Folia sob o sol transforma óculos irregulares em risco silencioso para a visão
Com a proximidade do Carnaval, cresce o tempo de permanência ao ar livre em blocos, festas de rua, praias, piscinas e passeios prolongados sob o sol. Esse aumento da exposição solar intensifica o contato direto com a radiação ultravioleta, exigindo atenção redobrada com a saúde ocular. A exposição inadequada aos raios UV pode provocar desde desconfortos imediatos até danos cumulativos à visão, que se manifestam ao longo dos anos.
Nesse período, a escolha dos óculos de sol torna-se um fator decisivo. Produtos adquiridos fora do varejo ótico, especialmente em pontos informais e no comércio ambulante, frequentemente não oferecem proteção contra a radiação ultravioleta. Óculos falsificados e piratas podem parecer adequados do ponto de vista estético, mas não cumprem a função básica de proteger os olhos.
A exposição contínua aos raios UV sem a devida proteção está associada a doenças oculares importantes, como a catarata. Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que a catarata responde por 51% dos casos de cegueira no mundo e pode ser causada ou agravada pela exposição excessiva à radiação solar. A doença ocorre quando o cristalino, lente natural do olho responsável por focalizar as imagens na retina, torna-se opaco, comprometendo progressivamente a visão.
O risco é agravado pelo caráter cumulativo da radiação solar. Os efeitos não são imediatos e costumam surgir após anos de exposição inadequada, o que torna ainda mais relevante o cuidado preventivo, inclusive durante eventos sazonais como o Carnaval. A radiação recebida ao longo da vida contribui para o desenvolvimento precoce de doenças oculares, antecipando problemas que geralmente aparecem em idades mais avançadas.
A orientação é que a compra de óculos solares seja feita exclusivamente em óticas, onde há garantia de procedência e de filtros adequados contra os raios ultravioleta. Em alguns estados brasileiros, como São Paulo e Paraná, há leis que proíbem a venda de óculos de grau e de sol pelo comércio ambulante, justamente como forma de proteger a saúde da população.
O cenário do mercado reforça o alerta. Anualmente, são vendidos cerca de 106,5 milhões de óculos no Brasil, sendo aproximadamente 44 milhões de óculos solares. Desse total, apenas 7,88 milhões correspondem a produtos legais. O volume elevado de itens irregulares amplia significativamente o risco de consumo de produtos que podem causar prejuízos à saúde ocular.
O setor óptico brasileiro emprega aproximadamente 180 mil pessoas em mais de 71 mil pontos de venda em todo o país e registrou R$ 27 bilhões em vendas em 2024. Além de fortalecer o mercado formal, optar por óculos de sol com procedência é uma medida essencial de cuidado com a visão, especialmente em períodos de intensa exposição solar, como o Carnaval.
Fonte: Abióptica
Sobre Abióptica
A Abióptica – Associação Brasileira da Indústria Óptica atua desde 1997 como representante do segmento óptico brasileiro. São mais de 200 empresas associadas que respondem por mais de 95% do mercado das marcas comercializadas no país. Um dos principais objetivos da Abióptica é promover a união da indústria e varejo, fortalecendo a defesa dos interesses do consumidor e do setor.
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