Estado de S.Paulo 11 Agosto 2017 | 03h09 O setor privado foi a grande fonte de criação de vagas com carteira em julho, quando 35.900 postos foram adicionados ao estoque de emprego. O resultado foi uma surpresa, porque analistas consultados pela imprensa vinham prevendo até uma retração temporária nas contratações. Com esse avanço, a geração líquida de empregos – diferença entre admissões e demissões – aumentou por quatro meses consecutivos. Essa sequência reforça a percepção de uma retomada, embora ainda lenta, de atividade em vários setores empresariais. A desocupação permanece muito alta, com mais de 13 milhões de pessoas em busca de trabalho, mas a melhora no segmento formal é um sinal sem dúvida alentador, especialmente porque o desemprego demora a cair quando a economia sai de uma recessão – no caso, a mais severa da história republicana. Dois detalhes do quadro apresentado pelo Ministério do Trabalho, nesta semana, são particularmente animadores. O primeiro é a amplitude do movimento. O saldo de contratações foi positivo em cinco dos oito grandes setores cobertos pela pesquisa mensal. Durante algum tempo, a criação de vagas foi liderada, com folga, pela agropecuária – um reflexo do crescimento de várias lavouras. Em julho, o saldo de empregos foi positivo na indústria de transformação, no comércio, nos serviços, na agropecuária e na construção civil. O segundo ponto especialmente estimulante, nesse quadro, é a liderança da indústria de transformação, com abertura líquida de 12.594 postos. Os empregos industriais normalmente oferecem as melhores condições de contratação, pela segurança, pelos salários diretos e pelos benefícios complementares. Além disso, os postos criados se incluem, quase sempre, entre os mais produtivos da economia urbana. As contratações industriais de julho são mais um bom indício de recuperação da atividade no chamado setor secundário. Em junho, a produção da indústria cresceu em 9 dos 14 locais cobertos pela pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A variação geral de maio para junho foi nula, mas o dinamismo observado na maior parte dos locais da pesquisa confirma a amplitude da reativação. Em junho, o setor produziu 0,5% mais que um ano antes. No semestre, 0,5% mais que em igual período de 2016. O resultado de 12 meses ainda foi 1,9% inferior ao do período imediatamente anterior, mas o movimento geral é claramente de recuperação. A indústria continua longe do nível de atividade anterior à recessão, mas cada novo levantamento parece confirmar a superação da pior fase. Parte da melhora é atribuível ao crescimento das vendas externas. Os dois segmentos com maior criação de empregos em julho, o da indústria de alimentos, bebidas e álcool etílico e o dos fabricantes de material de transportes, estão entre os exportadores mais ativos. Mas também a abertura de 10.158 postos no comércio, o segundo maior número, é um sinal muito bom. Os consumidores continuam cautelosos, por causa do desemprego ainda alto, mas o aumento das contratações é um sinal de animação dos empresários. Apesar da incerteza criada pela crise política iniciada em maio, eles parecem manter alguma boa expectativa quanto à evolução dos negócios. A oferta de empregos é um dado mais expressivo do que as sondagens, um tanto negativas, de confiança dos executivos do setor. Com apenas 724 empregos criados em julho, a construção civil aparece em quinto lugar, o último, na lista dos grandes setores com resultados positivos. É um detalhe ruim, porque a construção pode ser especialmente importante como geradora de empregos e também como fonte de estímulos para a reativação geral da economia. A construção cria demanda para enorme número de indústrias, como a siderúrgica, a de concreto, a de máquinas, as de plásticos, vidros e metais não ferrosos, para ficar numa lista bem limitada. O governo pode fazer muito mais tanto para reativar as obras de infraestrutura quanto para animar o setor habitacional. Para isso, o primeiro passo é dinamizar alguns setores da própria administração federal. Fonte: http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,a-boa-surpresa-do-emprego,70001932212
Confira 10 mitos e verdades sobre as lentes de contato

Quarta, 09 Agosto 2017 15:48 Escrito por Gabriela Conde Pensando em substituir os óculos de grau? A especialista da Óticas Diniz esclarece as dúvidas mais comuns sobre a utilização do acessório Aliadas de quem não deseja usar óculos, as lentes de contato têm caído no gosto dos brasileiros. Tanto que, de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Ópticas (ABIÓPTICA), apenas no ano passado, foram vendidas 34 milhões de unidades no país. Ainda segundo a entidade que representa o setor, o segmento movimentou R$ 567 milhões de um total de R$ 19,6 bilhões arrecadados em todo o mercado óptico nacional em 2016. “Muitas pessoas têm se rendido às lentes pelo efeito estético, uma vez que proporcionam uma aparência mais natural ao rosto em relação aos óculos. Outras as utilizam para disfarçar problemas de visão, despigmentação ou, simplesmente, porque querem mudar a cor natural dos olhos”, observa a médica oftalmológica, dra. Liane Iglesias, consultora daÓticas Diniz – maior rede de varejo óptico do Brasil. No entanto, para usar lentes de contato é necessário passar por um exame oftalmológico completo. “Não é todo mundo que se adapta bem e utilizá-las sem avaliar as condições das córneas, e sem a devida orientação, traz riscos à visão. Os hormônios, por exemplo, influenciam e dificultam a adaptação do acessório nas mulheres, especialmente durante a gestação e lactação. Daí a importância da consulta”, explica a especialista. Por isso, seguir a orientação correta do oftalmologista é essencial para o bom uso das lentes de contato. “O acessório pode ser nosso melhor ou pior amigo. Tudo vai depender dos cuidados com a higiene, da quantidade de uso estipulado e, principalmente, de fazer tudo o que o seu médico recomendar”, destaca a dra. Liane Iglesias. Abaixo, confira os principais mitos e verdades sobre as lentes de contato: 1. Existe apenas um tipo de lente de contato? MITO: há diversos tipos de lentes. As convencionais, que duram até um ano, são as mais comuns. Mas, também existem as que devem ser descartadas mensalmente, as que duram até duas semanas e, por fim, as descartáveis diariamente. Elas também são classificadas por sua composição material, ou seja, se são rígidas, híbridas ou gelatinosas. Cada uma é indicada para um fim específico, sempre de acordo com a necessidade de cada paciente. 2. Todo mundo pode usar o acessório? VERDADE: de forma geral, as lentes são adaptáveis para todos os tipos de pessoas. Mas, mesmo com toda a tecnologia, há quem sofra com inflamação ocular ou tenha alergia aos materiais com as quais são fabricadas. Por isso, antes de utilizar o acessório, é fundamental a realização de um exame oftalmológico completo. 3. Lentes de contato são desconfortáveis? MITO: isso só acontece quando não há nada de errado com a saúde dos seus olhos. Normalmente, o incômodo surge por causa de cansaço, coceira, vermelhidão ou lacrimejamento ocular. Em um desses casos, quando o desconforto com o uso das lentes é frequente, é necessário interromper imediatamente o uso e consultar o médico. 4. O uso indevido pode causar cegueira? VERDADE: apesar de ser raro, pode acontecer quando a limpeza não é feita todos os dias, inclusive, o estojo guarda e protege as lentes. Isso porque, quando elas são armazenadas em um ambiente úmido, o protozoário Acanthamoeba pode entrar em contato com elas, e consequentemente com os olhos, causando algumas doenças que podem levar à cegueira. 5. Lentes de contato são caras? MITO: a popularização do produto tem reduzido o seu custo e, atualmente, há diversas opções de marcas e preços que variam de acordo com a necessidade do paciente e da correção visual. As mais baratas, por exemplo, têm descarte diário, já as que duram mais tempo, têm preços mais elevados. 6. É preciso higienizar o acessório diariamente? VERDADE: sim, e há soluções específicas para essa finalidade, já que são compostas por substâncias que removem as impurezas e ainda conservam as lentes. O uso de água ou soro fisiológico não retira os agentes microbianos, apenas hidrata o acessório. O estojo também deve ser limpo com essa solução pelo menos uma vez por semana e trocado a cada quatro meses. 7. Lentes de contato causam dores de cabeça? MITO: é comum relacionar a cefaleia com a utilização do acessório. No entanto, a dor de cabeça pode ter outra explicação, como, por exemplo, vista cansada. Isso acontece quando os olhos não se acostumam com o uso das lentes. O ideal é procurar um médico e experimentar alguns modelos até encontrar o tipo que não cause desconforto. 8. O ideal é colocar o acessório antes de se maquiar e de remover a maquiagem? VERDADE: esse passo ajuda na redução da quantidade de resíduos na lágrima e na prevenção do contato dos produtos com as lentes e, consequentemente, com a córnea. Retirá-las antes de remover a maquiagem evita danos mais graves ou mesmo algum deslocamento acidental. Para isso, é primordial lavar bem as mãos. 9. Dá para usar o acessório mesmo após o prazo de validade vencer? MITO: não respeitar a validade do produto pode causar sérios danos à visão. As lentes contêm pequenos poros que permitem a passagem de oxigênio para a córnea e, após o seu vencimento, eles param de funcionar, acumulando proteínas que dão origem a infecções e lesões, algumas irreversíveis. 10. Dormir com as lentes prejudica a visão? VERDADE: sim e pode ser muito perigoso, já que há risco de contrair infecções por bactérias, fungos, vírus e até amebas. Além disso, diminui a oxigenação ocular, deixando a córnea ressecada. O recomendado é retirar, higienizar e guardar as lentes seguindo sempre as orientações do seu oftalmologista. Fonte: http://www.segs.com.br/demais/76878-confira-10-mitos-e-verdades-sobre-as-lentes-de-contato.html
Anvisa aprova nova lente intraocular da Alcon

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acaba de aprovar a nova lente intraocular (LIO) da Alcon: a AcrySof IQ PanOptix Toric, que passa a integrar uma linha completa de LIO para pacientes que precisam realizar a cirurgia de catarata. A LIO aprovada vai além do papel de substituir o cristalino opaco dos pacientes com catarata e também corrige o astigmatismo e a presbiopia (popularmente chamada de “vista cansada”). “Esta é uma nova opção para pacientes que precisam de uma solução para suas necessidades de visão de perto, intermediária e de longe, além de recuperar a qualidade da visão, prejudicada por causa da catarata, com uma única lente, em um único procedimento”, explica a diretora médica da Alcon, Dra. Vanessa Toscano. “A AcrySof IQ PanOptix Toric é uma lente intraocular trifocal, a única do mercado a proporcionar ponto focal intermediário de 60 centímetros, uma distância confortável para muitos pacientes”, conta a médica. “Além disso, ela é uma lente com maior estabilidade dentro do olho, o que faz com que os riscos de girar e desestabilizar o ponto focal do paciente sejam bastante reduzidos”, complementa a diretora médica da Alcon. Entendendo a catarata A catarata acontece quando a lente natural do olho (cristalino) se torna opaca, um processo inerente ao envelhecimento. O problema afeta a visão do paciente por não permitir que a luz passe pelo cristalino. A catarata é uma das principais causas de cegueira. Mas, essa consequência extrema da doença pode ser evitada com a intervenção cirúrgica para substituição do cristalino opaco por uma LIO. Hoje, graças à evolução das tecnologias cirúrgicas e das lentes intraoculares modernas, essa cirurgia se tornou um procedimento mais simples, seguro e eficiente. Astigmatismo e presbiopia Astigmatismo é a variação da curvatura da córnea e, se não corrigida, causa uma visão embaçada em qualquer distância. Já a presbiopia – popularmente chamada de “vista cansada” – é uma condição do olho que ocorre como parte natural do envelhecimento do corpo humano. O problema, caracterizado pelo enrijecimento do cristalino, envolve a perda da capacidade do olho de focar em objetos em curta distância, como smartphones, computadores e livros. Os primeiros sinais da presbiopia são: visão cansada, dificuldade de enxergar em luz difusa e problemas para focar objetos. A presbiopia acontece, em geral, após os 40 anos de idade e, para ser corrigida sem cirurgia, o paciente precisa usar óculos ou lentes de contato. Sobre a Alcon A Alcon é líder global em produtos oftalmológicos. Divisão da Novartis, oferece produtos inovadores que melhoram a qualidade de vida ajudando as pessoas do mundo todo a enxergar melhor. Seus produtos melhoram a vida de mais de 260 milhões pessoas em todo o mundo com problemas de catarata, glaucoma, retina, entre outros. A Alcon busca soluções para o cuidado com os olhos, através de produtos inovadores, com parceiros, profissionais e programas de alta qualidade. Há 70 anos, a empresa trabalha para desenvolver soluções e produtos que contribuem para o bem-estar da saúde ocular e a evolução da oftalmologia. Mais informações acesse: www.br.alcon.com Sobre a Novartis A Novartis fornece soluções inovadoras de saúde que atendem às necessidades em evolução de pacientes e da sociedade. Com sede na Basileia, na Suíça, a Novartis oferece um portfólio diversificado para melhor atender essas necessidades: medicamentos inovadores, medicamentos mais econômicos, que são os genéricos e biossimilares, e produtos para a saúde dos olhos. A Novartis tem posições de liderança globalmente em cada uma dessas áreas. Em 2016, o Grupo alcançou vendas líquidas de USD 48,5 bilhões, enquanto os investimentos em P&D totalizaram aproximadamente US $ 9,0 bilhões. As empresas do Grupo Novartis empregam cerca de 119 mil colaboradores em tempo integral. Os produtos Novartis são vendidos em cerca de 155 países ao redor do mundo. Para mais informações, visite http://www.novartis.com. Fonte: http://www.redepress.com.br/noticias/2017/08/08/anvisa-aprova-nova-lente-intraocular-da-alcon/
“O Brasil vive uma falsa crise”

O economista Paulo Rabello de Castro assumiu o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no final de junho deste ano, depois que a ex-presidente Maria Silvia Bastos Marques pediu demissão. “São dois meses que equivalem a dois anos, no novo calendário bndessiano, pois queremos fazer seis anos em seis meses”, diz ele. Nesse período, Rabello de Castro mostrou que não tem medo de colocar o dedo em feridas. Primeiro, pediu calma àqueles que defendem a troca da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) pela Taxa de Longo Prazo (TLP). Nesta entrevista, ele explica os motivos pelos quais a TJLP não é um juro subsidiado e deve ser mantida. Além disso, ele coordenou um trabalho de revisão das operações do BNDES nos últimos 15 anos, que foi chamado de “Livro verde: nossa história como ela é”. O resultado foi surpreendente, pois mostrou que o banco não privilegiou poucas empresas nem apenas os grandes grupos, os chamados “campeões nacionais”. Na entrevista a seguir, o presidente do BNDES fala sobre política, economia e, claro, eleições. DINHEIRO – O Brasil está saindo da crise? PAULO RABELLO DE CASTRO – Não só o Brasil está saindo da crise, como a crise que resta é artificial. Alguém poderia exagerar e dizer que é uma falsa crise, porque é a parte que os brasileiros impõem a si, na medida em que gastam demais. Portanto, eles ainda não enfrentaram o ajuste final, ou seja, o ajuste de contas que tem de ser feito no próprio setor público. É apenas um enfrentamento parcial, por enquanto. E também é preciso enfrentar os dois grandes eixos do estrangulamento econômico nacional: o manicômio tributário e o juro alto demais, incluindo a generalização dos subsídios existentes como contrapesos a esses juros altos. Aliás, os subsídios são respostas capengas a uma estrutura de juros artificialmente engendrada. Depois disso estaremos num novo Brasil, que é como um remédio que você toma e que faz você sentir o bem que você deveria estar sentindo, embora não esteja porque o mal-estar é indefinido. Essa é a falsa crise. DINHEIRO – O fato de ter o País ter mais de US$ 380 bilhões em reservas cambiais é uma garantia? RABELLO DE CASTRO – A crise é falsa no sentido que o Brasil é, de fato, essa potência que um dia a gente sonhou que existia e que hoje a gente tem certeza que não existe. A nossa neurose é essa certeza. É uma síndrome de pânico. Estamos com pânico de futuro, não queremos enfrentar o futuro. Isso só se resolve em 2018, em última análise. Mas eu creio que o governo Michel Temer, nesse sentido, é um belo São João Batista dessa revelação que vai ser o Brasil apresentado para si mesmo no seu imenso potencial, na medida em que for passado a limpo no processo eleitoral. DINHEIRO – Que papel é esse do presidente Temer? RABELLO DE CASTRO – É um papel de João Batista, para muita gente não dizer que ele virou santo e criar mais esse patrulhamento. Quero dizer que é aquele que vem preceder o processo de cura. É ponte, transição, pinguela, pontilhão, ou seja, é um conjunto inicial de providências, do qual a PEC do Teto é uma providência, ainda que percebamos que, agora, com esse resistente déficit, é uma resposta parcial. Tem que ter uma resposta complementar à PEC do Teto. A resposta da Reforma Trabalhista é importantíssima. A da Previdência tem de ser complementada. DINHEIRO – O sr. acredita que ela sai? RABELLO DE CASTRO – Se não sair é porque ela tem de ser complementada e ficar mais radical na próxima rodada. O Brasil do futuro tem de decidir se pega nesta ou pega mais firme mais adiante. DINHEIRO – E a Reforma Tributária? RABELLO DE CASTRO – O deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) está com um relatório para ser lido na comissão da reforma a qualquer momento. E além da Tributária, nós precisamos encarar uma Reforma Financeira no País, que diz respeito justamente a ampliar esse debate que hoje existe de modo restrito entre a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) e Taxa de Longo Prazo (TLP). É uma bela oportunidade para debatermos o que precisa ser debatido. DINHEIRO – A TJLP não é juro subsidiado? RABELLO DE CASTRO – Não, na realidade ela não é subsídio na hora em que a gente faz a conta da operação ativa do BNDES e de todas as entidades que trabalham com TJLP. Porque ninguém sai pela porta do banco com TJLP “careca”. O mutuário sai do banco devendo a TJLP mais a taxa de remuneração do BNDES mais a sua taxa de risco. Como os clientes são muito bem escolhidos, como qualquer banco criterioso tem de fazer, a grande maioria dos recursos emprestados voltam ao banco engordados com a taxa do banco e mais a taxa de risco, além de tributos, que são recolhidos à União, dividendos e mais IOF. É o único banco do mundo que trabalha sem imunidade tributária. Portanto, ao se devolver isso tudo para a União, é o conjunto desses recursos liquidamente apurados que criam, eventualmente, uma taxa de fomento. O ministro Henrique Meirelles discute com equipe do governo a importância da aprovação da Reforma da Previdência(Crédito:Marcelo Camargo/Agência Brasil) DINHEIRO – Mas a comparação entre TJLP e Selic mostra um desencontro, não? RABELLO DE CASTRO – É preciso comparar a TJLP com uma taxa de juros neutra, que nem sempre tem sido a Selic. Em momentos de estresse financeiro, a Selic tem sido uma taxa defensiva. Uma taxa que o Copom, por motivos bem razoáveis, pratica acima do que seria o inefável e pouco conhecido ponto de equilíbrio da taxa de juros básica. Essa taxa de juros dita neutra, uma vez calculada com base, vamos dizer assim, no custo financeiro internacional, esse, sim o custo verdadeiro, mais a taxa de risco do Brasil, mais um coeficiente de desvalorização monetária do real. Esse conjunto constituiria uma taxa neutra sobre a qual temos de calcular se a Selic está acima ou abaixo dela. Na medida em que a
Realidade Virtual e lentes de contato inteligentes: coisas do futuro ou uma realidade?

Se quando você pensa em Realidade Virtual, imagina algo distante no futuro, tenho uma novidade para contar: você está atrasado. A Realidade Virtual e a Aumentada já formam um mercado que movimenta US$ 5,2 bilhões. Os grandes nomes da tecnologia, como Google e Facebook, já estão aplicando a Realidade Virtual nos seus novos negócios, e a expectativa é que, em 2020, essas tecnologias movimentem cerca de US$ 162 bilhões, segundo dados da consultoria IDC. Felizmente, o mercado brasileiro já mostra sinais de que está atento à nova tendência. Há algumas semanas, tive a oportunidade de participar de um painel sobre o assunto no 16º Tela Viva Móvel, em São Paulo. O evento teve como foco a tecnologia mobile, e a Realidade Virtual foi um dos grandes temas do encontro. Participaram do painel representantes das empresas Samsung, Qualcomm e mobCONTENT e Beenoculus, sendo que todas já estão apostando nessa tecnologia. Dos grandes players, o Google talvez tenha sido um dos mais ousados, arrisco dizer. Todos devem lembrar do Google Glass, óculos de Realidade Aumentada, que, apesar de muito interessante, enfrentou uma certa rejeição do público. Na verdade, muitas pessoas queriam utilizá-lo e gostaram de como ele funcionava. Mas o gadget causava um certo medo nas pessoas ao redor, que ficavam com medo da possibilidade de estarem sendo gravadas. Apesar de funcionarem bem, a tecnologia da Realidade Virtual já vê os óculos inteligentes como uma etapa passada. Hoje, a pesquisa gira em torno das lentes de contato inteligentes. Elas seriam muito mais práticas, discretas e possibilitariam experiências em primeira pessoa muito mais realistas. Quem assistiu à série Black Mirror deve ter se lembrado do episódio “The Entire History of You”, que apresenta uma realidade na qual praticamente todos os seres humanos (inclusive os bebês) possuem um implante atrás da orelha conectado com uma espécie de lente de contato, que grava os acontecimentos da sua vida, ininterruptamente. Nele, o uso da lente é visto como algo tão natural que o único personagem que não tem isso desperta curiosidade (e, até mesmo, certa rejeição) nos demais. Ainda não estamos nesse patamar, mas, imaginando todas as possibilidades, acredito que possamos chegar a uma realidade semelhante. Nunca a tecnologia evoluiu com tamanha velocidade, por isso devemos ficar atentos a tudo o que está surgindo. E, para cada problema, existe alguém com uma solução. No caso das lentes de contato inteligentes, existem vários questionamentos sobre como ela seria carregada, já que é um dispositivo eletrônico que precisa de energia, como todos os outros. Alguns especialistas afirmam que poderiam utilizar a energia motora para carregar uma espécie de “minibateria”. Em outras palavras, a cada piscada, um pouquinho de energia seria gerado, e conseguiríamos manter as lentes em funcionamento sem maiores problemas. Podemos imaginar o dispositivo sendo utilizado para ajustar a visão, reunir informações sobre a saúde do usuário, inserir elementos digitais no nosso campo de visão (no caso da Realidade Aumentada) ou ainda criar uma realidade totalmente virtual e nos permitir interagir com ela. As duas primeiras possibilidades já existem e estão muito próximas da população. Uma empresa já possui lentes de contato multifocais que usam tecnologia similar à de uma câmera fotográfica para ajeitar o foco e a recepção de luz nos olhos, e ajustar com o cérebro. Outra comercializa lentes inteligentes que são capazes de acertar a visão de pessoas daltônicas, fazendo que elas enxerguem as cores normalmente. Esses dois produtos são alguns exemplos do que já temos acesso. E esse é só o primeiro passo para a Realidade Virtual e Aumentada. Ainda acredito que veremos a utilização das lentes inteligentes como algo natural e o uso da Realidade Aumentada será como uma extensão do nosso próprio corpo. Eu entendo que parece futurista afirmar isso, mas tenho certeza de que essas tecnologias serão consideradas algo comum em muito pouco tempo. Um caminho que considero extremamente positivo é unir essas tecnologias com a educação. Imagine como será muito mais interessante aprender sobre História, Química ou Geografia vivenciando os momentos mais importantes do assunto em questão. Ou como uma empresa poderá realizar treinamentos corporativos muito mais eficazes para seus funcionários. As possibilidades são infinitas. Fonte: (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2017/07/cadernos/empresas_e_negocios/574930-realidade-virtual-e-lentes-de-contato-inteligentes-coisas-do-futuro-ou-uma-realidade.html)
Novos tempos… Novas atitudes

Os desafios dos últimos anos provocaram mudanças de paradigmas. Como sua empresa está se preparando? Como um avião que ruma para longe da tempestade, a economia brasileira vai aos poucos encontrando seu caminho. Os números recentes demonstram que o País está lentamente se recuperando de uma das piores crises dos últimos 50 anos. O Brasil que emerge, no entanto, não será igual àquele que imergiu. Essa nova realidade sugere a revisão de atitudes e conceitos, de posicionamentos e de estratégias, em um mercado em que o consumo consciente e a transparência nas relações são algumas das novas regras do jogo. Agora é a hora de as empresas fazerem o dever de casa: melhorar processos, rever conceitos e aumentar a produtividade, e isso não é exclusividade das grandes. Para não acabar na cesta de compra das gigantes ou engordar as estatísticas de companhias que fecham as portas, as pequenas e médias – que constituem um universo de mais de 98% das empresas ativas no País, segundo dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) – também precisam concentrar esforços para se aprimorar e se tornar mais competitivas. Os empresários que sobrevivem às turbulências econômicas já têm a ideia de quais caminhos seguir para retomar a rota do crescimento – tendo a inovação como principal combustível. Há, ainda, muitas previsões e poucas certezas, mas uma coisa não se discute: as novas tecnologias e a aceleração dos processos disruptivos mudaram para sempre a forma como as pessoas se comunicam e fazem negócio. O meio empresarial mudou. E as transformações são profundas e irreversíveis. O que há 10 ou 15 anos era ficção científica hoje é uma realidade palpável: inteligência artificial, internet das coisas (IoT), economias compartilhadas, novos processos tecnológicos, entre muitas outras soluções, estão ao alcance das empresas, até mesmo das pequenas. Negócios inovadores – e de alto impacto O contexto atual pede respostas novas – e rápidas – para os novos tempos. O conceito de sucesso nos negócios carrega agora cada vez mais um significado relacionado à inovação. Para acompanhar essa transformação, o empresário também mudou, e o resultado reflete claramente em um perfil mais dinâmico, informado, ético, com grande capacidade de execução e, sobretudo, preocupação com a capacitação, numa busca voraz de acúmulo de conhecimento. Para Luiz Guilherme Manzano, diretor de apoio ao empreendedor da Endeavor, a atitude se justifica, pois empreendedores bem preparados são mais capazes de criar negócios inovadores, enfrentar crises e gerar empregos – e, assim, ajudar a alavancar a economia. “Muitas vezes, o conhecimento e a experiência anterior do empreendedor são o diferencial competitivo do negócio. Pelo menos no início”,diz Manzano. Foi assim com o administrador de empresas Vitor Torres. Sua insatisfação pessoal se transformou em um negócio – de alto impacto. Ao iniciar sua própria empresa, ligada à educação corporativa, o empreendedor de 34 anos sentiu a burocracia na pele, além do custo para manter a contabilidade em dia. “Era ‘a dor’ que eu estava enxergando”, diz. Como muitos de sua geração, que se acostumaram a usar bancos online e fazer compras em lojas virtuais, Torres passou a se questionar se não havia uma solução mais fácil e econômica para a questão. “Pesquisamos como poderíamos resolver esse problema, e assim veio a ideia”, conta. À época Torres tinha uma aceleradora de startups, na qual conheceu seu atual sócio, Fábio Bacarin. Foram dois anos desenvolvendo o projeto. Em 2014, Vitor e Fábio conseguiram trazer um dos tipos de serviço mais offline que existe para um ambiente digital, e provaram que a disrupção tem espaço no Brasil. Nascia a Contabilizei, um escritório de contabilidade online (na nuvem) com foco no atendimento de pequenas e médias empresas. “Conseguimos deixar toda a rotina transparente, simples e ágil. Os clientes têm acesso em tempo real a relatórios e balanços e contam com suporte de contadores e especialistas”, explica o CEO.Por ser tudo digital, o ganho em redução de custos é repassado para o cliente, atingindo, assim, a ousada promessa dos sócios de democratizar o serviço e gerar economia para os clientes de até 90% nos serviços contábeis. A ideia prosperou, e em 2015, enquanto muitas empresas já perdiam o fôlego por conta da crise, a Contabilizei aumentou a base de clientes em impressionantes 1.200%, e o rendimento do negócio, em 700%. Com operação em 30 cidades do País, a empresa é hoje uma das maiores startups do Brasil. E vem chamando a atenção de grandes investidores. Um aspecto interessante das empresas que mais crescem é que se culpa menos o ambiente externo. Para esses empresários a solução está “dentro de casa”. “São empreendedores inovadores, que sonham grande e criam empresas que transformam os setores em que atuam”, diz Manzano, da Endeavor, destacando que 90% das empresas de alto impacto – aquelas que crescem pelo menos 20% ao ano, por três anos consecutivos, em número de funcionários ou receita – são pequenas e médias. Assim como Vitor e Fábio, os empreendedores de alto impacto andam na contramão da crise, crescendo a taxas elevadas, graças à agregação de inovação, seja em produtos, processos, matérias-primas ou modelos de negócios. Para ter uma ideia de quantas são e de sua força, Manzano aponta para a existência de 31 mil empreendedores de alto impacto – pouco mais de 1% do total das empresas ativas brasileiras. O número parece baixo, mas a onda de choque que provoca é enorme: juntas, essas empresas são responsáveis pela geração de mais de 50% dos novos empregos do País. Compartilhar para unir Outro movimento que, embora emergente, tem crescido bastante no Brasil é o trabalho em rede. Em resposta à mudança de comportamento do consumidor e ao próprio ambiente econômico, algumas empresas passaram a adotar estratégias de ajuda mútua, criando relacionamentos de cooperação com outras companhias, para que assim consigam lidar com as atuais exigências de mercado, bem como oferecer soluções completas para o cliente, sem precisar expandir o negócio. “Não se consegue atender a tudo sozinho, então as necessidades podem ser complementares. Quando eu busco
Novos tempos… Novas atitudes

Os desafios dos últimos anos provocaram mudanças de paradigmas. Como sua empresa está se preparando? Como um avião que ruma para longe da tempestade, a economia brasileira vai aos poucos encontrando seu caminho. Os números recentes demonstram que o País está lentamente se recuperando de uma das piores crises dos últimos 50 anos. O Brasil que emerge, no entanto, não será igual àquele que imergiu. Essa nova realidade sugere a revisão de atitudes e conceitos, de posicionamentos e de estratégias, em um mercado em que o consumo consciente e a transparência nas relações são algumas das novas regras do jogo. Agora é a hora de as empresas fazerem o dever de casa: melhorar processos, rever conceitos e aumentar a produtividade, e isso não é exclusividade das grandes. Para não acabar na cesta de compra das gigantes ou engordar as estatísticas de companhias que fecham as portas, as pequenas e médias – que constituem um universo de mais de 98% das empresas ativas no País, segundo dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) – também precisam concentrar esforços para se aprimorar e se tornar mais competitivas. Os empresários que sobrevivem às turbulências econômicas já têm a ideia de quais caminhos seguir para retomar a rota do crescimento – tendo a inovação como principal combustível. Há, ainda, muitas previsões e poucas certezas, mas uma coisa não se discute: as novas tecnologias e a aceleração dos processos disruptivos mudaram para sempre a forma como as pessoas se comunicam e fazem negócio. O meio empresarial mudou. E as transformações são profundas e irreversíveis. O que há 10 ou 15 anos era ficção científica hoje é uma realidade palpável: inteligência artificial, internet das coisas (IoT), economias compartilhadas, novos processos tecnológicos, entre muitas outras soluções, estão ao alcance das empresas, até mesmo das pequenas. Negócios inovadores – e de alto impacto O contexto atual pede respostas novas – e rápidas – para os novos tempos. O conceito de sucesso nos negócios carrega agora cada vez mais um significado relacionado à inova- ção. Para acompanhar essa transformação, o empresário também mudou, e o resultado reflete claramente em um perfil mais dinâmico, informado, ético, com grande capacidade de execução e, sobretudo, preocupa- ção com a capacitação, numa busca voraz de acúmulo de conhecimento. Para Luiz Guilherme Manzano, diretor de apoio ao empreendedor da Endeavor, a atitude se justifica, pois empreendedores bem preparados são mais capazes de criar negócios inovadores, enfrentar crises e gerar empregos – e, assim, ajudar a alavancar a economia. “Muitas vezes, o conhecimento e a experiência anterior do empreendedor são o diferencial competitivo do negócio. Pelo menos no início”, diz Manzano. Foi assim com o administrador de empresas Vitor Torres. Sua insatisfação pessoal se transformou em um negócio – de alto impacto. Ao iniciar sua própria empresa, ligada à educação corporativa, o empreendedor de 34 anos sentiu a burocracia na pele, além do custo para manter a contabilidade em dia. “Era ‘a dor’ que eu estava enxergando”, diz. Como muitos de sua geração, que se acostumaram a usar bancos online e fazer compras em lojas virtuais, Torres passou a se questionar se não havia uma solução mais fácil e econômica para a questão. “Pesquisamos como poderíamos resolver esse problema, e assim veio a ideia”, conta. À época Torres tinha uma aceleradora de startups, na qual conheceu seu atual sócio, Fábio Bacarin. Foram dois anos desenvolvendo o projeto. Em 2014, Vitor e Fábio conseguiram trazer um dos tipos de serviço mais offline que existe para um ambiente digital, e provaram que a disrupção tem espaço no Brasil. Nascia a Contabilizei, um escritório de contabilidade online (na nuvem) com foco no atendimento de pequenas e médias empresas. “Conseguimos deixar toda a rotina transparente, simples e ágil. Os clientes têm acesso em tempo real a relatórios e balanços e contam com suporte de contadores e especialistas”, explica o CEO.
Abra o olho!

Basta andar por algumas das mais movimentadas ruas ou praças do Centro de Curitiba para ser abordado por uma pessoa, que prontamente se apresenta e faz uma proposta tentadora, especialmente em tempos de crise financeira e dinheiro “curto”, como os atuais: “Faça um teste de visão na hora, sem custo nenhum e saiba se você tem problemas para enxergar ou se precisa de óculos”. Quem aceita o convite é logo encaminhado para uma ótica nas imediações, que oferece o teste visual grátis. Na loja, após breve conversa com o vendedor, o teste é feito pelo funcionário, em um aparelho aparentemente simples, instalado geralmente perto da entrada da ótica, ao lado de um grande banner, que anuncia a “promoção”. Situação que se repete em diversas das 11 lojas da rede Óticas Visomaxx. Para entender como os testes de visão são feitos, a equipe da Tribuna esteve em algumas lojas e se submeteu ao exame por duas vezes no último dia 5 de julho, sem se identificar. Na primeira loja das Óticas Visomaxx, na Rua XV de Novembro, eu fiz o teste, que consiste em ler com cada um dos olhos, separadamente, as letras e símbolos que são apresentados em linhas de tamanhos diferentes, utilizando a Tabela de Snellen. Com base nos acertos que fiz, o vendedor avaliou minha acuidade visual, que é a capacidade de enxergar com nitidez em determinadas distâncias. “Parceiros” Ao final do exame, ouvi do vendedor que tenho dificuldade de visão, para ver de perto e de longe, precisando de óculos, mesmo após ter passado por uma cirurgia a laser, sendo liberada dos óculos por meu oftalmologista de confiança. Após o procedimento, recebi do funcionário informações sobre lentes e armações (e valores) e também a indicação para ir até um médico parceiro da ótica, que possui consultório perto dali. Agindo assim, eu poderia receber o valor pago pela consulta como desconto na compra dos óculos. Entidades médicas condenam testes de visão feitos por óticas. Foto: Felipe Rosa Em outra loja da mesma rede, na Travessa Oliveira Bello, a situação se repetiu, com o teste feito em condições muito parecidas. Após passar pelo equipamento, também fui orientada a consultar um médico em um consultório do Centro. Já na loja da Rua Monsenhor Celso não fiz o teste, pois não havia equipamento. Segundo os vendedores que me atenderam, exames de visão só podem ser feitos por médicos. Mas “para ajudar”, eles informaram que poderiam agendar para mim uma consulta com um oftalmologista recomendado pela Visomaxx. Ele me atenderia com horário marcado e, saindo de lá, eu teria descontado em meus novos óculos o valor pago pela consulta, que era de R$ 50. Andando pelo Centro, encontrei o teste visual gratuito oferecido em panfletos entregues por funcionários das Óticas Revix. Porém, nesta loja a vendedora não quis fazer o exame e disse que o aparelho é pouco utilizado, sendo melhor, segundo ela, procurar um médico oftalmologista. Em visitas a diversas lojas de outras óticas na área central, o serviço não era oferecido. Nestes estabelecimentos, ouvi a recomendação para procurar médicos especialistas, em clínicas e hospitais confiáveis. Prática ilegal Segundo o médico oftalmologista João Alberto Holanda de Freitas, ex-presidente e membro do conselho consultivo da Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO), é condenável realizar exames de visão em óticas, mesmo os mais simples, pois ao se submeter ao teste, o cliente acredita estar fazendo uma avaliação global da sua saúde ocular. “E isto acaba deixando sem diagnóstico muitas doenças oculares que poderão levar até a cegueira”. Equipamento usado no teste visual. Foto: Felipe Rosa De acordo com Freitas, os aparelhos utilizados nas óticas podem até ser de boa qualidade, o que não garante a confiabilidade dos resultados obtidos nos testes. “Quem faz diagnóstico é o médico e não o balconista da ótica. E fazer exames com um vendedor é ilegal, eles não têm competência para concluir se o cliente tem ou não uma doença ocular”, ressalta o oftalmologista, lembrando que nem mesmo o optometrista pode assumir esta função. “O optometrista não tem competência para estabelecer um consultório e receitar óculos. Isto é atribuição médica. O optometrista é um auxiliar do oftalmologista e sua atividade deve ser junto ao médico, dentro de sua clínica. Aí é o seu lugar, onde pode praticar a sua profissão”, esclarece. De acordo com a SBO, por lei, até o exame de acuidade visual só pode ser feito por médico oftalmologista. A entidade reforça que ótica só deve, por lei, vender óculos – os de grau, apenas com receita do médico oftalmologista. Venda casada Conforme o oftalmologista membro da SBO, descontar na venda dos óculos o valor da consulta cobrada por um médico indicado pela ótica também é proibido. “Isso não pode, é venda casada, que deve ser condenada. Com a receita na mão o cliente tem a liberdade de escolher a loja para aviar a sua receita”. Outra prática condenada pela SOB é abordagem às pessoas e a utilização de panfletos ou banners, anunciando os testes de visão. “Não é permitido, isso fica para os magazines”. Alguns vendedores indicaram oftalmologistas e deram “cheque-desconto” de R$ 50 na compra do óculos. Foto: Felipe Rosa Ato médico O presidente do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR), médico Wilmar Mendonça Guimarães, reforça que testes e exames são atividades reservadas aos médicos. “Fazer exames em óticas é uma coisa ilícita. A lei do ato médico diz que o diagnóstico de doença e enfermidades é um ato médico. Não pode o optometrista fazer isto, pior ainda se não for um profissional da área. Exames mais simples também são diagnóstico, de doença ou de normalidade, sendo prerrogativas da profissão médica”. Comuns no passado, segundo o médico, estes problemas são menos frequentes, mas ainda acontecem. “Sempre que o conselho tem informações sobre isso, a gente faz uma fiscalização. O conselho tem feito fiscalizações em óticas e nós temos retirado os médicos que têm espaços cedidos por elas. No Paraná, no passado, as óticas mantinham médicos anexos, no andar de cima, no imóvel ao lado e
Par de óculos escuros consegue transformar energia solar em eletricidade

Um projeto bastante interessante realizado por alunos do Instituto de Tecnologia de Karlsruhe, na Alemanha, mostrou como usar na prática – de maneira mais proveitosa – células solares orgânicas para captar a luz do Sol e transformá-la em energia elétrica, tudo isso na forma de um par de óculos escuros que pode se passar como qualquer um que vemos por aí. O grande feito do projeto é realmente conseguir produzir óculos capazes de gerar eletricidade sem atrapalhar o usuário, permitindo que ele enxergue normalmente pelas lentes escuras, porém, transparentes. Normalmente, células solares são opacas e rígidas, o que impede seu uso como lentes de óculos. No caso desse dispositivo, o material pode ser cortado para se adaptar a qualquer tipo de armação comercial encontrada no mercado. “No caso desse dispositivo, o material pode ser cortado para se adaptar a qualquer tipo de armação comercial encontrada no mercado” Captando tudo O protótipo sequer exige que a luz solar esteja batendo diretamente nas lentes, sendo capaz de absorver a iluminação do próprio ambiente quando está funcionando. As duas hastes dos óculos dão suporte para os circuitos impressos e os componentes eletrônicos que convertem a luz solar em eletricidade. Essa energia gerada alimenta um pequeno visor que mostra a temperatura ambiente e a intensidade do brilho do Sol. “A quantidade de eletricidade produzida não é capaz de alimentar mais do que pequenos dispositivos” Se você já está pensando que dá para carregar o celular usando um par de óculos como esse, vamos com calma: a quantidade de eletricidade produzida não é capaz de alimentar mais do que pequenos dispositivos sem grande consumo, gerando apenas 200 miliwatts de excesso de potência. Ainda assim, não deixa de ser um primeiro passo para uma exploração mais proveitosa de um recurso que pode ser tão útil para todo mundo. Fonte: https://www.tecmundo.com.br/produto/120344-par-oculos-escuros-consegue-transformar-energia-solar-eletricidade.htm
