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O paradoxo da economia positiva e do varejo e consumo negativos tem explicação; pode apostar

O Brasil encerrou 2025 vivendo um paradoxo econômico: enquanto indicadores como emprego, renda real e massa salarial apresentaram desempenho positivo, o varejo e o consumo tiveram queda real, crescendo abaixo da inflação na maior parte dos segmentos. Apenas áreas como saúde, beleza, bem-estar e o e-commerce escaparam desse cenário, com destaque para o comércio digital, que ampliou significativamente sua participação no total das vendas.

Nem mesmo datas-chave como Black Friday e Natal conseguiram reverter o fraco desempenho do varejo físico. Apesar de um ambiente macroeconômico aparentemente favorável, o consumo não respondeu como esperado.

Fatores tradicionais — juros elevados, crédito restrito, endividamento das famílias, inflação e inadimplência — ajudam a explicar parte do problema, mas não dão conta de toda a história. O ponto central está na expansão acelerada das apostas online (bets) no país.

Em 2025, as bets devem ter movimentado entre R$ 270 e R$ 320 bilhões, valor comparável ao faturamento de todo o setor de alimentação fora do lar, que emprega milhões de brasileiros. Diferente desse setor, as apostas geram pouco emprego, concentram renda e contam com tributação considerada baixa, mesmo após a decisão de elevar gradualmente a alíquota sobre o GGR.

Pesquisas indicam que muitos apostadores passaram a reduzir gastos com itens básicos e serviços, como alimentação fora de casa, roupas, supermercado e viagens, redirecionando parte significativa da renda para o jogo. Isso impacta diretamente o varejo e os serviços pessoais, que dependem do consumo recorrente das famílias.

O resultado é uma economia que cresce nos indicadores, mas perde dinamismo no consumo real. Para o autor, sem uma revisão estrutural, regulatória e tributária do setor de apostas, o desequilíbrio tende a se aprofundar, ampliando os danos ao varejo, aos serviços e à economia do consumo no Brasil.

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Fonte: Mercado & Consumo

 

Sobre Abióptica

A Abióptica – Associação Brasileira da Indústria Óptica atua desde 1997 como representante do segmento óptico brasileiro. São mais de 200 empresas associadas que respondem por mais de 95% do mercado das marcas comercializadas no país. Um dos principais objetivos da Abióptica é promover a união da indústria e varejo, fortalecendo a defesa dos interesses do consumidor e do setor.

 

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